domingo, 31 de março de 2013

Sete Anos de Rock na Garagem no Metallica Pub!



Rock na Garagem – Espacial 7 Anos
30/03/2013
Metallica Pub (Porto Novo, São Gonçalo/RJ)
NEUTRÔNICA – ROOTS OF HATE – CARLOS SPIHLER – XARLES XAVIER

Choveu. E como choveu em São Gonçalo neste último sábado do mês de março! …A verdade é que, até por volta das 19h, não se tinha muita certeza quanto ao que seria de nossa edição de sétimo aniversário do Rock na Garagem... Boa parte de nossa apreensão vinha do fato de não termos notícias das bandas que estavam vindo de Petrópolis. Sem contar que até aquele horário ninguém havia chegado ao Metallica Pub...

E eis que a chuva resolveu dar um refresco! Aos poucos começaram a aparecer as primeiras pessoas no Metallica Pub. De uma hora pra outra já estavam lá as bandas da Região Serrana, e uma parte do público, que seja por conta da chuva ou de qualquer outro motivo, acabou sendo pequeno. Mas falamos disso depois, ok? Ponta pé inicial dado por este que vos escreve e Xarles Xavier. Set curto baseado em canções autorais, músicas de nosso Projeto Mosquitos e releituras de “A Novidade” e “A Seta e O Alvo”. Logo em seguida foi a vez da Neutrônica atacar com seu Rock Psicodélico! Ótimo show! Galera cantando junto e prestigiando o show dos caras! A Roots of Hate foi a terceira atração da noite. E que show! Que banda! Thrash Metal da melhor qualidade! Uma das performances mais bacanas que tivemos nos últimos anos no Rock na Garagem! A Carlos Spihler fechou a noite com um set baseado em canções autorais. Destaque para o cover de Júpiter Maçã dos caras, muito legal!

Aliás, ficam aqui nossos agradecimentos ao DJ Wesley Snayps, ao grande amigo Wanderley, ao Metallica Pub e à galera de Petrópolis (foto) que roubou a cena e tomou conta do Metallica Pub (estão em casa, ok?)! E nossos desejos de melhoras ao grande poeta Carlos Brunno, que se contundiu no Lollapalooza um dia antes e não pode estar presente! Quanto à galera de São Gonçalo e Região? O trabalho tá sendo feito, as portas estão abertas: é só aparecer (o que é bem mais legal que reclamar nas redes sociais que não tem 'Rock' por aqui...). Muito obrigado a todos. Sete anos de Rock na Garagem devidamente comemorados! Mês que vem tem mais!

Rafael A.


Mais fotos do Rock na Garagem – Especial 7 Anos em nosso perfil no Facebook.
fotos: Rodolfo Caravana & Rafael A.

E confira um trecho do show da banda Neutrônica, disponível no canal do FMZ no Youtube:

Trama Virtual chega ao fim

Chegam hoje ao fim as atividades do site Trama Virtual. O site de compartilhamento de música que contava com material de mais de setenta mil artistas encerra atividades na data de hoje. A notícia foi dada em meados de março, no site da Folha de São Paulo. Segundo João Marcelo Bôscoli (foto), dono da Trama a decisão de tirar o site do ar se deve ao surgimento de novas plataformas e mecanismos de distribuição de música surgidos nos últimos anos. Outros projetos da gravadora Trama continuam, porém o site que ofereceu download remunerado para o artísta, e grátis para o público, de forma pioneira, não existe mais. Uma pena.

Rafael A.

foto: divulgação

sábado, 30 de março de 2013

Logo mais tem Rock na Garagem – Especial 7 Anos



É hoje! Edição especial de sete anos do Rock na Garagem no Metallica Pub! Quatro super shows, discotecagem, mostra de fanzines e muito mais! Destaque para o show da banda Roots of Hate (foto) que promete sacudir São Gonçalo com seu Thrash Metal! Entrada franca! Som rolando a partir das 19h! Imperdível!

Serviço:

Rock na Garagem – Especial 7 Anos

30/03/2013 (sábado, 19h)

Shows:
Carlos Spihler (São Gonçalo/RJ)
Neutrônica (Petrópolis/RJ)
Roots of Hate (São Gonçalo/RJ)
Xarles Xavier (São Gonçalo/RJ)

Discotecagem:
Wesley Snayps (Festa Rockin`Drops) & Rafael A.

+ mostra de fanzines + stand de materiais alternativos

Local: Metallica Pub
End.: Rua josé do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ
ENTRADA FRANCA / infos

Confira o teaser do evento:

Roraima na Coletânea PATCH!



São simplesmente vinte anos de bons serviços prestados ao cenário independente! A Klethus (foto) vem da distante Boa Vista, capital de Roraima, no extremo norte brasileiro e faz bonito com “1976-2001”, espetacular canção que só engrandece o time de nossa coletânea virtual! Está no ar! O volume cinco da PATCH! já é o mais ouvido e baixado dentre todos os outros lançados até aqui! A Coletânea Virtual PATCH! está disponível para audições e download gratuitos na página da Latitude Zero Prod. no site Purevolume! Ouça, baixe, espalhe por aí! E fique ligado que o volume seis sai em julho!!!

