sexta-feira, 31 de maio de 2013

Morre Aurélio Spok da Faccion de Sangre


Nota triste: Morreu o guitarrista e tatuador Aurélio Spok. O cara fazia parte das bandas Faccion de Sangre, da clássica Lobotomia e da Foice HxCx. Não temos maiores detalhes mas, segundo circula nas redes sociais, Aurélio teria morrido em um acidente de carro, provavelmente ocorrido na madrugada de hoje. Na foto, Spok com a Faccion de Sangre no evento de dez anos do Projeto Praia do Rock, do qual o FMZ participou na produção e quando tivemos o prazer de conhecê-lo. Dia triste pro underground. Mais um que se vai... Descanse em paz.

Rafael A.

foto: Rafael A. / Latitude Zero Pord.

Casca Dura Hardcore Fest. acontece hoje!



Hoje é dia de Punk Rock, Hardcore e barulheira da melhor qualidade no bairro de Cascadura, na Zona Norte carioca! Uma penca de bandas fazem barulho na Planet Music a partir das 22h! E tem o Punk Rock dos gonçalenses do Inércia (foto)! Evento com apoio do FMZ e infos a seguir, ok?

Serviço:

Casca Dura Hardcore Fest.

31/05/2013 (sexta-feira, 22h)

Shows:
Inércia
Kaos Urbano
Lacrau
CxFxI
Chaos
DDC

Local: Planet Music
End.: Av. Ernani Cardoso, 66, Cascadura, Rio de Janeiro/RJ
R$10 antecipado / R$15 na hora / Apoio: Feira Moderna Zine / infos

foto: Leandro Santiago

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Resenha :: P.R.O.L


P.R.O.L
Resistência (CD / independente)

Banda carioca com trabalho de estreia pintando aqui no FMZ! E que belo trabalho! Os caras da P.R.O.L surpreendem com um primeiro trabalho de altíssimo nível. São ao todo oito faixas de um Hardcore que impressiona pelo peso e precisão, com direito à boas influências do NYHC e do Metalcore! “Resistência” (que já rola na programação da FMZ Web Radio!), “Família Reunida” e “Humildade Respeito Ideal” ficam como minhas favoritas, ok? Aliás, essa galera contribui não só com bons sons, mas participando ativamente dos eventos da Liga HC na Cidade Maravilhosa e em outros cantos do RJ! Vale a pena conhecer o som dos caras, ok?

Rafael A.

Mais sobre a banda P.R.O.L no link.

Mostra de fanzines em julho no Rock na Garagem


Assim como aconteceu em edições passadas do evento, o Rock na Garagem de julho contará com uma mostra de fanzines (foto) e publicações independentes em geral! Vale qualquer tipo de publicação! Poesia, música, contos, informativos culturais, enfim! O Rock na Garagem de julho contará ainda com shows, discotecagem com direito a especial A77aque, expos e outras surpresas! Para ficar por dentro das novidades, curta a página do evento no Facebook!

Latitude Zero Prod.
foto: Rafael A. / Latitude Zero Prod.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Filmes & Docs. :: Fanzineiros do Século Passado


Fanzineiros do Século Passado
Capítulo 3: O Fanzine e o Rock Independente dos 90, na sala de aula, como objeto de pesquisa e divisor de águas (e o seu futuro)
(DVD / documentário / independente)

E o espetacular documentário de Márcio Sno, Fanzineiros do Século Passado (foto), chega a seu terceiro capítulo! Quem vem acompanhando desde a primeira parte sabe que se trata de material de altíssimo nível, feito de forma independente e fundamental para o registro e documentação da produção independente em nosso país. Nesse terceiro volume, Márcio Sno aborda o papel dos fanzines no universo das bandas independentes dos anos noventa, o futuro das publicações independentes e vai além: Mostra projetos que tem como objetivo introduzir o fanzine na sala de aula. E, para um fanzineiro como este que vos escreve, é emocionante ver a garotada metendo a mão na massa e criando, descobrindo ferramentas para se comunicar com seus colegas e sua comunidade! Participam deste volume o fotógrafo Michel Menezes (Parayba Records), Tina Curtis (Fanzinada), Marco Homobono (banda Djangos) e outros personagens que ajudam a contar parte da história dos fanzines em terras brasileiras num registro que desde já pode ser considerado histórico. Recomendadíssimo para novos fanzineiros, músicos, educadores e entusiastas! Aliás: Márcio Sno, muito obrigado!

Rafael A.

Mais sobre Márcio Sno e seu Fanzineiros do Século Passado no link.

