domingo, 4 de maio de 2008

Pé Na Bola & Soco Na Cara

“ Com o carteado proibido na concentração, os jogadores do Vasco distraíam-se fazendo um jogo de palavras. Cada um tinha de dizer pelo menos três nomes de frutas com cada letra do alfabeto.

Dé começou com a letra A e passou adiante para o atacante Jaburu declinar três frutas começadas por B.

A resposta não demorou:

- Banana, Bacate e Bacaxi! ”

Trecho do livro ‘Histórias de Sandro Moreyra (Editora JB, 1985)’

Independente dos resultados das decisões dos estaduais, que acontecem daqui a algumas horas (escrevo esse troço por volta das cinco da madrugada do domingo, 04/05), o primeiro semestre do futebol brasileiro em 2008 já está praticamente definido. No Gauchão,o Inter só perde a taça se alguma coisa de muito bizarra acontecer daqui a pouco no Beira-Rio. Na terra dos Bôças, Luxa e seu argentino de estimação devem quebrar o jejum de títulos estaduais do Verdão (sem sotaque, por favor) que já dura desde 1996. Aliás, alguém duvida que depois dos 5x0 do primeiro jogo o Cruzeiro leva fácil no Mineirão? Ok, os deuses do futebol podem aprontar alguma e o Atlético-MG, vai saber, pode meter 6x0 e matar meia-dúzia do coração! Duvido.

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E o Carioca? Haja saco pra aturar um campeonato mais retardado que o desse ano, não? Quem foi o gênio que inventou que os times grandes (trataremos o Botafogo como um deles, embora não seja) não poderiam jogar partidas fora de casa? No mínimo, ridículo. Daí, somos agraciados com um campeonato chato, sem surpresa alguma. Acho que ficou claro pra todo mundo que tanto o FLU quanto o ‘Império do Mal’ estavam com a cabeça no mata-mata e na altitude dos jogos da Libertadores e que sobraria à Vasco e Botafogo a tarefa de levar o Carioca 2008 à sério. Entre os pequenos nenhuma surpresa. A não ser pela queda do América para a segunda divisão. Se bem que na atual conjuntura, qualquer um dos pequenos que caísse para a Série B não espantaria. As trapalhadas e jogadas criminosas de Eurico & Cia. garantiram ao Rio o futebol mais previsível e medíocre do Brasil. Independente de quem leve no Maracanã: Esse Estadual, a meu ver, podia ser apagado da história. Assim como mais uma meia-dúzia de uns anos pra cá. Nem as musiquinhas que a Globo tentou, durante toda a competição, sincronizar com o coro das arquibancadas salvou.

Ok, ainda tem a Copa do Brasil. Me arrisco! O campeão da Copa do Brasil será o Corinthians... de Alagoas! Duvido que Corinthians Paulista e Vasco consigam alguma coisa. O primeiro porque se encontra pressionado por sua torcida (ô, povo estranho...) por causa do rebaixamento no Brasileiro do ano passado e tem de mostrar serviço. E como não dispõe de um time que possamos chamar de... de time mesmo, fica complicado. Nem a goleada sobre o Goiás semana passada me fez mudar de idéia. Já o Vasco não deve arranjar nada, simplesmente, porque é ruim mesmo. Como meu FLUZÃO não disputa essa Copa do Brasil, vou deixar ela pra lá e passarei pra assunto mais interessante.

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Sinceramente, duvidei que os cariocas fossem passar pra fase de mata-mata da Libertadores. E o pior é que passaram com certa facilidade. Com direito a primeiro lugar em seus grupos e o Tricolor no primeiro lugar geral! Só que os times cariocas têm problemas a serem resolvidos para as próximas fases (essa já ta no esquema, só catástrofes bisonhas tiram qualquer um dos dois). O FLUZÃO luta contra um autêntico desmanche de seu elenco caríssimo (...): Quem não está esquecendo de como se joga bola (leia-se Washington) ou está se machucando, está impedido de atuar por algum motivo que seja; do mais complicado (Dodô) de se resolver ao mais bizarro (Leandro Amaral – continuo afirmando que esse sujeito não fica no Vasco sob hipótese alguma). Já o ‘Império do Mal’, vai ter de se virar sem Joel ‘Só Cana’ que parte rumo à África (não volta tão cedo, hein?) logo após a decisão do Estadual (que é daqui a pouco). Geninho não segura a onda, nem adianta. O problema, para ambos, é que daqui pra frente na Libertadores é papo de São Paulo, Boca e afins. Já viu, né?

