Sábado, 23 de Agosto de 2008

...E o Rock Contra-Ataca!

Brasil Legal (Barreto, Niterói)

INCRÍVEL MART – RICTO MÁFIA – CORVETT’S – ANTIX – STILING – ARROTA 26 – KURUBACO – FEED ME



Num sábado cinzento em que minhas cobertas me convidavam para dormir o sono dos justos, logo após pisar em casa depois de uma noite regada a cervejas e prazer carnal, eis que recebo um telefonema do Sr. FMZ me intimando a comparecer ao Som Brasil pra resenhar a volta de seu ...E o Rock Contra-Ataca! Como não fujo de desafios, decidi enfrentar o sono e encarar mais essa missão!

Embora tenha chegado bem tarde no local do show, consegui pegar o final da apresentação da banda Arrota 26. Uma boa banda que conta com um excelente frontman! Com mais experiência, vão dar no que falar. Misturando baião e hardcore, me fez lembrar a finada Raimundos. A Stiling merece aplausos pelo esforço e dedicação. Até por se tratar de uma garotada bem nova. É animador ver as influências das bandas dos anos oitenta no som da garotada! Eles também, com o tempo, vão se tornar uma boa promessa do Rock’ n Roll de Niterói. Em seguida foi a vez da excelente Ricto Máfia. Aquela vocalista deve ser fã de Cramberries! Ainda bem! Hipnotizou a todos os presentes com seu show de altíssimo nível! A melhor banda da noite junto com os caras que subiriam ao palco logo em seguida! Sem querer puxar o saco do Sr. FMZ: Mas o som da Incrível Mart está cada vez mais redondo! Não é minha praia, mas arrebentaram mais uma vez! Depois da banda do Sr. FMZ foi a vez do som pesado da banda Antix que esbanjou profissionalismo em cima do palco! Boa banda. A única decepção da noite foi a Feed Me. Pelo que o Titio Satan aqui entendeu, os caras chegaram com equipamento sucateado, se irritaram com os músicos que não quiseram liberar seus equipamentos para eles e ainda tentaram entrar em discussão com uma das bandas durante seu show. Tocaram sentados pois nem correias tinham e apresentaram um show displicente e uma atitude arrogante para com a produção e as outras bandas. Lamentável.

Outro fato lamentável foi o de duas bandas, Corvett’s e Kurubaco, terem simplesmente abdicado do direito de subir ao palco para mostrar seu trabalho. O Sr. FMZ, juntamente com a galera da Incrível Mart se esforçaram para que tudo saísse da melhor forma possível e mereciam um pouco mais de respeito. A falta de público não é desculpa para atitudes como essa. FMZ, Start Studio, Welber da Fungus & Bactérias e Ricto Máfia ainda ficariam por lá na sinuca e na gelada até altas horas da madrugada, segundo me confidenciou o Sr. FMZ. Mas já era hora de ir, mais uma vez, ao encontro de minhas amigas que a essa hora suavam a camisa pra garantir o leitinho das crianças!

por Tio Satan

Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Sexta-Fera

Fonseca A.C. (Fonseca, Niterói)

HANNEY – SLIM FIT – PLUGG – ALGO ERRADO – HARD PORRE

Êita noite de sexta-feira bizarra! Véspera da volta do ...E o Rock Contra-Ataca! E após algumas garrafas de Brahma Extra (a melhor cerveja brasileira, sem sombra de dúvidas!) esvaziadas, esta valorosa equipe de desbravadores do underground (é, nós mesmos!) chegou a conclusão de que o Rock na Pista já tinha ido pro espaço fazia tempo, e que era mais jogo rumar para o clássico bairro do Fonseca pra conferir a estréia do Sexta-Fera! E lá vamos nós!!!

Lugar agradável com direito a festa de aniversário rolando em cima do salão onde o barulho comandado pelo Sr. Tuca Marques acontecia (não descolei um salgadinho de bobeira...)! Cerveja e roqueirada jogada pelos cantos fez este que vos escreve lembrar de outras épocas bem mais agradáveis pra se curtir um show underground por essas bandas. Mas chega de saudosismo, certo? Então, no palco conferimos as apresentações de Hard Porre e Algo Errado. Essa última, das antigas, mostrou um hardcore tosco bem ajeitado e uma empatia bacana com a galera presente. Infelizmente não deu pra conferir os shows de Plugg e Slim Fit. Agora, tenho de confessar: A melhor apresentação (em muitos sentidos) ficou por conta da galera da banda Hanney! Mesmo. Formada em sua maioria por meninas a banda caminha a passos largos e em breve deve dar o que falar. É bem verdade que faltam sons próprios em seu repertório, baseado em covers de Pitty e Luxúria, mas a garotada está mandando bem! E óbvio, nem tem como não destacar a performance da vocalista Karol. A moça canta bem e conquista a atenção de todo mundo na beira do palco (este idiota que vos escreve incluso, ok?). Fora o lance do repertório, tudo ok!

Ok, temos de deixar registrado o episódio bisonho envolvendo nosso valoroso (gostei dessa palavra) fotógrafo, diagramador e chinês nas horas vagas que em um dado momento se viu alvo da ira de 99% da galera presente. Xingamentos, ameaças de morte, maldições e tentativas de violência sexual iam indiscriminadamente em direção ao pobre rapaz. E como até agora não faço idéia do que aconteceu, deixa quieto. E a noite mal havia começado (e terminou muito bem... hehe). Só que, o que rolou depois que saímos do Sexta-Fera é outra história... Enfim.

por Rafael A.

Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Silence

Live Studio (Demo) (CD Demo / Independente)


Ondas passam, modismos passam. Mas quando alguém curte determinado tipo de som e faz bem feito, podem crer que vai soar bem aos ouvidos e empolgar. De alguma forma isso se aplica a esta banda do subúrbio carioca. Tem cara de primeiro lançamento. CD demo com capinha super simples, porém com as informações necessárias. Nem mesmo a gravação no esquema ‘estúdio ao vivo’ conseguiu tirar a graça do trabalho dos caras.

Primeiro vamos às tais das influências, certo? Lembram que falei de modismos e ondinhas no começo? Então, o tal do new metal meio que dá o tom da coisa toda. Principalmente Splipknot e POD. Nos momentos mais pesados, como em Victim of Chance, Phill Anselmo e seu Pantera dão o ar da graça no trabalho do Silence. Beyond the Trails tem cara de hit certeiro! Bom arranjo e melodia certinha. Apesar de se tratar de uma gravação ao vivo, como disse, dá pra perceber tudo no seu devido lugar. Se bem que na minha opinião, com um baixo mais ‘presente’ os momentos mais pesados tornariam-se simplesmente insanos (num ótimo sentido). Com relação ao vocal, que é muito importante nesses casos, muito de Splipknot e Max Cavallera. Bom exemplo disso é The Maze, outro bom momento do trabalho, com direito a solo bacana e refrão meio Soufly.

Um belo começo dessa galera carioca. Com uma produção mais rebuscada podem conseguir resultados bastante legais. O único ponto não muito bacana é o fato de todas as informações virem em inglês. Fica meio que parecendo que o alvo dos caras é única e exclusivamente mercado e público gringo, ou algo assim. Sendo que por aqui tem bastante público pra tudo quanto é tipo de som e deve tratar-se de, apenas, um primeiro lançamento... Mas aí é com eles, só estou dando minha opinião, ok? Bom começo.

por Rafael A.

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silence_contact@hotmail.com

www.fotolog.net/_silence__

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Juventude Maldita / Resistência

Total Punk (Split CD / Rebel Music)


Split com duas bandas punks paulistas que chega via Rebel Music pra nós! Lançamento bacana com tudo que se tem direito! O encarte passa bem a idéia do projeto e a das bandas. Tudo muito coerente (neste caso até soa bem), protestando e fazendo som! E no final das contas só isso que vale!

Só que as bandas aqui também podem ser analisadas do ponto de vista musical. Pois ambas mandam bem. A primeira a aparecer é a Juventude Maldita que chega com um punk Rock com inegáveis influências de Garotos Podres. Pise na Cabeça Dele, que abre o CD e Explorados são meus destaques. Em seguida é a vez da banda Resistência dar seu recado. Os caras fazem bonito e o som da banda lembra, por incrível que pareça, a gonçalense Inércia. Boa banda também! Geração Subúrbio, Crianças Sem Medo de Matar ou Morrer e Terceira Guerra merecem destaque!

Belíssima iniciativa da Rebel Music que prima pela qualidade. Duas boas bandas num lançamento de qualidade. Isso valoriza e muito a coisa como um todo, certo? Então, corre atrás da sua cópia aí, ok?

Rafael A.

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rebelmusicrecords@hotmail.com

Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Não Repressão

Fortalecer (CD Demo / Independente)


E o cenário de hardcore extremo continua a proliferar Brasil afora. A impressão que me dá é que boa parte da onda metalcore assentou, digamos, com o passar do tempo e só agora é possível ter uma noção exata do que, aí sim, pode-se classificar como uma cena. Nem mais forte, nem mais fraca. Apenas acredito que a coisa chegou no ponto ideal para se fazer uma análise.

E São Vicente, no estado de São Paulo, nos brinda com essa boa banda chamada Não Repressão que aparece com este CD demo chamado Fortalecer. Embora sejam apenas duas faixas, pode-se ter uma boa idéia do trabalho dos caras. Sim, não fogem muito à regra quando o assunto é metalcore e hc extremo de uma forma geral. Influências mais que na cara dos cariocas do Confronto. Nem precisava reparar a camisa da mesma vestida por um dos integrantes da contra capa. Só que a Não Repressão, ao contrário da citada banda carioca, já vai mais pra praia do hardcore e não soando tão metal.

Como disse, são apenas duas músicas (rola faixa multimídia também, ok?), porém são suficientes para a Não Repressão dar seu recado. Fortalecer e A Morte Como Modo de Vida são os nomes das duas boas faixas que compõem este bom trabalho dessa banda paulista. Boa pedida para fãs do estilo.

por Rafael A.

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fred.pino@gmail.com

Terça-feira, 17 de Junho de 2008

Necrowar

Necrowar (CD Demo / Independente)


Banda chegando direto do município de Itaboraí (RJ)! Terra bacana de onde vira e mexe saem bandas legais. Aliás, rola (ou rolava até bem pouco tempo atrás) um circuito de shows interessante por lá. Pelo nome dá pra sacar e o assunto por aqui é metal, certo?

E apesar de a gravação não ser das melhores a galera da Necrowar faz bonito! Eles se intitulam banda de thrash metal, mas rolam riffs 100% death metal nas músicas dos caras. De cara dá pra pesar influências de Slayer, Sepultura (Beneath the Remains demais da conta!) e Metallica (das antigas, ok?) no trabalho da Necrowar. Ótimos arranjos que não deixam dúvida: A parada aqui é o metal dos anos oitenta. As raízes do thrash e, como disse, uma coisinha aqui e ali de death metal dão o tom deste trabalho de estréia da Necrowar!