Seja um colaborador do Feira Moderna Zine


Continuamos à procura de colaboradores! Do ano passado pra cá surgiu uma galera afim de participar e ótimas contribuições para a versão online do Feira Moderna Zine! Mas queremos mais, muito mais! Vale de tudo: crônicas, poesias, artigos, resenhas de shows, notícias, resenha da demos (desde que a banda não seja a sua, claro..hehe) e o que mais te der na cabeça, ok? Interessados devem entrar em contato unicamente através de nosso e-mail: latitudezeroprod@yahoo.com.br O espeço está aberto! Participem!

Latitude Zero Prod.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Quinan Zine #4


Quinan Zine #4
(24 págs., pb)

Já falamos desse cara aqui! Matheus Quinan é um ilustrador e escritor do município de Petrópolis, Região Serrana Fluminense! Há uma três semanas atrás falamos de seu Mostruário Antimatéria ou Como Fiquei Louco, uma coletânea de poesias e escritos desse jovem e talentoso artista! Agora é a vez deste Quinan Zine #4 (foto), uma coletânea de ilustrações, lançadas pelo cara! São quinze trabalhos belíssimos que te levam pra dentro do mundo do autor. Uma verdadeira (e agradabilíssima) viagem! Mais uma vez, recomendamos o trabalho de Matheus Quinan! Vale a pena conhecer!

Rafael A.

Contatos com Matheus Quinan no link.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Variações de Um Mesmo Tema ou Como Uma Cidade Simplesmente Morre



Correndo o risco de me repetir, vou voltar a um tema que abordei aqui em matéria que foi pro ar na segunda-feira retrasada. Na ocasião exaltava o fato de, apesar das já conhecidas dificuldades e do muito que ainda precisa ser feito, o cenário independente de nossa Região passar por um bom momento. Há quem discorde. Sem problemas. Só que num dado momento, enquanto redigia o tal artigo, me peguei indagando sobre o que acontecia em nossa Niterói...

Em meio a um momento relativamente fértil em São Gonçalo e do outro lado da Baía de Guanabara, me senti profundamente incomodado por não ter muito o que falar da cidade onde vivo desde meados de minha infância.. De fato, citei a garotada da Monster Trio (foto), e acho que a Dissonância também. E não para por aí. Há outras coisas boas acontecendo. O Saloon Beer, na Região Oceânica parece abrigar uma garotada afim de fazer barulho. Pedro de Luna e o Coletivo Araribóia Rock ainda são ativos no cenário cultural da cidade, mas... É, tem sempre um 'mas' quando me refiro à minha cidade. Estranho, não?

Estranho que falar sobre Niterói é, conforme citei no artigo, ter necessariamente que falar de política. A alternância de duas forças políticas (que se vasculharmos bem, bem mesmo, vamos descobrir que se trata de uma coisa só), a insistência em fazer algo acontecer apenas mediante à pressão. Seja de uma suposta 'oposição', seja de um grupo ou setor da sociedade ou imprensa. O bom e velho 'cala boca'. Fazer pra ninguém cobrar. É claro que dessa forma toda e qualquer iniciativa, seja na área cultural ou em qualquer outro setor, está fadada a simplesmente naufragar. E é justamente nesse ponto que volta o que coloquei no artigo de semana passada: é como se as coisas por aqui 'não devessem', ou 'não pudessem' mais acontecer. Novamente: Estranho, não?

Ok, tudo é política (de fato é, a diferença é com que intenções se pratica a mesma). Pra tudo que se dá, se cobra. E nesse joguinho pouco proveitoso (para a cidade) vemos o tempo minar as forças e varrer pra algum canto da história um passado rico. Um cenário fértil e capaz de chamar a atenção de gente de outras cidades e Estados. Era simples: escolhíamos onde iriamos no final de semana (sexta, sábado e domingo!). As opções eram as mais variadas. Do Centro à Região Oceânica, era som rolando pra tudo quanto era lado. Camisas pretas, Punks, galera do sk8, fanzines, lojas para servirem de ponto de encontro, bares, postos 24h pra beber de madruga, espaços públicos e bandas, muitas bandas.

É, tudo isso aí rolava por aqui... há mais de dez anos. Tudo bem que nessa época também se reclamava (às vezes o reclamar se torna meramente uma mania idiota). Falava-se, por exemplo, da dificuldade de juntar bandas e público da cidade com a galera de nossa vizinha, São Gonçalo. Realmente, niteroiense em show em São Gonçalo era raridade nos 90`s. Aliás, a mesma São Gonçalo que abrigava uma cena interessantíssima em meados da mesma década. Seja como for, me custa aceitar que os jovens niteroienses realmente prefiram esperar iniciativas do Poder Público, privado ou seja lá o que for que estejam esperando pra sair de casa e fazer barulho.