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E o Fenômeno, hein? Foi só o ‘Império do Mal’ entrar na vida do cara pra coisa desandar... Como é que um sujeito que fatura milhões por ano, é embaixador da Unicef pra seja lá o que for no meio da guerra, adorado por crianças do mundo todo, com as mulheres mais incríveis do planeta a seus pés dá um mole daqueles??? Fala sério! Não é possível que o Fenômeno (só se for em matéria de bizarrice) não tinha um jeito menos idiota de dar vazão a suas taras! Três travecos ao mesmo tempo? Seria trágico se não fosse absurdamente cômico!!! O que mais tem por aí é jogador de futebol fazendo absurdos de todo tipo, concordo. Mas dar um vacilo desses é demais! Se ele mandou ou não o traveco comprar pó, se bebeu, se fumou, enfim, nada disso vai apagar o fato de que o Fenômeno (deve ser mesmo... três ao mesmo tempo????) foi pego com três travecos num quarto de motel! Nessa confusão toda o cara já perdeu contratos de patrocínio, a namorada (ok, ele arruma outra fácil) e o respeito de um planeta inteiro! E enquanto o Fenômeno cai em profunda depressão em uma de suas mansões, a travesti vai ser estrela de filme pornô, escrever biografia (qualquer anta escreve livros hoje em dia...) e aparecer em tudo quanto é programa de TV que se prestar e entrevistá-la. Mundinho complicado esse, não? De novo: Foi só o ‘Império do Mal’ entrar na vida do cara pra coisa desandar...

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Enfim, essa é a primeira vez que escrevo a respeito de futebol. E sendo que não sei escrever direito a respeito de coisa alguma, imagino que tenha ficado horrível. O pior é que gostei (só eu, imagino)! E como não sei quando vou escrever esse treco de novo, me arrisco a dar uma de Milton Neves por agora mesmo: Palmeiras, São Paulo, Santos e Cruzeiro chegam no Brasileirão como favoritos! Já na Segundona... Uma caixa de Brhama Extra como o corinthians não sobe de jeito nenhum! Alguém topa a aposta?

Até.

por Rafael A.

sábado, 3 de maio de 2008

Maratona do Rock 2 (dia 2)

Espaço Convés (Gragoatá, Niterói)


STARLLA – JAWS – DARK POTATO – STILING – ANXTRON – CENSURADO


E lá vamos nós para o segundo dia de Maratona do Rock. Tentando não pensar que no dia de amanhã uma das maiores injustiças da história pode se concretizar com o ‘Império do Mal’ se sagrando campeão carioca de 2008, passou a ser mais interessante rumar de uma vez para o Convés sem dar a passada de lei no bar. Sem contar que: Melhor ver bandas se revezando no palco que aturar as explicações, sem pé nem cabeça, da urubuzada para a situação patética na qual o fenômeno deles se meteu (ou meteram ele, ou nele... rsrsrsrs).

Ok, vou tentar não fazer mais nenhuma piada envolvendo o ‘Fenômeno’. Vamos ao show: Aparentemente dando seus primeiros passos a galera da banda Stiling preferiu não se comprometer e abriu a noite só com covers. Foram de Raimundos a Titãs sem maiores traumas. Tirando o fato de não ter rolado nenhum som próprio, nada de mais absurdo durante a apresentação dos caras. Nem pro mal, nem pro bem. Meus ‘vizinhos’ mandaram bem: A garotada da Dark Potato (foto) me fez levantar da cadeira e ir pra perto do palco conferir sua bela apresentação. Com todo mundo de cara pintada, à la Kiss, a banda mostrou uma evolução tremenda desde a última vez que os vi tocando no nosso saudoso (?) Rock na Garagem. Bem mais à vontade no palco e com um som mais redondo mostraram sons próprios e covers de Ramones e Olho Seco. Destaque para a senhorita (que eu não lembro o nome) estreando no baixo com toda classe e postura de gente grande em cima do palco! Ponto pra eles! E o barulho continuou noite adentro com mais uma penca de bandas. Dentre as que rolaram destaques para o som instrumental com toques de ProgRock e fusion da Anxtron e o emocore da galera das antigas da Starlla, que fechou a noite.