Ótimo trabalho! Finalmente uma banda de metal bacana caindo em nossas mãos! Viram? Se mandar a gente resenha, não importa o estilo. Ainda mais se o CD cair na mão deste ex-headbanger que vos escreve. Que venham outras!

por Rafael A.

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necrowar@oi.com.br

Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Kali

Um Rolo Compressor em Forma de Som (CD Demo / Independente)


Mais banda de Niterói dando as caras por aqui! Pois é, tem um monte de gente fazendo som em ‘nossa querida cidade’ e, na medida do possível, vamos tentando dar um panorama geral da coisa por aqui. É interessante a quantidade de bandas indo buscar referências em décadas passadas. A Kali é mais uma a apostar no passado. E faz isso bem.

Nem precisaria dar uma lida no mini release na contra capa do CD pra se ligar que as influências de hard Rock e blues dão o tom desse trabalho da banda Kali. Esses estilos aparecem aqui na forma de influências de bandas da década de setenta. Black Sabbath, Bud (rola um riff cujo início é totalmente Bud, nem adianta) e tantas outras. A cara, por vezes viajante, do som tem a ver com efeitos usados pelo guitarrista que, fatalmente, curte Mutantes e sons progressivos. As letras tratam do cotidiano e ficam bem na interpretação competente de seu vocalista.

Boa banda que ganhou, e muito, na boa gravação deste Um Rolo Compressor... E apesar de a garotada mais nova fazer questão de não olhar pra sons e bandas das antigas é bem provável que a Kali consiga bons resultados. Uma boa banda e um bom CD.

por Rafael A.

Contatos:

vinicius@kali.mus.br

Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Excídio

Destruição em Massa (CD / Independente)


Quase nunca chega nada de metal pra nós (nem nós sabemos o porquê). Quando aparece, ficamos empolgados! A carioca Excídio aparece com esse Destruição em Massa que embora não tenha capinha traz material com contatos e letras. Já começaram bem!

É bem verdade que a gravação alternando momentos bem abafados (e quase inaudíveis) com trechos de solos nas alturas não ajuda essa banda de Campos dos Goytacases, na Região Norte do RJ. Com relação ao som, os caras se intitulam death metal. Alto lá! A banda tem sim, influências claras de bandas de death old school. Só que se tirarmos pelo vocal, por exemplo, a coisa tem mais a ver com um grind death que qualquer outro estilo que seja. Ok, de alguma forma as duas praias acabam se encontrando, mas tirando os solos (curtinhos, por sinal) a galera fica mesmo na praia do grindcore (não que seja uma senhora banda de grind, nem que represente fielmente o que é o estilo, que fique claro). Em todo caso, sim, tem coisas que lembram death metal.

A coisa deve estar no comecinho. Muita água (ou sangue, visto as letras das músicas deles) deve passar por debaixo dessa ponte. O amadurecimento vem com o tempo. E isso, o pessoal da Excídio vai ter de sobra, sendo que parecem ser bem novos. Sorte pra eles!

por Rafael A.

Contatos:

excidio@bol.com.br

Domingo, 4 de Maio de 2008

Pé Na Bola & Soco Na Cara

“ Com o carteado proibido na concentração, os jogadores do Vasco distraíam-se fazendo um jogo de palavras. Cada um tinha de dizer pelo menos três nomes de frutas com cada letra do alfabeto.

Dé começou com a letra A e passou adiante para o atacante Jaburu declinar três frutas começadas por B.

A resposta não demorou:

- Banana, Bacate e Bacaxi! ”

Trecho do livro ‘Histórias de Sandro Moreyra (Editora JB, 1985)’

Independente dos resultados das decisões dos estaduais, que acontecem daqui a algumas horas (escrevo esse troço por volta das cinco da madrugada do domingo, 04/05), o primeiro semestre do futebol brasileiro em 2008 já está praticamente definido. No Gauchão,o Inter só perde a taça se alguma coisa de muito bizarra acontecer daqui a pouco no Beira-Rio. Na terra dos Bôças, Luxa e seu argentino de estimação devem quebrar o jejum de títulos estaduais do Verdão (sem sotaque, por favor) que já dura desde 1996. Aliás, alguém duvida que depois dos 5x0 do primeiro jogo o Cruzeiro leva fácil no Mineirão? Ok, os deuses do futebol podem aprontar alguma e o Atlético-MG, vai saber, pode meter 6x0 e matar meia-dúzia do coração! Duvido.

* * *

E o Carioca? Haja saco pra aturar um campeonato mais retardado que o desse ano, não? Quem foi o gênio que inventou que os times grandes (trataremos o Botafogo como um deles, embora não seja) não poderiam jogar partidas fora de casa? No mínimo, ridículo. Daí, somos agraciados com um campeonato chato, sem surpresa alguma. Acho que ficou claro pra todo mundo que tanto o FLU quanto o ‘Império do Mal’ estavam com a cabeça no mata-mata e na altitude dos jogos da Libertadores e que sobraria à Vasco e Botafogo a tarefa de levar o Carioca 2008 à sério. Entre os pequenos nenhuma surpresa. A não ser pela queda do América para a segunda divisão. Se bem que na atual conjuntura, qualquer um dos pequenos que caísse para a Série B não espantaria. As trapalhadas e jogadas criminosas de Eurico & Cia. garantiram ao Rio o futebol mais previsível e medíocre do Brasil. Independente de quem leve no Maracanã: Esse Estadual, a meu ver, podia ser apagado da história. Assim como mais uma meia-dúzia de uns anos pra cá. Nem as musiquinhas que a Globo tentou, durante toda a competição, sincronizar com o coro das arquibancadas salvou.