Para situar o caro leitor: me refiro a um período entre a metade e o final dos anos noventa. Poucos anos antes de quase tudo por aqui parar. Em seguida, 2002, dávamos início a nosso Feira Moderna Zine. Mas como já mencionei em outras ocasiões, a sensação era sempre de que o público de fora de Niterói se interessava mais pelo trabalho que a galera daqui (na verdade, soa assim até os dias de hoje). Ainda por essa época, era possível circular pela cidade e esbarrar em gente interessada e saudosa dos anos que cada vez iam ficando mais distantes. Isso ainda rendeu uma pouca movimentação no cenário local, mas nada que chegasse perto do período que citamos. Cerca de dois anos depois surgiria o Araribóia Rock, do velho de guerra Pedro de Luna, e junto com ele uma nova geração aparecia para, anos depois, desaparecer novamente (me refiro ao público mais novo daquela época, não ao AR, que continua na ativa). Aliás, o livro Niterói Rock Underground, do criador do Araribóia Rock é uma ótima pedida pra garotada que não viu, e pra coroada que quer recordar épocas mais interessantes por essas terras. Desculpem mais uma vez por insistir no mesmo tema, ok? Mas acho que será um assunto recorrente aqui no FMZ nos próximos meses. Afinal, não é possível que Niterói tenha simplesmente apagado, desligado ou desaparecido do mapa do underground.

Como sempre gosto de frisar (repetindo e insistindo...): sim, há coisas acontecendo. Mas é pouco, muito pouco mesmo. Com relação a espaços, temos o citado Saloon Beer (ainda não fui, mas ao que parece tem som autoral rolando por lá, e isso é bom) na Região Oceânica, Espaço Box (alguém sabe se já reabriu?) na Cantareira, DCE com raríssimos eventos voltados para o público Rock e tentativas de resgatar a tradição roqueira do Convés. Como disse, é muito pouco. Há os que defendam que o formato show se esgotou por aqui. Não acredito. E mesmo eventos no formato 'festa' podem ser interessantes quando extrapolada a ideia de um DJ tocando pra criaturas dançarem ou coisa que o valha. Não vejo motivo para excluir elementos como bandas com trabalho autoral, stands de material alternativo e até outras vertentes como poesia e artes plásticas da noite alternativa (foi o que fizemos com nossa Narcose Rock Clube, nas duas edições realizadas – a primeira na Lapa e a segunda dentro dos dez anos do Praia do Rock, em Maricá).

De qualquer forma, voltarei ao tema em outra ocasião. É só tomar vergonha na cara e partir para o enfrentamento! Me refiro às traças que a essa altura devem estar fazendo a festa nos 'arquivos'! Mas me comprometo a encarar a missão e falar (e mostrar) um pouco do que rolou por aqui. E por falar nisso: Mora em Niterói? Tem opinião a respeito do assunto? Tem ideias, propostas, sugestões ou seja lá o que for? O espaço aqui está aberto, ok? É justamente pra isso que serve um fanzine (.aliás... que tal começar o seu?)! Até!

Rafael A.

Giovanni Caruso e O Escambau lançam clipe


Está no ar o novo video clipe de Giovanni Caruso e O Escambau (foto)! A banda do ex Feichecleres disponibilizou no Youtube o registro audiovisual para a música “De Patas Pro Ar”. Quem assina o clipe é a WTF!? filmes. E mesmo com poucos dias no ar, o clipe já estava chegando nas 1.000 visualizações! Giovanni Caruso e O Escambau já lançaram três álbuns, "Acontece nas melhores famílias" (2009), "Ao vivo no TUC" (2010) e “Ordem e Progresso via Pão & Circo” (2011). Todos disponíveis em CD e na web. Mais sobre a banda no link.

Rafael A.

Confira o clipe de “De Patas Pro Ar”:

Monster Trio no Rock na Garagem em julho


Tem banda niteroiense na edição de julho do Rock na Garagem! O Horror Punk da banda Monster Trio (foto) invade o Metallica Pub dia 20/07! A banda volta a São Gonçalo/RJ, onde não se apresentava desde a edição do ano passado do Rock Noel! Até o momento, completam o time Arrested for Possession, Macacos me Mordam e o compositor Xarles Xavier, que faz participação especial em set acústico ao lado do aniversariante e produtor do RG, o músico Rafael A. E tem muito mais vindo por aí! Fiquem ligados nas novidades na página do RG no Facebook!

Latitude Zero Prod.
foto: Rafael A. / Latitude Zero Prod.

Rock na Garagem de maio em ritmo de Punk/HC!!!



