segunda-feira, 2 de julho de 2012

CUIDADO! Eles estão por aí...


As eleições estão chegando. Por esses dias começaremos a ser ofendidos diariamente com o tal "Horário Eleitoral Gratuito". E como sempre acontece, começam a pipocar aqui e ali "representantes" do Meio Underground dispostos a fazer o grande "sacrifício" de ocupar um cargo público por quatro anos para representar a classe artística, o "Rock", a "galera" ou pra ser "a nossa voz" onde quer que seja. Como a quatro anos atrás, é hora de dizer NÃO! Só alguém com um desconhecimento total e completo do assunto pode chegar a conclusão de que o Meio Underground precisa de alguém pra falar por ele.

Afinal, não é do tal Undergorund que surgem bandas, canções, fanzines, poemas, eventos, festivais e iniciativas que gritam por um mundo mais justo? Sendo assim, é ingenuidade (...) demais acreditar que o Underground precisa de representante no poder. O mesmo meio que anseia por liberdade, não mais que de repente, iria se acorrentar a uma bandeira político-partidária? NÃO! As milhares de iniciativas que, sem apoio político e/ou do poder público, mobilizam pessoas e mentes alheias à "cultura" difundida pelos veículos de massa não precisam votar nem serem votadas pra continuar a existir.


Estamos falando de música e arte de contestação, de protesto, que reinvindica, que propõe discurssões. Estamos falando de muita gente (mesmo que às vezes não pareça). E "muita gente", para um "nobre" candidato, é igual a "muitos votos". NÃO! O Meio Underground NÃO precisa de representante! NÃO precisa de partido. NÃO precisa de bandeira. NÃO precisa de corrupção. NÃO precisa do desvio de verbas públicas. NÃO precisa de mais miséria. NÃO precisa de mais desigualdade... NÃO precisa de suas promessas. Muito menos de seu desprezo por quem abraça uma causa de forma sincera, extamente da forma que o senhor(a) canditado(a) não seria capaz de fazer. NÃO


Senhor(a) candidato(a): não sei se deu pra perceber, mas as camisas pretas, os fanzines, as bandas, eventos e esse universo tão estranho para os senhores quer dizer muito mais do que parece. Tudo isso denuncia de onde viemos, o que lemos, o que sentimos. E, se não determina em que se acredita, deixa claro no que NÃO se acredita. E aqui, no tal do Underground, não se acredita em qualquer saco de bosta que venha em nossa direção com um sorriso cínico na fuça.

Senhor(a) candidato(a): AQUI NÃO!




Rafael A. (Feira Moderna Zine & Latitude Zero Prod.)




"Quanto vale a liberdade?
Pra vocês ela tem um preço
Quanto vale a confiança?
Não quero esperar
Não acredito no seu dinheiro
Onde está o seu caráter
Deve estar perdido em algum beco
Horas você enlouquece
E depois quer fugir
Se refugia como um animal, como um animal
Dia após dia eu procuro ir em frente
Vê se me entende, não há razão, não há razão
Já não pode mais pensar
Olhe para tudo como está
Agora eu sei que não há preço
Mas me sinto acorrentado
Dia após dia, e não há razão, não há razão
Quanto vale a liberdade?
Quanto vale a liberdade?
Não importa, eu vou em frente
Não importa, eu vou em frente, não!" (Cólera)




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