Track List:
01. Protesto Suburbano (Macaé/RJ) :: “Resistência Pacífica”
02. Infecção Raivosa (São Paulo/SP) :: “Reze Por Nós”
03. Orrör (Rio de Janeiro/RJ) :: “Dengue”
04. Lapso de Insanidade (Sapucaia do Sul/RS) :: “Minha Geração”
05. Visco (Juiz de Fora/MG) :: “Pra Variar”
06. Imóvel (Volta Redonda/RJ) :: “Made in Brasil”
07. Strato Feelings (Joinville/SC) :: “Pororoca Surf”
08. Klethus (Boa Vista/RR) :: “1976-2001”
09. Isidoro Pilsen (Porto Alegre/RS) :: “Dos Olhos Pra Fora”
10. Xande McLeite (São Gonçalo/RJ) :: “Primeiro de Maio”
11. Frogslake (São Gonçalo/RJ) :: “Plastic Drugs”
12. Calibre (Porto Alegre) :: “O Jogo”
13. Obscene Capital (Rio de Janeiro/RJ) :: “Submergentes”
14. D.A.D (Rio de Janeiro/RJ) :: “Nekromantic”
15. Inércia (São Gonçalo/RJ) :: “Manifesto” (vr.II)
16. Mezatrio (Manaus) :: “Crediário”
17. Stone House on Fire (Volta Redonda/RJ) :: “One Bullet and a Pair of Hands”
18. The Sorry Shop (Rio Grande/RS) :: “Bloody, Fuzzy, Cozy”
19. Xarles Xavier (São Gonçalo/RJ) :: “Tudo Certo” (vr.demo)
20. Anti-Quadros (João Pessoa/PB) :: “Pedras de Dor”

Confira Klethus na Coletânea Virtual PATCH! Vol.5:
Ouça e baixe a PATCH! Vol.5 no link.

Tem poesia nos sete anos do Rock na Garagem!


E tem surpresa na edição de sete anos do Rock na Garagem! Aos quarenta e cinco do segundo tempo, no último minuto! A produção do evento tem o prazer de anunciar a participação do grande poeta Carlos Brunno S.Barbosa (foto), nos intervalos entre os shows de logo mais! Carlos Brunno além de poeta, é o responsável pelo Sarau das Solidões Coletivas, um dos eventos do gênero mais bacanas de todo o RJ, realizado no município de Valença, Sul Fluminense! É hoje! O Rock na Garagem rola no Metallica Pub com entrada franca a partir das 19h! É só chegar: Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ. Infos completas no link.

Latitude Zero Prod.

sexta-feira, 29 de março de 2013

No Meio do Caminho Havia a Noite (pt.III)


Planos e Esquemas

Ainda pela manhã, já estava de pé. As poucas horas de sono ainda conferiam-lhe algumas olheiras, mas nada muito diferente do habitual. Apressou-se em lavar as roupas que havia pego emprestadas com a menina do bar. Com o sol que fazia, estariam secas ao final do dia. Prontas para serem devolvidas ao dono. As suas, manchadas de vermelho, provavelmente ficariam inutilizadas. Fosse aquilo molho de tomate ou sangue, seria difícil de tirar manchas daquele tamanho. E sendo que afazeres domésticos não eram o seu forte... Só depois que terminou o trabalho no tanque e estendeu as roupas no varal da área de serviço, se deu conta que, diferente do que faz sempre que chega em casa, não ligou computador, abriu a geladeira nem nada do tipo. A mistura de cerveja, noite em claro na rua e o stress causado pelo episódio do tiroteio deixaram-no exausto. Na verdade nem se lembrava de ter trancado a casa, ou apagado as luzes. Na memória, apenas o momento em que virou a esquina da rua e avistou seu portão. Dali até o momento em que acordou naquela manhã, nada.

Estranhou que o computador estivesse ligado. Lembrava de ter desligado antes de sair, mas não lembrava de tê-lo ligado ao chegar. E só depois de cochilar na sofá da sala e acordar horas depois pra conferir as roupas no varal, percebeu que havia um recado em sua geladeira. Dizia: “Fique calmo. Pegaram o cara errado. A bala era pra ter acertado você, mas isso agora ficou pra trás. Acham que é você naquele caixão. Melhor que pensem assim. Viu só? Eu falei que tudo se acertaria.” O coração disparou freneticamente. Quem poderia ter deixado aquele bilhete? Como entraram em sua casa? Quando foi isso? E mais: de que caixão falava o bilhete? Quem estava sendo enterrado? Correu pra conferir as fechaduras, portas, janelas, tudo! Nenhum sinal de que alguém pudesse ter estado ali sem o seu consentimento. As palavras lhe lembravam as o cara do bar. De fato, ele havia dito que tudo se acetaria. Mas como ele podia saber de alguma coisa? Fora o fato de tê-lo visto chegar no bar com as roupas manchadas de vermelho... E mesmo assim não explicaria o bilhete na geladeira! De qualquer forma, alguém havia estado em sua casa. E mais alguém sabia que ele estava naquela rua na hora dos tiros.

A única coisa que pensou foi em apagar qualquer vestígio que pudesse ligá-lo ao ocorrido na noite anterior. As roupas manchadas foram rapidamente queimadas nos fundo da casa. As que pegara emprestadas, depois de secas, foram passadas e empacotadas para serem devolvidas ao dono. Seria a última vez que pisaria naquele bar. E, de preferência, numa hora em que o tal sujeito não estivesse por lá. Ligou a TV, estava na hora do noticiário da tarde. Deu de cara com as cenas do enterro da vítima do tiroteio da noite anterior! Paralisou! Gelou! Suas pernas tremiam! Era como se fosse ele ali! O cara que havia notado na noite passada, idêntico a ele e que havia desaparecido na hora dos tiros estava sendo sepultado na TV, diante dele! A matéria encerrava assim: “A polícia não tem pistas dos motociclistas que atiraram no grupo de pessoas na noite de ontem, no Centro da cidade. Ela agora está à procura de um rapaz que teria deixado a cena do crime logo após os tiros. Todos que lá estavam permaneceram na cena do crime e foram ouvidos, menos esse rapaz. Que segundo testemunhas tem envolvimento com o tráfico local.”

Trancou tudo e saiu de casa com todo o dinheiro que tinha guardado. Pensou em uma série de possibilidades. Poderia estar mesmo sendo procurado pela polícia, ou pelos atiradores! Afinal de contas o bilhete dizia que os tiros eram pra ele! Na hora dos tiros, o cara parecido com ele simplesmente despareceu. E agora aparece morto? Sabia que não tinha nada a ver com tudo aquilo. Tão pouco conseguia imaginar motivo pra que alguém quisesse matá-lo. Seja como for, não queria estar desprevenido em caso de emergência. Se fosse preciso, pegaria um ônibus pra qualquer lugar distante dali, uma cidade no interior, na serra, vai saber...