Rock na Garagem – Edição #26
25/05/2013
Metallica Pub (Porto Novo, São Gonçalo/RJ)
KOPOS SUJUS – OBSCENE CAPITAL – JOIN THE DANCE – INÉRCIA

A chuva e o vento que insistiram em cair durante a semana deram uma trégua e o sábado foi de sol e céu azul! Sendo assim, nada melhor que reunir bandas parceiras e uma penca de amigos pra um churrasco ao som de Punk Rock e Hardcore, concordam? E foi exatamente nesse clima que rolou a vigésima sexta edição de nosso Rock na Garagem, no Metallica Pub!

Tivemos um pequeno atraso (coisas que acontecem). Sendo assim achamos por bem reduzir o repertório do Inércia, que estava programada como primeira atração da noite (banda anfitriã é isso, não tem jeito). Tocamos cerca de seis sons. Dando prioridade, desta vez, para covers de bandas que curtimos! Rolou Replicantes, Inocentes e, claro, o Bad Religion fechando com a galera das outras bandas participando e cantando junto! Show de bola! Em seguida a galera da Obscene Capital arrebentou e mostrou porque é uma das revelações do cenário carioca! Som Old School pra ninguém botar defeito! Rolou até participação deste que vos escreve no vocal (???!!!!) em um dos sons! E enquanto as bandas se preparavam para atacar, o DJ Wesley Sanyps animava os intervalos com Punk Rock da melhor qualidade! Belo show, mesmo! Kopos Sujus (foto) de volta a São Gonçalo depois de dois anos! Os caras lançaram seu novo single, “Domingo no Maraca” e, como o clima era dos melhores, brindaram a galera não só com a nova canção e sons próprios, mas atacaram com uma penca de covers bacanas! Social Distortion e até Ultraje a Rigor! Vindo de outro evento do outro lado da poça, a Join the Dance encerrou a noite com uma bela apresentação! Destaque para os sons do primeiro trabalho da galera, Future, que já encontra eco na galera que acompanha os shows da Join the Dance!

Nessa noite de sábado, sem dúvida alguma, o grande destaque foi o clima de amizade e confraternização que rolou entre todos no Metallica Pub! Churrasco rolando (os gatos da rua foram preservados), cerveja em quantidades consideráveis e bate papo até altas horas depois que o barulho rolou! Faltou nosso amigo Wanderley, presença querida em todos as edições do RG e que anda meio sumido... Apareça meu amigo! Domingo de compromisso logo cedo na Zona Norte carioca. Virar a noite com a galera e só conseguir dormir pra valer lá pelas 16h do domingo valeu a pena, e muito! Missões devidamente cumpridas! Muito obrigado a todos! Até!

Rafael A.

Mais fotos do Rock na Garagem na página do evento no Facebook.
fotos: Marcelo Ramones & Rafael A. / Latitude Zero Prod.

Confira um trecho do show da banda Kopos Sujus:

domingo, 26 de maio de 2013

Rock Alternativo no Metallica Pub em junho


A edição de junho do Rock na Garagem chega com ares de Rock Alternativo! O evento da Latitude Zero Prod. que habita o Metallica Pub em São Gonçalo/RJ há mais de sete anos chega a sua vigésima sétima edição com fôlego renovado e recheado de atrações! As bandas Scarlet Monkey Flowers, Old Kitchen (foto) e Resistência já estão confirmadas! O produtor Rafael A. comanda a discotecagem com direito a especial Violeta de Outono e Rumores, clássica colet6anea do Rock de Brasília reeditada recentemente! Fique por dentro do que rola no RG curtindo a página do evento no Facebook.

Latitude Zero Prod.
foto: divulgação

sábado, 25 de maio de 2013

Hoje é dia de clássico Progressivo no Rio!


Logo mais o público carioca vai estar diante de uma das maiores lenda da música de todos os tempos! O Yes (foto) desembarca na Cidade Maravilhosa para única apresentação, logo mais no Vivo Rio! O show promete ser, no mínimo, épico, já que a banda promete tocar na íntegra seu álbuns clássicos! O show de abertura fica por conta da banda niteroiense SPIN XXI! Lendária banda fundada ainda nos anos setenta! O Vivo Rio fica na Av.Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro/RJ. Iinformações no link.

Rafael A.

Hoje é dia de Rock na Garagem!



Daqui a pouco rola a edição de maio do Rock na Garagem! Só bandas de amigos fazendo som no Metallica Pub com direito a lançamento do novo single da banda carioca kopos Sujus (foto), participação do DJ Wesley Snayps e especial Bad Brains na discotecagem! Entrada franca! É só chegar, ok?