Ok, ainda tem a Copa do Brasil. Me arrisco! O campeão da Copa do Brasil será o Corinthians... de Alagoas! Duvido que Corinthians Paulista e Vasco consigam alguma coisa. O primeiro porque se encontra pressionado por sua torcida (ô, povo estranho...) por causa do rebaixamento no Brasileiro do ano passado e tem de mostrar serviço. E como não dispõe de um time que possamos chamar de... de time mesmo, fica complicado. Nem a goleada sobre o Goiás semana passada me fez mudar de idéia. Já o Vasco não deve arranjar nada, simplesmente, porque é ruim mesmo. Como meu FLUZÃO não disputa essa Copa do Brasil, vou deixar ela pra lá e passarei pra assunto mais interessante.

* * *

Sinceramente, duvidei que os cariocas fossem passar pra fase de mata-mata da Libertadores. E o pior é que passaram com certa facilidade. Com direito a primeiro lugar em seus grupos e o Tricolor no primeiro lugar geral! Só que os times cariocas têm problemas a serem resolvidos para as próximas fases (essa já ta no esquema, só catástrofes bisonhas tiram qualquer um dos dois). O FLUZÃO luta contra um autêntico desmanche de seu elenco caríssimo (...): Quem não está esquecendo de como se joga bola (leia-se Washington) ou está se machucando, está impedido de atuar por algum motivo que seja; do mais complicado (Dodô) de se resolver ao mais bizarro (Leandro Amaral – continuo afirmando que esse sujeito não fica no Vasco sob hipótese alguma). Já o ‘Império do Mal’, vai ter de se virar sem Joel ‘Só Cana’ que parte rumo à África (não volta tão cedo, hein?) logo após a decisão do Estadual (que é daqui a pouco). Geninho não segura a onda, nem adianta. O problema, para ambos, é que daqui pra frente na Libertadores é papo de São Paulo, Boca e afins. Já viu, né?

* * *

E o Fenômeno, hein? Foi só o ‘Império do Mal’ entrar na vida do cara pra coisa desandar... Como é que um sujeito que fatura milhões por ano, é embaixador da Unicef pra seja lá o que for no meio da guerra, adorado por crianças do mundo todo, com as mulheres mais incríveis do planeta a seus pés dá um mole daqueles??? Fala sério! Não é possível que o Fenômeno (só se for em matéria de bizarrice) não tinha um jeito menos idiota de dar vazão a suas taras! Três travecos ao mesmo tempo? Seria trágico se não fosse absurdamente cômico!!! O que mais tem por aí é jogador de futebol fazendo absurdos de todo tipo, concordo. Mas dar um vacilo desses é demais! Se ele mandou ou não o traveco comprar pó, se bebeu, se fumou, enfim, nada disso vai apagar o fato de que o Fenômeno (deve ser mesmo... três ao mesmo tempo????) foi pego com três travecos num quarto de motel! Nessa confusão toda o cara já perdeu contratos de patrocínio, a namorada (ok, ele arruma outra fácil) e o respeito de um planeta inteiro! E enquanto o Fenômeno cai em profunda depressão em uma de suas mansões, a travesti vai ser estrela de filme pornô, escrever biografia (qualquer anta escreve livros hoje em dia...) e aparecer em tudo quanto é programa de TV que se prestar e entrevistá-la. Mundinho complicado esse, não? De novo: Foi só o ‘Império do Mal’ entrar na vida do cara pra coisa desandar...

* * *

Enfim, essa é a primeira vez que escrevo a respeito de futebol. E sendo que não sei escrever direito a respeito de coisa alguma, imagino que tenha ficado horrível. O pior é que gostei (só eu, imagino)! E como não sei quando vou escrever esse treco de novo, me arrisco a dar uma de Milton Neves por agora mesmo: Palmeiras, São Paulo, Santos e Cruzeiro chegam no Brasileirão como favoritos! Já na Segundona... Uma caixa de Brhama Extra como o corinthians não sobe de jeito nenhum! Alguém topa a aposta?

Até.

por Rafael A.

Sábado, 3 de Maio de 2008

Maratona do Rock 2 (dia 2)

Espaço Convés (Gragoatá, Niterói)


STARLLA – JAWS – DARK POTATO – STILING – ANXTRON – CENSURADO


E lá vamos nós para o segundo dia de Maratona do Rock. Tentando não pensar que no dia de amanhã uma das maiores injustiças da história pode se concretizar com o ‘Império do Mal’ se sagrando campeão carioca de 2008, passou a ser mais interessante rumar de uma vez para o Convés sem dar a passada de lei no bar. Sem contar que: Melhor ver bandas se revezando no palco que aturar as explicações, sem pé nem cabeça, da urubuzada para a situação patética na qual o fenômeno deles se meteu (ou meteram ele, ou nele... rsrsrsrs).