Independente do que decidisse fazer, tinha de devolver as roupas que lhe haviam sido emprestadas pela garota do bar no dia anterior. Ela sequer tinha alguma coisa a ver com toda aquela confusão. Decididamente, não passava de uma grande confusão, pensou. Ao chegar no bar encontrou o lugar vazio, mesas postas esperando os clientes que naquele horário deviam estar saindo do trabalho. Logo o lugar estaria cheio como de costume. A garota saiu de trás do balcão, ajeitando o cabelo e colocando o avental no lugar:

        - Olha quem apareceu! Não precisa explicar nada, seu amigo já me contou tudo. Aliás, ele deve ser muito seu amigo. Depois que você saiu ele ainda deu um jeito de enrolar os guardas que queriam ir atrás de você! Quando eles desistiram de te pegar no caminho pra casa ele ainda foi correndo te encontra pra ter certeza de que você havia chegado em segurança! Que amigão, hein?

         - Como assim? Só falei com ele aqui no bar. Não o encontrei nem indo pra casa nem em lugar nenhum depois de ontem!

         - Tudo bem, eu entendo. Ele explicou que você atirou no cara por causa de mulher, essas coisas.. Acontece.

         - Quem atirou em quem? Como assim? Nunca fui casado, nunca atirei em ninguém! Que história é essa?

         - Tranquilo. Relaxa... Ele só pediu pra você encontrar com ele no supermercado, aquele que fica aberto 24h, sabe? Pediu pra você ir lá depois da meia noite. Ele disse que era importante...


Deixou as roupas com a garota e saiu completamente desorientado do lugar. Precisava de uma cerveja pra pensar no que havia acabado de ouvir. Como assim ele atirou num cara? Por causa de mulher? Com certeza não se tratava da mesma pessoa! Devia ser o cara que enterraram naquela manhã. Era idêntico a ele! E frequentava o mesmo bairro! Mas se foi isso, como explicar que quem quer que tivesse atirado em seja lá quem for, já estava morto e enterrado àquela altura? E o maluco do bar? O que ele poderia querer à meia noite num supermercado? A coisa estava ficando tão complicada que, num dado momento teve certeza que não era com ele. Coincidência, confusão, vai saber... Certo mesmo é que ele não tinha nada com aquilo. Decidiu: depois de ver o que o maluco queria com ele (e porque estava envolvendo ele numa história como aquela) iria se apresentar na delegacia. Não era culpado de nada, não tinha nada do que ter medo!

Achou um bar perto do tal supermercado. Já havia estado ali com uma amiga prostituta. Apesar dos preços serem caros, ela gostava de ir ali pois dizia que se sentia bem pagando caro pelas coisas. Fazia ela se sentir bem sucedida, enfim. Não era seu caso. Mas como era tranquilo, quase sempre vazio e perto do local onde iria encontrar o tal figura, achou melhor ficar por ali mesmo. Uma, duas, três, sete cervejas ao todo. Por volta das onze e meia da noite já estava ligeiramente bêbado. E no final das contas preferiu que fosse assim... Aproveitou e pensou em todas as coisas que iria fazer assim que tudo aquilo passasse. Hora de ir. Respirou fundo e partiu pro local do encontro. Cerca de dois quarteirões dali. Raios cruzavam o céu e uma tempestade parecia estar pra chegar em muito pouco tempo. Apertou o passo. Quase corria. Não sabia se andava apressado para fugir da chuva ou se para chegar logo ao local e resolver tudo aquilo.

Continua...

Rafael A.

Carlos Spihler de volta aos palcos no Rock na Garagem!


Após um hiato de alguns meses, gravando e produzindo seu novo videoclipe a banda Carlos Spihler (foto) está de volta aos palcos! E tem show dos caras na edição de sete anos do Rock na Garagem! O power trio ataca amanhã e promete agitar a galera que for ao Metallica Pub com as músicas de mais recente trabalho, o CD Geração Piercing & Argola! Além, é claro, de sons de toda a carreira da banda e as sempre aguardadas releituras que vão de Matanza a Sidney Magal! O Metallica Pub fica na Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ. Entrada franca, shows a partir das 19h e infos completas no link.

Latitude Zero Prod.

Confira o novo clipe da Carlos Spihler:

foto: Paulo Belote

Xarles Xavier abre os sete anos do Rock na Garagem


Dando o ponta pé inicial no evento que marca os sete anos do Rock na Garagem, amanhã, tem show em formato acústico! O compositor Xarles Xavier (foto) apresenta seu novo show acompanhado do músico e produtor Rafael A.! No repertório canções autorais, releituras de sucessos do BRock e da MPB e os sons do Projeto Mosquitos, formado pelos dois músicos no final do ano passado! O Rock na Garagem acontece amanhã, a partir das 19h com entrada franca no Metallica Pub, eu fica na Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ. Maiores informações no link.

Latitude Zero Prod.


Confira o novo vídeo do Projeto Mosquitos:

foto: João Luiz

quinta-feira, 28 de março de 2013

Resenha :: Obscene Capital


Obscene Capital
Mundo Desumano (CD / independente)

Já falamos muito dessa galera aqui no FMZ! A Obscene Capital pode ser considerada um dos nomes mais bacanas dentre os novos nomes do cenário Hardcore do Rio de Janeiro. Já deram as caras em nosso Rock na Garagem e participaram do volume mais recente de nossa Coletânea Virtual PATCH! Agora é a vez do trabalho de estreia da banda, batizado de “Mundo Desumano”! De cara, saltam aos olhos as influências de HC Old School! Circle Jerks, Black Flag, Minor Threat e outros parecem estar entre as preferidas dos caras! Bacana notar que a banda conseguiu levar para o estúdio o clima e a energia de seus shows! Dentre as dez faixas do CD, “Submergentes”, “Resistência” e “Plena Destruição” ficam como meus destaques, ok?