Serviço:

Rock na Garagem – Edição #26

Shows:
Kopos Sujus
Join the Dance
Obscene Capital
Inércia

+ stand Latitude Zero Distro.
+ DJ Wesley Snayps & Rafael A. (esp. Bad Brains)

Local: Metallica Pub
End.: Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ
ENTRADA FRANCA / Apoio: Feira Moderna Zine / infos

foto: divulgação

Mais banda gaúcha na PATCH!5



Tem gaúcho na PATCH!5! A Isidoro Pilsen (foto) aparece com a belíssima “Dos Olhos Pra Fora”! A banda da capital Porto Alegre faz sua primeira aparição em um projeto da Latitude Zero Prod. e faz bonito! Rock Alternativo recheado de climas e guitarras viajantes! Está no ar! O volume cinco da PATCH! já é o mais ouvido e baixado dentre todos os outros lançados até aqui! A Coletânea Virtual PATCH! está disponível para audições e download gratuitos na página da Latitude Zero Prod. no site Purevolume! Ouça, baixe, espalhe por aí! E fique ligado que o volume seis sai em julho!!!

Track List:
01. Protesto Suburbano (Macaé/RJ) :: “Resistência Pacífica”
02. Infecção Raivosa (São Paulo/SP) :: “Reze Por Nós”
03. Orrör (Rio de Janeiro/RJ) :: “Dengue”
04. Lapso de Insanidade (Sapucaia do Sul/RS) :: “Minha Geração”
05. Visco (Juiz de Fora/MG) :: “Pra Variar”
06. Imóvel (Volta Redonda/RJ) :: “Made in Brasil”
07. Strato Feelings (Joinville/SC) :: “Pororoca Surf”
08. Klethus (Boa Vista/RR) :: “1976-2001”
09. Isidoro Pilsen (Porto Alegre/RS) :: “Dos Olhos Pra Fora”
10. Xande McLeite (São Gonçalo/RJ) :: “Primeiro de Maio”
11. Frogslake (São Gonçalo/RJ) :: “Plastic Drugs”
12. Calibre (Porto Alegre) :: “O Jogo”
13. Obscene Capital (Rio de Janeiro/RJ) :: “Submergentes”
14. D.A.D (Rio de Janeiro/RJ) :: “Nekromantic”
15. Inércia (São Gonçalo/RJ) :: “Manifesto” (vr.II)
16. Mezatrio (Manaus) :: “Crediário”
17. Stone House on Fire (Volta Redonda/RJ) :: “One Bullet and a Pair of Hands”
18. The Sorry Shop (Rio Grande/RS) :: “Bloody, Fuzzy, Cozy”
19. Xarles Xavier (São Gonçalo/RJ) :: “Tudo Certo” (vr.demo)
20. Anti-Quadros (João Pessoa/PB) :: “Pedras de Dor”

Confira Isidoro Pilsen na Coletânea Virtual PATCH! Vol.5:
Ouça e baixe a PATCH! Vol.5 no link.

Rock na Garagem toma conta do Metallica Pub logo mais!


É hoje! A partir das 17h rola a vigésima sexta edição do Rock na Garagem no Metallica Pub, o último reduto roqueiro de São Gonçalo/RJ! Fazendo barulho, Kopos Sujus, Join the Dance, Obscene Capital e Inércia se juntam ao DJ Wesley Sanyps e ao produtor do evento Rafael A. que comandam a discotecagem! O Metallica Pub fica na Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ. Entrada franca, barulho rolando a partir das 17h e mais sobre o RG no link.

Latitude Zero Prod.


Serviço:
Rock na Garagem – Edição #26
Shows: Kopos SujusJoin the DanceObscene CapitalInércia + stand Latitude Zero Distro. + DJ Wesley Snayps & Rafael A. (esp. Bad Brains)
Local: Metallica Pub
End.: Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ
ENTRADA FRANCA / Apoio: Feira Moderna Zine / infos

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A Vida de um B-Boy no Meier


De hoje até dia 2 de junho, sempre de sexta a domingo, a Cia. de Teatro Abraços da Paz apresenta pela primeira vez na Zona Norte carioca o espetáculo A Vida de Um B-Boy (foto). A peça entra em cartaz hoje no Imperator e conta a história de jovens dançarinos de break na busca por realização profissional em meio a questões comuns à adolescência. O Imperator fica na Rua Dias da Cruz, 170, Méier, Rio de Janeiro/RJ. Ingressos entre R$12,50 e R$25, classificação: 10 anos. Sextas e sábados às 21h e domingos às 19h. Informações no site da casa.