Ok, vou tentar não fazer mais nenhuma piada envolvendo o ‘Fenômeno’. Vamos ao show: Aparentemente dando seus primeiros passos a galera da banda Stiling preferiu não se comprometer e abriu a noite só com covers. Foram de Raimundos a Titãs sem maiores traumas. Tirando o fato de não ter rolado nenhum som próprio, nada de mais absurdo durante a apresentação dos caras. Nem pro mal, nem pro bem. Meus ‘vizinhos’ mandaram bem: A garotada da Dark Potato (foto) me fez levantar da cadeira e ir pra perto do palco conferir sua bela apresentação. Com todo mundo de cara pintada, à la Kiss, a banda mostrou uma evolução tremenda desde a última vez que os vi tocando no nosso saudoso (?) Rock na Garagem. Bem mais à vontade no palco e com um som mais redondo mostraram sons próprios e covers de Ramones e Olho Seco. Destaque para a senhorita (que eu não lembro o nome) estreando no baixo com toda classe e postura de gente grande em cima do palco! Ponto pra eles! E o barulho continuou noite adentro com mais uma penca de bandas. Dentre as que rolaram destaques para o som instrumental com toques de ProgRock e fusion da Anxtron e o emocore da galera das antigas da Starlla, que fechou a noite.

Fim de noite e, bem diferente do Fenômeno, prefiro ir pra casa que sair procurando problema madrugada afora. Final bacana pra segunda edição do Maratona do Rock que entregou dois dias de Rock de bandeja pro povo de ‘nossa querida Niterói’. Quem conferiu viu, ao longo desses dois dias de evento, algumas bandas interessantes que, muito em breve, podem nos surpreender, pois parecem ter potencial pra isso. E encerrando: Destaque absoluto para a declaração de uma senhorita já pro final do primeiro dia de evento: “Gente, o Blau Blau tá muito gostoso!” Não que eu concorde... Quem sabe o Fenômeno? Te cuida, Blau Blau... rsrsrs!

por Rafael A.

Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Maratona do Rock 2 (dia 1)

Espaço Convés (Gragoatá, Niterói)


CARAS DE VIDRO – ALTERNOS – NEO RESÍDUO – HOSTIL – DIGITUS INFAMIS – ANALEMA


Primeiro dia da segunda edição do Maratona do Rock. Doze bandas passando pelo palco do Convés em dois dias de evento e lá vamos nós ver qual é a do baile! Numa sexta-feira chuvosa e fria o bastante pra segurar todo mundo em casa pode-se dizer sem medo de errar que o público compareceu. Se bem que a maioria esmagadora dos presentes era composta por pais, parentes e amigos de quem ia subir ao palco. Mas isso é outra discussão, certo?

Agora falando de música: O pessoal da Neo Resíduo fez as honras da casa para o público que ainda chegava ao local. O som dos caras remete, por uma ou outra melodia e arranjos de teclado (que eu não sei de onde estavam saindo já que não havia teclado na banda) ao pós-punk de Joy Division e afins. A idéia dos caras é boa, mas ainda precisa de uns ajustes pra ficar redondinha. Ponto pra eles, devem ficar no esquema daqui a um tempinho. Em seguida foi a vez do emocore da garotada da banda Hostil. Apesar dos gritos femininos de incentivo, não chegaram a empolgar muito, mesmo tendo apresentado um show redondo e sem derrapadas comprometedoras. A Analema fez, na minha opinião, um dos melhore shows da noite. Se não soaram perfeitos como banda, se saíram bem no cover de My Hero do Foo Figthers e mostraram sons com influências de Queens Of The Stone Age e pitadas de britpop. Outro bom show ficou a cargo da Caras de Vidro (foto). Apostando em influências de Rock nacional das antigas como Camisa de Vênus e Raul Seixas os caras apresentaram um bom show no que diz respeito à parte técnica e presença de palco e caracterização dos integrantes (ao menos um deles). Bacana! Digitus Infamis veio logo em seguida e se limitou a executar covers de nomes consagrados do tal new metal. Lembrar do Rage Against the Machine com Killin in the Name já mais para o final do show foi legal, mas não salvou. Apenas regular. E quem finalizou foi a garotada da Alternos, mas não conseguiu muita coisa não. Covers de Dibob e CPM22 àquela altura do campeonato só ajudaram a adiantar a volta pra casa de boa parte dos presentes. Muito fraco. Sem chances.

Final de festa. Ao menos por enquanto, ainda rola o segundo dia de festival. Se não rolar uma promoção maluca de cerveja por aí, estaremos conferindo de novo! E antes de encerrar, vale frisar uma coisa: a quantidade de pais, parentes e agregados nos shows ultimamente é espantosa. Bem como o ‘público’ que é, cada vez mais, formado apenas por amigos de quem vai subir no palco. Público pra valer, nem pensar... Algo a se pensar, não? E só pra não passar batido: Rrrrrrrrrrrrrrrrronaldííííínhooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Tinha que ser torcedor (e futuro jogador) de onde?

por Rafael A.

Terça-feira, 15 de Abril de 2008

La Sombra

Hardcore, Amor & Ódio (CD Demo / Independente)

E tome hardcore! Pois é, mais uma banda carioca atacando de hardcore e tomando sol na praia do som extremo! Este Hardcore, Amor & Ódio nos foi entregue faz um bom tempo, mas só agora estamos tendo a decência de publicar a resenha. Antes tarde do que nunca, né?

Pena serem só dois sons. A La Sombra manda bem mesmo. Conseguem mesclar o NYHC com referências de HC Old School. O vocal mais puxado pro grindcore em alguns momentos confere a este Hardcore, Amor & Ódio um ‘quê’ diferente. Soa como algo deles, bem característico que talvez só eles consigam fazer. As duas faixas juntas não chegam a cinco minutos, mas são suficientes pra dar o recado. Saldo positivo!