Fim de noite e, bem diferente do Fenômeno, prefiro ir pra casa que sair procurando problema madrugada afora. Final bacana pra segunda edição do Maratona do Rock que entregou dois dias de Rock de bandeja pro povo de ‘nossa querida Niterói’. Quem conferiu viu, ao longo desses dois dias de evento, algumas bandas interessantes que, muito em breve, podem nos surpreender, pois parecem ter potencial pra isso. E encerrando: Destaque absoluto para a declaração de uma senhorita já pro final do primeiro dia de evento: “Gente, o Blau Blau tá muito gostoso!” Não que eu concorde... Quem sabe o Fenômeno? Te cuida, Blau Blau... rsrsrs!

por Rafael A.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Maratona do Rock 2 (dia 1)

Espaço Convés (Gragoatá, Niterói)


CARAS DE VIDRO – ALTERNOS – NEO RESÍDUO – HOSTIL – DIGITUS INFAMIS – ANALEMA


Primeiro dia da segunda edição do Maratona do Rock. Doze bandas passando pelo palco do Convés em dois dias de evento e lá vamos nós ver qual é a do baile! Numa sexta-feira chuvosa e fria o bastante pra segurar todo mundo em casa pode-se dizer sem medo de errar que o público compareceu. Se bem que a maioria esmagadora dos presentes era composta por pais, parentes e amigos de quem ia subir ao palco. Mas isso é outra discussão, certo?

Agora falando de música: O pessoal da Neo Resíduo fez as honras da casa para o público que ainda chegava ao local. O som dos caras remete, por uma ou outra melodia e arranjos de teclado (que eu não sei de onde estavam saindo já que não havia teclado na banda) ao pós-punk de Joy Division e afins. A idéia dos caras é boa, mas ainda precisa de uns ajustes pra ficar redondinha. Ponto pra eles, devem ficar no esquema daqui a um tempinho. Em seguida foi a vez do emocore da garotada da banda Hostil. Apesar dos gritos femininos de incentivo, não chegaram a empolgar muito, mesmo tendo apresentado um show redondo e sem derrapadas comprometedoras. A Analema fez, na minha opinião, um dos melhore shows da noite. Se não soaram perfeitos como banda, se saíram bem no cover de My Hero do Foo Figthers e mostraram sons com influências de Queens Of The Stone Age e pitadas de britpop. Outro bom show ficou a cargo da Caras de Vidro (foto). Apostando em influências de Rock nacional das antigas como Camisa de Vênus e Raul Seixas os caras apresentaram um bom show no que diz respeito à parte técnica e presença de palco e caracterização dos integrantes (ao menos um deles). Bacana! Digitus Infamis veio logo em seguida e se limitou a executar covers de nomes consagrados do tal new metal. Lembrar do Rage Against the Machine com Killin in the Name já mais para o final do show foi legal, mas não salvou. Apenas regular. E quem finalizou foi a garotada da Alternos, mas não conseguiu muita coisa não. Covers de Dibob e CPM22 àquela altura do campeonato só ajudaram a adiantar a volta pra casa de boa parte dos presentes. Muito fraco. Sem chances.

Final de festa. Ao menos por enquanto, ainda rola o segundo dia de festival. Se não rolar uma promoção maluca de cerveja por aí, estaremos conferindo de novo! E antes de encerrar, vale frisar uma coisa: a quantidade de pais, parentes e agregados nos shows ultimamente é espantosa. Bem como o ‘público’ que é, cada vez mais, formado apenas por amigos de quem vai subir no palco. Público pra valer, nem pensar... Algo a se pensar, não? E só pra não passar batido: Rrrrrrrrrrrrrrrrronaldííííínhooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Tinha que ser torcedor (e futuro jogador) de onde?

por Rafael A.