Rafael A.

foto: divulgação

Kopos Sujus lança novo single no Rock na Garagem


A banda carioca Kopos Sujus (foto) é uma das atrações mais esperadas da vigésima sexta edição do Rock na Garagem, amanhã no Metallica Pub! O power trio volta à cidade após dois anos para lançar seu novo single, “Domingo no Maraca”! Completam o time Inércia, Join the Dance e Obscene Capital! Rola discotacegem com direito à especial Bad Brains, participação do DJ Wesley Snayps e stand Latitude Zero Distro.! O Metallica Pub fica na Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ. Entrada franca, barulho rolando a partir das 17h e mais sobre a banda no link.

Latitude Zero Prod.


Serviço:
Rock na Garagem – Edição #26
Shows: Kopos SujusJoin the DanceObscene CapitalInércia + stand Latitude Zero Distro. + DJ Wesley Snayps & Rafael A. (esp. Bad Brains)
Local: Metallica Pub
End.: Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ
ENTRADA FRANCA / Apoio: Feira Moderna Zine / infos

foto: divulgação

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Resenha :: Spitzer Estrelares


Spitzer Estrelares
Faces Humanas (CD / independente)

Mais um lançamento do Spitzer Estrelares! O projeto capitaneado por Edmilson Bezerra lança este Faces Humanas, segundo CD do projeto. Desta vez, são dez faixas que mantém o clima do último trabalho do Spitzer: belas harmonias, climas viajantes e melodias cativantes. Edmilson Bezerra assina todas as faixas e a arte do CD ficou a cargo de Ed Carlos Bezerra. Faces Humanas fi gravado entre agosto de 2012 a março de 2013 e meus destaques vão para as faixas: “Lágrimas de Amor”, “Ao Nascer à Luz” e “Sentimento”. Em breve disponível no stand da Latitude Zero Disto. Fique ligado!

Rafael A.

Mais sobre Spitzer Estrelares no link.

Hellish War libera capa do novo disco


A banda Hellish War revelou recentemente a capa de seu próximo disco, Keep It Hellish (foto), assinada pelo artista Eduardo Burato! O sucessor do ao vivo, e elogiado, Live In Germany, segundo o batera da banda Daniel Person é “...o mais pesado, veloz e bem acabado disco do Hellish War”. Keep It Hellish sai na Europa dia 28 de Junho, via Pure Steel Records e no Brasil dia 10 de Junho via Voice Music! E em outubro a banda viaja para sua segunda tour europeia! Quer saber mais sobre a Hellish War? Fique ligado no link e acompanhe as novidades!

Rafael A.

Join the Dance neste sábado no Metallica Pub


Uma das revelações do underground de nossa Região se apresenta neste sábado no Metallica Pub! A banda de Hardcore Melódico Join the Dance (foto) é atração do Rock na Garagem, que chega a sua vigésima sexta edição! Inércia, Kopos Sujus e Obscene Capital completam o time! Discotecagem, especial Bad Brains, DJ Wesley Snayps e stand Latitude Zero Distro. confirmados na festa! O Metallica Pub fica na Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ. Entrada franca, barulho rolando a partir das 17h e mais sobre a Join the Dance no link.

Latitude Zero Prod.


Serviço:
Rock na Garagem – Edição #26
Shows: Kopos SujusJoin the DanceObscene CapitalInércia + stand Latitude Zero Distro. + DJ Wesley Snayps & Rafael A. (esp. Bad Brains)
Local: Metallica Pub
End.: Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ
ENTRADA FRANCA / Apoio: Feira Moderna Zine / infos

foto: divulgação

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Entrevista :: Las Calles



A entrevista desta semana é especial! Ok, você talvez já tenha conferido ela no xContrapondox, blog de nosso camarada e colaborador Gilson Fox (parceiro das antigas, desde os tempos de fanzine Grosso Calibre e banda Nova Conduta), mas não poderíamos dexar de postá-la aqui. Na verdade, ela foi feita originalmente pelo Fox aqui para o FMZ. Rolou uma 'premiere' no blog do Fox e, finalmente, aqui está ela na versão online do FMZ!

Marcelo, vocal da banda Las Calles (foto) é outro velho conhecido de nosso fanzine. Desde os tempos de banda Solstício, da torca de correspondências, fanzines e tudo o mais. Sendo assim, dá pra sacar que vem coisa muito boa por aí, certo? Então vamos lá! Cena Hardcore, impressões, bandas, música, cultura alternativa e uma das entrevistas mais bacanas que rolaram por aqui em 2013! Se liga:

FMZ_ONLINE: Para começarmos nosso bate papo gostaria de saber o que há por trás da banda Las Calles. Em minha opinião quando se forma uma banda se pensa primeiro no som que vai ser feito, as pessoas que podem formar esse grupo, e as ideias que o sustentarão. Foi assim com vocês? Vocês acreditam nesses três primeiros passos? Ou deixaram a coisa fluir?