Ótimo ver bandas cariocas dando uma cara mais... carioca mesmo, ao cenário hardcore nacional. O RJ continua no páreo e quem sabe um dia voltamos a ocupar o espaço que nos cabe no underground nacional. Por hora, este CD demo da La Sombra me parece uma ótima pedida!

por Rafael A.

Contatos:
www.lasombrahardcore.cjb.net
lasombrahc@gmail.com

Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Trolley

Trolley (CD Demo / Independente)

Este sim, um CD demo pra valer. Explico: Este primeiro trabalho da banda Trolley, creio eu, não está sendo comercializado. O disquinho vem sem nenhum tipo de material anexado. Capinha, contatos, absolutamente nada. Logo, só deve estar sendo entregue ao pessoal de imprensa e produtores. Enfim, vamos a ele.

Apesar de serem só quatro faixas dá pra se ter uma idéia da proposta dos caras. A banda investe no que, por falta de opção mesmo, convencionou-se chamar de Rock Alternativo. O que facilita as coisas pra quem vai resenhar o CD, sendo que é só dizer que é ‘Alternativo’. Mas não vamos ficar só nisso, não é mesmo? Então: Duas referências ficam bem claras aqui. O Rock de Seattle, principalmente com coisas mais recentes do Pearl Jam dá as caras. Atravessando o oceano, o Britpop também mostra que freqüenta o aparelho de som dos caras da Trolley. Não sei se chega a ser influência por assim dizer, mas em alguns momentos lembra demais a banda Tantra (que mais gente deveria conhecer porque é sensacional). Melodias corretas e arranjos legais fazem da Trolley uma futura boa representante do Rock Alternativo de nossa cidade. Vamos ver no que dá.

No frigir dos ovos, como disse, fica a expectativa de ouvir um trabalho completo dos caras. Aliás, se pudessem descolar uma gravação onde se possa ouvir algo, ajudaria muito. Não rolam contatos ou nome dos sons no CD, mas quem se interessar pode fazer como quase todo mundo hoje em dia: Vai na tal da internet (onde você já está), digita o nome da banda e pronto! Pois é...

por Rafael A.

Sábado, 5 de Abril de 2008

TRS Festival 2

Espaço Convés (Gragoatá, Niterói)


ZEFERINA BOMBA – DROP ROCK – SEU MIRANDA – CARLOS SPHILER – THE BRUNOS – XARK – OS VEIGAS – KURUBACO


Mais uma matinê no Espaço Convés! Dessa vez é a segunda edição do TRS Festival que amontoou bandas fazendo barulho no bairro Gragoatá. De volta à ‘nossa querida Niterói’ a galera da Zeferina Bomba, lá da Paraíba. Previsão de bom público e curiosidade com relação às bandas escaladas que este que vos escreve ainda não havia tido oportunidade de conferir. Tarde de sábado agradável, futebol na TV do bar e, algumas cervejas depois, hora de rumar para o Convés.

Sem enrolação? Ok! Quem inaugurou o palco do Convés neste sábado foi o corajoso Sr. Carlos Sphiler, que mandou ver mesmo sem baixista. Influências de Nirvana e afins (com direito a cover do mesmo) em um show visceral e bastante interessante. Podia continuar com essa formação, sem baixista, que estaria bacana. Em seguida foi a vez do new metal da galera da banda Xark. Embora com o lugar ainda vazio, fizeram um show transbordando empolgação e mesmo quem não é fã do estilo (como é meu caso) poderia ter curtido se tivesse chegado um pouco mais cedo. Estranho, estou em um show no convés e gostando das bandas... Outro destaque interessante do evento foi a banda The Brunos. Som instrumental redondinho. Só pecaram ao escolher um repertório meio desencontrado, na minha opinião. Banda com vocal feminino sempre me agrada, então cheguei mais perto pra ver a Kurubaco! Apesar de terem se enrolado em alguns momentos e de ser, visivelmente, sua primeira apresentação, vale a pena dar os parabéns pela coragem de apostar em um repertório que faria muito marmanjo tremer na base (inclusive este que vos escreve): Subir num palco e encarar Pink Floyd e Led Zepplein não é tarefa fácil pra ninguém. Cantar Confortably Numb do PF, por exemplo, não é fácil sob alegação alguma! Logo, mesmo tendo uma longa estrada pela frente, ficam os parabéns pra vocalista de cabelo azul e seus companheiros (só não sei o que o tecladista estava fazendo lá, já que não ouvi uma só nota saindo de seu teclado...). Teve, ainda, o Miami Rock da Seu Miranda que, só pra variar, chamou o povo pra frente do palco.

Quem liquidou a fatura (ao menos foi a última que eu vi) foi a paraibana Zeferina Bomba. Mais um bom show que assisto deles. O som com cara ‘nirvanesca’ torna-se peculiar nas mãos desses três caras e da viola/guitarra (ou seja lá o que for aquele troço) de seu vocalista. Show cru, direto, bem bacana. Passam batidos e ganham com folga do amontoado de bandinhas de Rock ‘moderninho-retrô-alternativo-tapado’ espalhadas por aí atualmente. Como disse, sábado agradável. Show divertido.

por Rafael A.

Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Ulisses Submerso

Cadáver (CD / Independente)


Se não me engano esse é o segundo trabalho dessa boa banda carioca. O primeiro resenhamos na versão impressa do fanzine faz um tempo. E agora os caras chegam com esse Cadáver. Ao que parece rolam sons que estavam no primeiro trabalho dos caras. Se da primeira vez já foi bom, a segunda promete, né? Sem pensar besteira, ok?