Rafael A.

Mais sobre a banda no link.

Thrash Metal da Região Serrana no Rock na Garagem!


Tem som pesado na festa de sete anos do Rock na Garagem! Direto do município de Petrópolis, na Região Serrana Fluminense, vem a banda Roots of Hate! E os caras tomam conta do Metallica Pub neste sábado! E o que rola é uma pancadaria da melhor qualidade! Além de sons autorais, a Roots of Hate (foto) promete agitar a galera com covers de Motörhead e Sepultura entre outros! O especial de sete anos do Rock na Garagem acontece neste sábado a partir das 19h no Metallica Pub! O endereço é: Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ. A entrada é franca! Infos no link.

Latitude Zero Prod.

Conheça o som da Roots of Hate:

foto: Vane Ferreira

Neutrônica pela primeira vez em São Gonçalo no Rock na Garagem!


E quem for ao Metallica Pub neste sábado conferir os sete anos do Rock na Garagem poderá assistir à estreia da banda Neutrônica (foto) nos palcos de São Gonçalo! A banda de Petrópolis vem pela primeira vez à cidade e se apresenta no Metallica Pub ao lado dos conterrâneos da Roots of Hate, Carlos Spihler e Xarles Xavier! O show dos caras é imperdível! Som com influências de Classic Rock, Progressivo e Psicodelia! Vale a pena conferir! O Metallica Pub fica na Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ. A entrada é franca e o som rola a partir das 19h! Infos completas no link.

Latitude Zero Prod.

Confira a banda Neutrônica no Tomate Seco Festival:

foto: Rafael A. / Latitude Zero Prod.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Entrevista :: Carlos Spihler



Esses caras são, definitivamente, um dos nomes mais frequentes no cenério underground de Niterói e São Gonçalo! Difícil achar alguém que frequente shows e nunca tenha dado de cara com eles em cima do palco! Entre 2007 e 2012 a Carlos Spihler tocou literalmente em tudo quanto foi canto! De São Gonçalo a São Paulo! Hoje, ainda colhem os frutos do mais recente trabalho, o CD Geracão Piercing & Argola e, recentemente, soltaram música e clipe novo na internet! Aliás, a Carlos Spihler é uma das atrações da edição especial de sétimo aniversário de nosso Rock na Garagem! Sendo assim, fomos trocar uma ideia com Felipe Kbça, guitarra e vocal da banda! Se liga:

FMZ_ONLINE: A banda andou afastada dos palcos de uns tempos pra cá e recentemente apareceu com música nova, clipe novo, enfim. Mas, ao que parece, a banda continuou produzindo coisas novas nesse espaço de tempo. A que se deve esse recesso na agenda de shows?

Felipe Kbça: A gente ficou de saco cheio do underground ... (rsrsrsrsrs). Foi de 2007 até o meio de 2012 fazendo muitos shows, e você sabe como é o underground, sem grana, sem estrutura descente, cansamos um pouco, mas nunca paramos. Só acho que não precisamos fazer mais tantos shows.


FMZ_ONLINE: O Geração Piercing & Argola já saiu há um bom tempo. Trata-se de um belo trabalho inclusive com relação à capa, apresentação, produção, enfim. Depois de lançado, de vários shows de divulgação realizados e com o devido distanciamento, quais as impressões de vocês com relação ao CD no que diz respeito à importância dele pra história da banda?

Felipe Kbça: É um trabalho que nos dá muito orgulho. Ficamos mais de um ano produzindo o CD. Fizemos um evento de lançamento legal. O trabalho final ficou de primeira. Infelizmente, poucas bandas daqui conseguiram lançar um CD com esse nível de produção. Dos nossos 3 CDs é o que considero o mais tocável ao vivo. Enquanto nos dois primeiros CDs sempre tinha uma ou duas músicas que a gente não toca nos shows, no GP&A, tocamos todas várias vezes.


FMZ_ONLINE: Há planos para um novo CD no momento?

Felipe Kbça: O CD GP&A foi lançado em 2011 e a intenção era lançar em 2013 um DVD ao vivo, mas como queremos fazer algo com qualidade, precisaríamos de muito dinheiro e no momento não temos. Então vamos lançar músicas pelo Youtube e no nosso site, de 6 em 6 meses, quando o número de canções completar 10 a gente junta todas e lança um CD.


FMZ_ONLINE: Falando de shows agora: a partir do repertório de vocês percebe-se que a banda tem um leque bem grande de influências. Os covers vão de Júpiter Maçã a Matanza, passando por Sidney Magal! Eu queria que vocês comentassem a respeito disso. De como funciona essa coisa de selecionar repertório ou mesmo administrar o quanto de influência desse ou daquele artista as músicas da banda vão carregar. É algo 'administrável'?

Felipe Kbça: Isso é trauma de infância (rsrsrs). Eu ouço Roberto Carlos desde quando estava no útero da minha mãe, meu avô tinha um disco do Sidney Magal com um pôster, ouvi muito... Só lá pelos 10 pra 11 anos (final dos 80 e começo dos 90) que fui me ligar em bandas de Rock da minha geração. No começo dos anos 90 ouvia muito Grunge e Punk. Então o nosso som tem influência de tudo isso, música brega, BRock anos 80, Rock anos 90, Rock Gaúcho. Matanza é a influência mais atual. Agente mistura tudo isso e mais alguma coisa e coloca nas músicas. Por exemplo, na música “Garotinha Loka”, tem influência Punk dos Ramones, lembra um pouco bandas de Rock do Sul, e aqueles gritinhos que dou no meio da música (ohh!) é uma homenagem a Roberto Carlos, ouve só a gravação da música “Não Vou Ficar” (que é do Tim Maia) na versão do RC ele dá umas gemidas muito engraçada na hora do solo da música (rsrsrs) hilário!!