Marcelo: Foi exatamente assim que aconteceu conosco. É bem difícil não pensar que, se é para montar uma banda, que seja um tipo de som que eu gosto. Porém, é importante ter em mente que, dentro de um estilo musical, mesmo o Hardcore, que pressupõe acordes simples, nada excessivamente técnico, seja possível colocar uma marca pessoal. Essa foi uma decisão tomada ao mesmo tempo em que definimos que seríamos uma banda de Hardcore. Acho que tão importante quanto criar suas próprias músicas é dar a elas uma marca pessoal, algo seu. E o Hardcore/Punk sem dúvidas permite isso. Acho uma pena quando me deparo com uma banda que é uma cópia exata daquela banda de Hardcore do momento, ou da moda. É um desperdício de criatividade, de tempo... E de vida!

Quanto às pessoas, acho que fluiu com certa facilidade, num momento que mistura tédio e criatividade. Acho que essa combinação nos ajudou a criar músicas que para nós ficaram muito boas.


FMZ_ONLINE: Na verdade minha pergunta foi um pouco pretensiosa. Eu penso o mesmo quanto a criar uma banda. Deve-se sempre pensar em desde o nome, as pessoas, a proposta do som, letras e postura. Isso dá significado à banda. Qualquer banda que você coloca pra tocar em um play, pelas características dela você já a identifica. Quanto a letras, no caso do Las Calles, percebe-se em suas letras que o "sangue libertário" ainda corre em suas veias. Como isso se dá no dia a dia de vocês? Existe um envolvimento fora dos palcos?

Marcelo: Antes de qualquer coisa, devo dizer que Hardcore para mim, sempre significou e sempre irá significar a ampliação e a afirmação de uma consciência crítica. É o que hoje guia minhas leituras, meus escritos, as bandas que ouço e etc.. O Hardcore vive no momento um refluxo crítico ao que me parece, com muitas bandas com um discurso bastante distante das origens Hardcore/Punk. Numa análise dialética isso até faz sentido, já que os anos 90 e começo dos 2000 foi um período em que o Hardcore era bastante engajado.

Como sou eu quem escreve as letras, posso apenas falar por mim, porém é claro que, ao formar uma banda, você tenta reunir ao seu redor pessoas que de algum modo, compartilhem da sua visão de mundo. Com o Las Calles não é diferente, embora a gente discorde em vários aspectos.

Quanto à política fora da banda, creio que cada um tente levar a vida da maneira mais ética possível, seja em seu ambiente de trabalho ou no trato com a família. No meu caso, por ser professor da rede pública, isso fica mais latente, e as oportunidades de semear a crítica são mais numerosas. E como fora dos palcos encontramos a vida real, acho impossível não estar engajado politicamente na transformação das coisas. A política vai muito além do envolvimento em grupos organizados. A política é o cotidiano, as relações sociais que criamos sem perceber, as trocas simbólicas e as relações econômicas que se criam no dia a dia. Esse é o local da intervenção. Não podemos separar a vida da política ou vice-versa.


FMZ_ONLINE: Quanto a visão critica, acredito que esse refluxo já era de se esperar, levando em conta que quando se fala de mudanças na cena a esperança é um "urubu pintado de verde", mas a gente nunca desiste. Agora, me diz uma coisa. Para nós que já apostamos em alguns projetos diferentes como fanzines, palestras, troca de cartas e inúmeras vezes horas perdidas em discussões bem interessantes em eventos com a galera, o que ainda uma banda pode oferecer a uma geração futura? Já que a geração passada, musicalmente, nos deixou um legado inesquecível.

Marcelo: Uma banda, quando tem como propósito (e esse pode mudar entre cada integrante da banda) fazer música dentro do que se considera o Punk/Hardcore, em minha opinião tem duas funções principais:

1- Reafirmar para aquele que a faz as suas escolhas contraculturais (o inconformismo, a rebeldia, a crítica, etc.)

2- Levar a outras pessoas a ética e a estética que são a espinha dorsal dessa contracultura. Creio que essa essência, pouco ou nada mudou nesses 25 anos em que estou envolvido com o Punk/Hardcore. Claro, como conversamos, parece que vivemos em um momento de refluxo das consciências críticas, embora isso não signifique de maneira alguma que a rebeldia tenha morrido ou perdido completamente o espaço. Ótimas bandas continuam se recusando a seguir e esse discurso alienado e alienante tão comum no Hardcore atual. Sempre que eu tenho o prazer de descobrir uma banda que mantém as sua essência e a sua alma dentro da ideia de que o Hardcore é a trilha sonora de um conflito social, sinto que esses 25 anos não foram em vão.