Já na capinha caprichada vê-se que rolou uma evolução com relação ao primeiro trabalho. O bom humor dessa galera carioca continua no esquema e dá as caras em sons como Arnoldão, o Presidente dos EUA (essa é uma das melhores que ouvi nos últimos tempos) e Zeca Perneta, que eu lembro da primeira demo, entre outras. Também das antigas, Vamos Estrupar a Barbie, Qualquer Cão e a excelente Eu Odeio Refrigerante estão por aqui! O Homem com Um Buraco na Cabeça também é maravilhosa! Os caras vão do hardcore a sons mais cadenciados e mantém o nível da parada. Não há hipótese de não rolarem influências de Bad Religion, principalmente nas que devem ser as mais novas.

O CD vai avançando e vão aparecendo destaques! Os caras tem bom humor sem soar idiotas, e isso é bem difícil de se conseguir. Já era fã e continuo apostando neles pro posto de ‘uma das coisas mais legais surgidas no RJ em um bom tempo’! O baixo de Money, do Pink Floyd, na introdução de Com Dinheiro os Seus Dentes Ficam Mais Brancos também é uma sacada e tanto! Não adianta: Sou fã dos caras!

por Rafael A.

Contato:
www.ulissessubmerso.com.br

Sábado, 29 de Março de 2008

Audio Rebel apresenta:

Audio Rebel (Botafogo, Rio de Janeiro)

MÚSICAS INTERMINÁVEIS PARA VIAGEM – CHOOSE A LIFE – DO AMOR


Mais uma missão me foi passada pelo ‘senhor FMZ’ Rafael A.: Despencar para o nobre bairro de Botafogo, zona sul da Cidade Maravilhosa para fazer a cobertura de mais uma apresentação de sua Choose a Life (foto). E como o Titio Satan aqui nunca nega fogo atravessei a ponte fui conferir o que rola atualmente no underground da zona sul carioca.

Fazia tempo que não ia a um show com apenas três bandas. Ponto positivo pra quem organizou o evento. Estava atrasado, mas como o evento também atrasou me livrei de um puxão de orelhas de meu querido editor (N.E.: Começou a palhaçada...). Mal sabe ele que perdi um bom tempo rodando o bairro à procura de um lugar aconchegante para tomar umas cervejas. Cheguei justamente na hora em que a Choose a Life começava seu show. Fizeram uma ótima apresentação, impecável na parte técnica e empolgante no que diz respeito à presença de palco e animação de seus integrantes. Em seguida foi a vez da banda carioca Do Amor que também fez um bom show só que, a meu ver, menos empolgante que a Choose a Life. E encerrando o evento a dupla gaúcha Músicas Intermináveis Para Viajem apresentou suas músicas que aparentemente sofreram muitas influências de bandas dos anos oitenta. Outra boa apresentação.

Satisfeito e com o sentimento de dever cumprido aproveitei que já estava em solo carioca e dei uma esticada até a Vila Mimosa, só pra não perder o hábito. Mais uma missão realizada com sucesso! E antes de encerrar: Queria informar a nova colaboradora deste zine, a senhorita Gisele, que não adianta sair por aí perguntando por mim. A identidade do Tio Satan é guardada a sete chaves (N.E.: Eu falei com ela...).

por Tio Satan

Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Mob Ape

Terra do Medo (CD / Independente)


Trabalho bacana direto de Goiânia! Boa banda da qual já ouvimos falar por aqui faz um tempinho. Vale ressaltar que o lançamento tem o apoio da Não! Não! Records, de Olinda (PE). Ou seja, tem coisa boa nesse CD, com toda certeza!

E a parada é boa mesmo. A Mob Ape brinda o ouvinte com um hardcore rápido e certeiro! Rolam coisas aqui e ali de thrashcore (algumas passagens lembram demais bandas finlandesas como Força Macabra e Rattus) e claras influências de RDP em alguns sons. Letras de protesto (e nem poderia ser diferente, não é?) e dez bons motivos pra sair por aí pogando feito louco! Burguesia Assassina, Dia de Fúria (uma das melhores do CD) e Banquete de Ratos ficam entre minhas favoritas!

Fãs de hardcore extremo podem adquirir sem medo de decepções. Deu vontade de conferir um show desses caras... Se passar perto da sua casa vai assistir, ok? Depois escreve pra cá dizendo como foi.

por Rafael A.

Contato:
mobapeband@hotmail.com

Quarta-feira, 19 de Março de 2008

Oito Milímetros

Mucho Gusto (CD / Independente)


Banda carioca das antigas resistindo ao tempo e lançando este Mucho Gusto. Parte gráfica bacana, do tipo que agrada aos mais exigentes sem deixar de ser simples. Ponto pros caras já na saída! Mesmo com uma quantidade considerável de faixas (hoje em dia isso assusta) a bolachinha parece conter material de primeira. Vamos ver qual é, então.