FMZ_ONLINE: A banda, durante um época, fez uma quantidade enorme de shows. Até em São Paulo vocês foram parar! Qual balanço vocês fazem dessa época? Essa grande quantidade de shows foi importante pra banda naquele momento?

Felipe Kbça: Foi muito importante, ajudou a gente a se popularizar em São Gonçalo e Niterói. Se agente tivesse que estourar o final de 2008 e início de 2009 seria o melhor momento, a banda estava muito ativa na época.


FMZ_ONLINE: É inevitável falar do cenário de nossa Região. Niterói e São Gonçalo, apesar de algumas iniciativas bacanas, parecem meio que estagnadas. Em alguns momentos parece ser quase impossível tirar as pessoas de casa pra irem a um evento underground. É assim tão complicado fazer as coisas darem certo por aqui? Qual a opinião de vocês a respeito?

Felipe Kbça: São muitos fatores. Há muito tempo que eu não via o cenário tão fraco. Isso nos desanima. Por isso que a gente prefere no momento fazer poucos shows e produzir outras coisas. Pode ser que melhore. Infelizmente o grande público se liga só em modinha, e no momento o Rock tá em baixa.


FMZ_ONLINE: Falando de música agora: O que o pessoal da banda anda ouvindo?

Felipe Kbça: Vou falar por mim, no meu MP3 tem de tudo de Sepultura a música Brega, mas vou indicar aqui uma música mais pra MPB, que é de um artista novo e que expressa a minha depressão que sinto no momento em relação à música: “A Gente É Feito Pra Acabar” (Marcelo Geneci), letra e arranjo fantásticos.


FMZ_ONLINE: E que bandas novas vocês indicam pra galera como boas promessas?

Felipe Kbça: Cara, eu tenho andando muito decepcionado com a música ultimamente, mas vou indicar aqui a banda Vanguart, Tereza e Vivendo do Ócio, mas sem muita empolgação.


FMZ_ONLINE: E quais os planos para o futuro? O que vem por aí?

Felipe Kbça: Fazer músicas e lançar pelo Youtube.


FMZ_ONLINE: Chegamos ao fim pessoal. Valeu pelo papo e nos vemos no Rock na Garagem dia 30/03, ok? Algum recado final?

Felipe Kbça: Em verdade vos digo: “Bom de noite é ir pra rua/ mesmo quando está chovendo”, porque: “Bom é quando faz mal”. Espero todo mundo lá! :D

por: Rafael A.

Confira o mais novo lançamento da banda Carlos Spihler:

foto: Paulo Belote


E não perca! Dia 30/03, Rock na Garagem - Especial 7 Anos no Metallica Pub:

30 de março :: sábado :: 19h
Rock na Garagem - Especial 7 Anos
Shows: Carlos Spihler - Neutrônica - Roots of Hate - Xarles Xavier + discotecagem: DJ Wesley Sanyps & Rafael A. + mostra de fanzines
Local: Metallica Pub
End.: Rua José do Patrocinício, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ
ENTRADA FRANCA / infos

Mostra de fanzines toma conta do Rock na Garagem!


Quem curte fanzines e publicações independentes em geral tem mais um motivo pra bater ponto no Metallica Pub neste sábado! O evento que marca os sete anos do Rock na Garagem leva à casa roqueira gonçalense uma mostra de fanzines com publicações independentes de diversos cantos do Brasil e das mais variadas vertentes! Rolam, inclusive, os últimos exemplares do FMZ#18 (foto) disponíveis! E você que tem seu fanzine: ainda dá tempo de participar! Basta entrar em contato com a produção através da página do Rock na Garagem no Facebook e saber como! O Rock na Gargem especial de sétimo aniversário acontece neste sábado, a partir das 19h! Infos completas no link.

Latitude Zero Prod.

Seja um colaborador do Feira Moderna Zine


Continuamos à procura de colaboradores! Do ano passado pra cá surgiu uma galera afim de participar e ótimas contribuições para a versão online do Feira Moderna Zine! Mas queremos mais, muito mais! Vale de tudo: crônicas, poesias, artigos, resenhas de shows, notícias, resenha da demos (desde que a banda não seja a sua, claro..hehe) e o que mais te der na cabeça, ok? Interessados devem entrar em contato unicamente através de nosso e-mail: latitudezeroprod@yahoo.com.br O espeço está aberto! Participem!

Latitude Zero Prod.

terça-feira, 26 de março de 2013

Stand de materiais alternativo no Rock na Garagem 7 Anos


A Latitude Zero Distro. também marca presença nos sete anos do Rock na Garagem! Sábado, durante as comemorações do sétimo aniversário do evento da Latitude Zero Prod. no Metallica Pub rola stand (foto) de materiais alternativos com CD`s de bandas independentes! Entre os materiais disponíveis estão os mais recentes trabalhos de Carlos Spihler, que também se apresenta no evento, Orrör, BigTrep, Inércia, Spitzer Estrelares e muitos outros nomes do underground nacional! O Metallica Pub fica na Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ. Entrada franca e evento rolando a partir das 19h. Infos no link.

Latitude Zero Prod.

Tem discotecagem de Rafael A. nos sete anos do Rock na Garagem!


Antes, depois e nos intervalos entre os shows da edição de sete anos do Rock na Garagem tem discotecagem rolando no Metallica Pub! E um dos responsáveis pelos sons que rolam é o músico e criador do Rock na Garagem, Rafael A. (foto)! O cara promete muito Punk Rock, HC e sons de bandas independentes além de Classic Rock e Alternativo! Dividindo as carrapetas com Rafael A. (foto), o DJ carioca Wesley Snayps também participa do evento que conta ainda com shows, mostra de fanzines e stand de material alternativo! O Rock na Garagem acontece neste sábado, a partir das 19h no Metallica Pub, na Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ. Infos completas no link.