Logo na primeira faixa, intitulada O Erro, a impressão que se tem é de que estamos diante de uma banda tipo a catarinense Neitan, a tal mistura de new metal com elementos de hardcore e emocore. Porém, ao longo do CD os caras mostram que a onda deles é o hardcore melódico de Bad Religion e Dead Fish. E isso eles fazem bem. Apoiados em uma gravação bacana os caras fazem a festa com um instrumental no esquema de arranjos bem bolados. Faixas como Por que tudo tem que ser assim?, Mágico de Oz e a faixa título fazem bonito. Rolam momentos menos inspirados, como nas melosas Num Sorriso e Pensando em Você (apesar do belo solo de guitarra). Fica claro que a onda dos caras é falar do cotidiano e de questões existenciais, por assim dizer. Quando a coisa requer uma dose maior de sentimentalismo a parada, definitivamente, não flui. Mas, de uma forma geral, o trabalho é digno de parabéns. Principalmente em coisas como Revolta Num Dia Cinza, meu destaque do CD.

No final das contas as dezessete faixas acabam por tornar o trabalho meio que cansativo. Como disse no começo, hoje em dia já causa um certo estranhamente dar de cara com mais de dez faixas em um CD de banda independente. Mas os veteranos da Oito Milímetros se saem muito bem neste Mucho Gusto. Boa pedida pra quem curte HC melódico e afins.

por Rafael A.

Contato:
www.oitomilimetros.com

Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Opallas

Incondicional (CD / Porão do Som Discos)


Essa banda carioca andou conseguindo bons resultados até fora do RJ. Este Incondicional foi bem aguardado pelos fãs dos caras. Na verdade, se levarmos em conta que ele só chegou pra gente um tempo depois de lançado (não é Marx?) e que este zine com certeza está saindo com um atraso considerável, sim, estamos atrasados.

Vamos ao Opallas: É bem verdade que estamos falando do famigerado emocore. Pois é, mas os caras fizeram o dever de casa direitinho. O resultado disso é um álbum competente. Aliando peso, melodias bem cuidadas e letras tratando de relações desfeitas, corações partidos e coisas do tipo que o gênero tanto explora. Dá pra sentir ainda que os caras ouviram, além de emocore e todo esse lance, coisas de Rock Alternativo e Los Hermanos. Bons arranjos (mesmo que com, ao meu ver, uma derrapada aqui e ali) e refrões marcantes devem agradar aos fãs e conquistar uma fatia considerável do cenário emocore nacional. Ao menos condições pra isso a banda tem de sobra. Não ficam devendo em nada para nenhum dos nomes que hoje figuram entre os grandes do Rock nacional como NxZero ou Hateen, por exemplo. Se bem que, se for pra comparar, o Opallas ganha fácil das duas paulistas aí em cima.

Missão cumprida. Embora SP continue aparecendo como grande centro do país (se bem que andam rolando sinais de mudanças, e isso é bom) não só para bandas de emocore mas para o cenário independente de uma forma geral, os cariocas do Opallas chegaram com um belo trabalho que, como disse, não fica devendo em nada para medalhão nenhum. E em alguns casos até deixa uma meia dúzia pra trás sem maiores problemas. Para fãs do gênero, satisfação garantida.

por Rafael A.

Contato:
Porão do Som Discos:
Caixa Postal 361 - Balneário Camboriú - SC
Brasil CEP 88330-000
www.poraosdosom.com.br

Sábado, 8 de Março de 2008

Fusão Rock – 1 ano

Bar do Blues (Zé Garoto, São Gonçalo)


UZÔMI – FUNGUS & BACTÉRIAS – EMATOMA – PACTO SOCIAL – + BANDAS COVER


Mais um show dos meus camaradas da banda Fungus & Bactérias em São Gonça. Aliás, esse show marcava a volta da banda ao Bar do Blues depois de mais de cinco anos sem se apresentar nesse que é um dos espaços com mais história no underground gonçalense. Junto com a F&B, Uzômi e outras bandas de muito valor no circuito independente de nossa região e mais duas bandas covers.

Infelizmente, dessa vez o Tio Satan chegou mesmo atrasado e perdeu o show dos camaradas, que abriram a noite. Pelo que ouvi o show aconteceu com praticamente ninguém do lado de dentro. Uma pena. Porém, tive a oportunidade de assistir aos bons shows de Uzômi (que teve o show interrompido pelo técnico de som sem motivo aparente, só por estarem agitando em cima do palco), Ematoma e Pacto Social. Cada uma dentro de seu estilo, fizeram ótimos shows. Pena que pouca gente viu. Sinceramente, não me interessei pelos shows das bandas covers. Uma tocou Bad Religion e outra Ramones. Durante a primeira, dei uma assessorada no stand do FMZ e na outra já havia deixado o Bar do Blues em busca de outras emoções que a madrugada gonçalense me reservava. De uma forma geral o evento me pareceu meio chato, com pouca gente. Talvez devido ao preço do ingresso ou a divulgação falha. A verdade é que as bandas com trabalho próprio que se apresentaram mereciam um tratamento melhor. Ao que me parece, não era permitido sequer subir ao palco para participar com a galera das bandas. O Titio aqui não tem mais idade pra isso, é verdade, mas a garotada gosta, e isso deveria ser levado em conta.

O que fizeram com o pessoal da Fungus & Bactérias também não foi bacana: Largar uma banda no seu décimo terceiro ano de estrada em cima do palco para abrir um show vazio. Seja por motivos pessoais ou qualquer outro tipo de fator não me parece certo. De qualquer forma, não sou produtor de eventos e acredito que os responsáveis pelo evento devem ter tido seus motivos para agir dessa forma. Mais uma vez ‘garfaram’ meus amigos. Mas não tem nada não, Tio Welber (quanto tio, não?) e Sr. FMZ não desistem assim tão facilmente. Vem muito mais F&B por aí, disso eu tenho certeza!

por Tio Satan / fotos Rodolfo Caravana