Latitude Zero Prod.

Confira um dos sons que rolam no set de Rafael A.:

foto: Latitude Zero Prod.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Rock na Garagem: Sete Anos de Resistência



A ideia aqui não é tratar do cenário underground de São Gonçalo, município da Região Metropolitana Fluminense onde é realizado o Rock na Garagem, mas assim como no artigo sobre o Metallica Pub (espaço que abriga o evento) publicado aqui no final do ano passado, fica difícil contar a história de nosso Rock na Garagem sem resvalar e/ou emitir opinião a respeito dessa ou daquela fase do under por essas bandas. De qualquer forma, caro leitor, vou me esforçar ao máximo para não perder o foco. O que vem a seguir diz respeito apenas ao Rock na Garagem. Que, de alguma forma, traduz a visão deste que vos escreve não só do underground ou da música independente, mas do que o mesmo entende ser o papel de qualquer cidadão que por ventura tenha contato com arte, música, cultura.


Vale salientar que desde sua primeira edição o Rock na Garagem nunca saiu do Metallica Pub. Mesmo com algumas interrupções, pequenos períodos sem edições realizadas e fases muito difíceis do cenário independente local, o evento manteve a proposta inicial de oferecer apresentações de bandas independentes, veteranas e iniciantes, sempre com entrada franca e sem distinção, nem nenhum tipo de restrição no que diz respeito a estilo, vertente musical e/ou ideológica. Afinal de contas, a ideia era criar um espaço livre para toda e qualquer manifestação artística. Obviamente o 'prato principal' sempre foram os shows. Porém, ao longo dos sete anos de vida de nosso Rock na Garagem, outras vertentes artísticas tiveram voz, como por exemplo as diversas mostras de fanzines, lançamento de livro e outras atrações oferecidas ao longo das edições do evento.



Voltando um pouco no tempo, mais precisamente para o ano de 2006. Como alguns de vocês já devem saber, em março desse ano acontecia a primeira edição do Rock na Garagem. Este que vos escreve e o compositor Xarles Xavier cruzavam o município de São Gonçalo com o que seria o equipamento usado pelas bandas no show num carrinho de mão. Noite memorável. Ao menos dois shows ficaram na memória: o das meninas da banda João do Caminhão e da carioca La Puta Madre. A rua José do Patrocínio, onde fica o Metallica Pub, estava cheia. Lá dentro, calor e pogo. Ou seja, noite incrível! Mesmo a volta pra casa, com carrinho de mão (e meia dúzia de cervejas nas ideias) e tudo, foi divertida! Se bem me lembro essa foi a única edição que fizemos Xarles e Eu. A partir daí, este que vos escreve assumiria a produção do evento, sempre contando com a colaboração da direção da casa, claro.

Nessa mesma época, outras edições reuniram grande quantidade de público. E, claro, ficaram na memória. Não tenho a pretensão de vencer as barreiras de minha memória e citar exatamente que banda participou de qual edição (tem tudo documentado no fanzine que lançamos em comemoração aos seis anos do evento), tudo bem? Porém, ainda nessa primeira fase do evento não me saem da cabeça os shows de Indigentes, Espaçonave, SIC, T.A, Toár, Matando Cachorro à Grito... Enfim, seja por reunirem um grande público, ou por apresentações muito legais, esses nomes de alguma forma marcaram a primeira fase do evento. Até o momento, o Rock na Garagem era realizado nas noites de sexta-feira, sempre com duas datas por edição. Mais adiante, passaríamos para às tardes de sábado. O Rock na Garagem entrava em uma nova fase.


Esta talvez tenha sido a melhor época do Rock na Garagem. Na comemoração de um ano do evento, com direito a churrasco e mais uma vez rua José do Patrocínio abarrotada de gente, novamente a La Puta Madre e outra banda formada por garotas, a She Screams!, seriam destaques! Nessa mesma época, Kumedôdikualheio, Petit Gâteau, Comando Delta, Repressão Social e outras proporcionaram momentos importantes, tidos até hoje com as melhores edições do evento já realizadas. Isso devia ser em meados de 2007, ou comecinho de 2008... O grande lance é que à essa altura do campeonato o cenário local (olha ele aí...) não estava em sua melhor forma, por assim dizer. Seja por conta de uma fase ruim (que acabaria durando mais do que o esperado) ou por uma mudança de pensamento não apenas do público, mas da galera das novas bandas... Enfim, tanto o Rock na Garagem quanto o underground da Região entravam numa fase dificílima.



Não estou me referindo apenas a falta de público nos shows. Muito dessa escassez se devia à grande quantidade de eventos do tipo 'mega', 'super', 'ultra'. Eventos de grande porte são importantes para qualquer cenário. Mas quando se tem toda semana as mesmas trinta, quarenta, cinquenta bandas fazendo os mesmo shows, nos mesmos lugares, é de se imaginar que num determinado momento as pessoas se cansem (tanto público quanto bandas). O tal do 'pague pra tocar' também contribuiria para o citado esvaziamento, porém, não dá pra apontar como único culpado. As novas gerações não pareciam muito afim de interagir, participar. As redes sociais davam o tom de um cenário musicalmente empobrecido e de uma geração vazia, nula, apática. De qualquer forma, o Rock na Garagem não parou. Mudanças no número de atrações, inúmeras trocas de formato e horário. Fizemos o que foi possível.


Também por essa época, um dos episódios mais tristes destes sete anos de Rock na Garagem marcou negativamente a história do evento. Eis que um idiota (não consegui encontrar termo mais adequado) acha por bem fazer uso do nome do evento para, pasmem, um evento no mesmo Metallica Pub! Não satisfeito, ainda teve a cara de pau de recolher 'contribuições' das bandas para viabilizar a realização do mesmo. Tanto eu como a direção da casa, só tomamos conhecimento do ocorrido no final de semana do tal 'rock na garagem'. O que acontece é o seguinte: Não havia como uma pessoa estar minimamente envolvida com o meio underground de Niterói e São Gonçalo sem ter pelo menos ouvido falar de um tal Rock na Garagem, realizado num tal de Metallica Pub.


As redes sociais tornavam qualquer informação acessível. O nome do nosso Rock na Garagem já circulava através de bandas de diversas cidades do interior do Rio de Janeiro que faziam contato e participavam do evento, de sites especializados e fanzines espalhados pelo Brasil com os quais sempre tivemos contatos. Logo, impossível não associar a mim, ao Feira Moderna Zine ou outro projeto por mim criado um 'rock na garagem' acontecendo no Metallica Pub, certo? O pior de tudo foi a forma como chegou até mim: um integrante de banda, escalado para esse falso 'rock na garagem' me interpela em um show, em Niterói, com a seguinte cobrança: “Ó, tô pagando pra tocar nessa sua parada, hein? Quero só ver qual vai ser!” A sensação é horrível.


Resumo da ópera? Fui até o tal 'rock na garagem' e procurei o (i)responsável pela cagada. Encontrei um sujeito completamente embriagado que, na falta de argumento, se pôs a tentar 'ganhar no grito'. Turma do deixa disso e blá blá blá... Talvez seja um dos poucos arrependimentos que tenha com relação ao Rock na Garagem: não ter levado a coisa adiante. Não teria muito trabalho em provar a qualquer juiz que Rock na Garagem, no Metallica Pub é um projeto meu. Sempre foi promovido por mim. E que aquele 'evento', da forma como foi feito, e (óbvio) sem o meu consentimento, era altamente prejudicial a mim e a todo o meu trabalho no meio independente. No final das contas? O sujeito e sua banda simplesmente desapareceram do meio underground como tantos e tantos aventureiros que por aqui passam. Nosso Rock na Garagem continua até hoje...



Passados os tempos difíceis, o Rock na Garagem entrou numa de suas melhores fases. Edições devidamente acompanhadas e churrasco, cerveja e bandas de camaradas trouxeram de volta o ânimo necessário para continuar, resistir. Confesso que num dado momento passou pela cabeça a ideia de deixar quieto, dar um tempo, enfim. Bandas como Kopos Sujus, Macacos me Mordam, Michael J.Fox, Ricto Máfia (hoje Ricto) e lendas vivas como a Anarchy Solid Sound foram responsáveis por mais momentos importantes, memoráveis. No fundo a ideia sempre foi criar um espaço agradável, livre e principalmente cercado de boas vibrações. A arte proporciona isso. E a sensação de, ao mesmo tempo, estar promovendo cultura, entretenimento de qualidade e proporcionando um final de semana agradável a outras pessoas, compensa tudo. Tudo.


O que algumas pessoas e bandas não entenderam é que o Rock na Garagem é um evento à moda antiga. Explico: nos idos dos anos noventa o underground carioca, e principalmente aqui na Região, gozava de algumas características que com o passar dos anos foram se perdendo. Se por um lado tudo era meio que precário, amador e carente de estrutura, por outro sobrava cooperação. Independente de determinada banda estar ali apenas para tocar por puro prazer, para protestar através das letras de suas canções ou encarando tudo aquilo como uma etapa em busca do tal do sucesso. Havia o simples desejo de fazer as coisas acontecerem, simples assim. Com o passar do tempo, a cena mudou. A busca frenética (e muitas vezes burra) pelo sucesso dos anos oitenta voltava junto com a popularização de redes sociais e demais mecanismos de compartilhamento de música. Num piscar de olhos, todo mundo era músico profissional, tinha e exigia os melhores equipamentos, não se rebaixava a divulgar shows pois o público deveria vir até ele e blá blá blá... Não tenho nada com os princípios, muito menos com os sonhos de ninguém, mas... Quer que seu show seja viável para determinada casa, ou produtor? Trabalhe pra isso...


Quando começamos, Xarles e Eu, com o projeto do Rock na Garagem o Metallica Pub tinha pouco em, termos de estrutura, para oferecer. Não consigo sequer contar as vezes que transportei amplis, pedestais e o que mais tivesse de carregar de ônibus. Madrugadas colando cartazes em postes e tapumes, caminhando de Alcântara até Neves (quem é daqui da área tem noção do que é isso). Aliás, nunca ouvi uma reclamação por parte do Xarles. Nunca me queixei também. Pelo contrário, sentia um prazer imenso em poder colaborar com o quadro cultural do lugar onde nasci e no qual cresci. Vale lembrar que estamos falando de um evento sem fins lucrativos. Nunca ganhei nada com o Rock na Garagem. Com o passar dos anos, o próprio Metallica Pub cresceu, melhorou sua estrutura. Hoje, é possível trabalhar de forma mais tranquila. Continuo não lucrando absolutamente nada. Ok, o pessoal da 'produção cultural' e a 'turma da cultura' podem dar cambalhotas de ódio, mas é assim que a coisa é. É claro que não me incomodaria nem um pouco em ser remunerado por esse trabalho, mas não abriria mão da liberdade que a casa me dá e que a independência, exclusivamente num caso como o do Rock na Garagem, me garante.



Mudando de assunto (tá muito confuso?): As últimas edições do Rock na Garagem, realizadas de 2011 pra cá foram extremamente gratificantes. Apesar de decepcionado com uma ou outra data, quando esperávamos grandes públicos e não tivemos, fico feliz de termos, através de nosso evento, trazido nomes como os novatos (e promissores) Gambrinus 74 e Filios do Licho, a clássica Speaknine e a lendária, clássica e tudo o mais Protesto Suburbano para tocar em São Gonçalo. Em absolutamente todas essas ocasiões, o pouco público foi compensado pela presença de pessoas realmente interessadas no meio underground. Não é de graça, que só recebemos elogios das bandas citadas.


...A ideia era publicar algo mais leve, contando uma ou outra situação engraçada ou curiosa ocorrida em alguma edição do evento. Mas confesso que falar de um evento que há sete anos resiste num cenário inconstante como o daqui, sem patrocínios e com entrada franca acarreta tanta coisa que fica difícil não lembrar desse ou daquele aspecto. De qualquer forma, um dia publicaremos algo nesse sentido. Vai por mim, história maluca é o que não falta. Desde banda perdida por São Gonçalo, porres fenomenais, Punks sendo abduzidos, até... Essa vale contar: Sem citar nomes, claro. Certa vez uma banda alegou que só tocaria se a casa dispusesse de dois microfones (na época, havia apenas um). Uma galera sai voando de carro, cruza a cidade, toma dura da PM e volta com o tal microfone! A banda? Ao serem informados de que o tal microfone havia chegado, alegam não poder se apresentar pois estão sem seu vocalista. Detalhe: o sujeito foi visto correndo atrás de um ônibus após perceber que sua exigência havia sido cumprida... Vai entender, né? Enfim, coisas que acontecem.


Voltando: Ainda faltam alguns ajustes. A cada edição que passa, vamos revendo e pensando no que é possível se fazer para melhorar. Ainda queremos uma interação maior com o pessoal da poesia, das artes plásticas, enfim, de utras manifestações artísticas. Estamos falando de cultura, arte, logo, todos são muito bem vindos! Queremos maior participação da galera da literatura independente também, como fizemos na edição de outubro passado, promovendo o lançamento do primeiro livro de nosso colaborador e parceiro Carlos A. Ainda há muita coisa a ser feita.


Não vou me estender colocando dificuldades, problemas, questões pessoais nem nada disso. Gostaria sim de agradecer, em nome do Rock na Garagem e de todos os envolvidos, ao Metallica Pub, Moto Rock Club, apoiadores, bandas e parceiros pela oportunidade de poder interferir, participar ativamente do cenário cultural de minha Região. Atuar na linha de frente da única coisa que ainda acredito e entendo como ferramenta de transformações sociais reais: Cultura. Não a cultura dos editais, dos diplomas, da ganância, do jogo político ou dos mega patrocínios. Mas a cultura feita no braço, na raça, como opção de vida, de causa, de luta. Obrigado a todos vocês.


Sábado que vem temos a chance de juntos, promovermos uma das edições mais bacanas desses sete anos do Rock na Garagem. Desde já agradeço a Carlos Spihler, Xarles Xavier, DJ Wesley Snayps e à galera de Petrópolis, Neutrônica e Roots of Hate. Tem mostra de fanzines, stand de material independente e cerveja barata, ok? É só aparecer.

Rafael A.


Rock na Garagem – Especial 7 Anos:


Serviço:

30 de março :: sábado :: 19h
Rock na Garagem – 7 Anos
Shows: Carlos SpihlerNeutrônicaRoots of HateXarles Xavier + discotecagem: DJ Wesley Snayps & Rafael A. + mostra de fanzines + stand de material alternativos
Local: Metallica Pub
Edn.: Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ
ENTRADA FRANCA / infos 

fotos: Rafael A. / Latitude Zero Prod.

Liga HC no Teatro Odisséia!



Liga HC
24/03/2013
Teatro Odisséia (Lapa, Rio de Janeiro/RJ)
MACACOS ME MORDAM – P.R.O.L – NORTE CARTEL – PAURA

Domingo de festa pro Hardcore carioca! A Liga HC completa um ano de atividades e, para comemorar, reúne a galera no Teatro Odisséia para evento com direito a banda paulista e tudo! Quatro super shows, stands de material alternativo, sorteio de brindes, enfim. Não havia desculpa pra ninguém ficar em casa. E lá foi o FMZ conferir (e participar) dessa festa! Vamos ver como foi?

O tempo incerto não afastou a galera que, no momento em que os trabalhos eram iniciados, começava a chegar na casa da Lapa. No palco, a Macacos me Mordam (foto) já se preparava para dar o ponta pé inicial na barulheira desse domingo! Como sempre, belíssima apresentação do power trio da Ilha do Governador! O show ainda contou com participação de integrantes de outras bandas, como os caras da Diabo Verde e Malvina. Destaque para o cover de “New Dark Ages”, do Bad Religion e pro som da Diabo Verde que a Macacos mandou junto do vocal Paulinho! Em seguida foi a vez do peso do som dos caras da P.R.O.L! Pancadaria de respeito com direito a participação do vocal da dias de Guerra! Mais um senhor show!

Já na segunda metade do evento, e com um público já um pouco maior nas dependências do Odisséia foi a vez do NYHC da Norte Cartel! Mais pancadaria, mais mosh e galera berrando junto com o vocal Chehuan! Energia lá em cima e galera devidamente aquecida para o último show da noite! E os caras do Paura subiram ao palco do Teatro Odisséia para encerrar com chave de ouro essa noite memorável. Novamente a galera gritou junto com a banda, agitou e manteve a temperatura do lugar lá em cima! Hardcore pesado, de riffs certeiros e muita energia! Mais uma vez: belo show!

Ok, apesar de uma galera considerável ter dado as caras no Odisséia nessa noite de domingo, ficou bem claro que o evento merecia muito mais. Um show promovido única e exclusivamente por integrantes de bandas, sem grandes patrocínios nem nada do tipo, como esse da Liga HC merece, sempre, casa lotada, abarrotada de gente. De qualquer forma, missão cumprida. Parabéns pra Liga HC e nos vemos sábado nos sete anos do Rock na Garagem, no Metallica Pub em São Gonçalo, ok?

Rafael A.


Mais fotos da Liga HC no Teatro Odisséia em nosso perfil no Facebook.
fotos: Rafael A.

E confira um trecho do show da banda Paura, disponível em nosso canal no Youtube:


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