FMZ_ONLINE: E quanto a cena? Nós sempre tivemos altos e baixos, épocas de boas bandas, bons shows, e o pessoal bem integrado. Mas tem épocas que tudo parece definhar. Um show aqui, outro ali, o pessoal das bandas some e de repente alguém aparece fazendo alguma coisa e logo volta todo mundo. Existiria uma forma de manter o equilíbrio ou essa gangorra de certa forma acaba ajudando o cenário? Aproveitando a deixa; sempre existiu também os que defendem existir uma cena Punk/Hardcore, (mesmo que capenga) no Rio de Janeiro e os que vez por outra insistem em dizer que não. O que vocês acham?

Marcelo: É interessante como dá pra sentir essas mudanças em espaços de tempo cada vez menores. Bandas acabam e outras surgem, pessoas se afastam, outras colam, outras retornam após um bom tempo longe. É a vida, nada mais. Acho que essa "gangorra" pode ser positiva, pois garante uma renovação, fato que é super saudável.

Quanto a cena: para mim existe sim uma cena. Formada por pessoas que organizam os shows, que assistem aos shows, que escrevem em blogs e zines, que têm bandas, que fotografam e escrevem os shows e etc.. Uma cena para mim é essa comunidade, onde o ponto que mantém tudo junto é a opção por se expressar através da estética Hardcore/Punk. Pode não haver a união que gostaríamos, poderia haver menos egocentrismo e competição. Mas também poderia ser bem pior. Temos hoje, no estado do Rio de Janeiro, shows acontecendo todo fim de semana, diversas bandas com muito boa qualidade, blogs, grupos ligados a alguma atividade política surgindo e/ou se fortalecendo (libertação animal, anarquismo, ambientalismo, questão de gênero e etc.). Isso tudo me mostra que a cena Hardcore no nosso estado vive um momento de retomada dos valores que sempre definiram o que é Hardcore.


FMZ_ONLINE: E quanto a essa "estética Hardcore/Punk"? Durante um tempo, eu resolvi fazer uns estudos sobre o assunto. Se percebemos, quando se fala sobre a cena Hardcore, melhor dizendo, sobre contracultura, não há algo concreto a se dizer se não traçar um histórico de acontecimentos. Certa vez encontrei uma monografia na internet de quase 15 ou 20 páginas bem interessantes sobre contracultura e percebi justamente isso, foram muitas datas, acontecimentos, relatos, resenhas de livros, CD's e filmes; mas nunca uma explicação plausível. Um exemplo hoje, é o que acontece também ao explicar sobre qual o som que uma determinada banda faz, como o próprio Hardcore. Para defini-lo melhor, você tem quase que dar como exemplo algumas bandas que se aproxime do mesmo som que ela para que as pessoas possam entender. Se pegarmos algumas pessoas e perguntar, o que é Hardcore, ou o que é Punk. A maioria vai limitar-se em dizer que é um estilo de vida, ou uma liberdade de expressão. O que você diria?

Marcelo: Parece que essa coisa de o que é Punk ou Hardcore é algo mais para ser sentido do que explicado. Embora claro, haja uma explicação "científica". Mas ela pouco importa. É como estar apaixonado, ou com raiva. Quem passa por isso não quer uma explicação racional, quer apenas resolver a situação, saciar a necessidade ou aproveitar o momento (celebrar). O Hardcore é um pouco disso tudo: paixão, raiva, frustração e celebração, tudo misturado! Talvez por isso nunca me interessei pelas bandas de Hardcore que fazem letras românticas, pois fica faltando a raiva, que pra mim é um dos pilares do Hardcore. Acho sim que o Punk/Hardcore é um estilo de vida, já que ele molda, em muitos casos a sua percepção crítica do mundo que o cerca, e permite (ou deveria permitir) ter acesso a mais informações que reforcem essa percepção crítica. Mas é bom deixar claro: estou aqui citando as bandas que têm um discurso crítico, pois são essas que me interessam e me encantam. E para minha sorte, ainda há ótimas bandas brasileiras e estrangeiras com essa característica.


FMZ_ONLINE: Suas colocações sobre assunto são interessantes. Traz outro prisma. Lendo algumas resenhas no seu blog, (Batalha após Batalha) percebi algumas colocações interessantes, que vez por outra, encontro também nos documentários sobre a cena, seria sobre o lado positivo e negativo que algumas posturas podem trazer, por exemplo, vertentes mais agressivas como o BeatDown e mais filosóficas como o Straight Edge. O que podemos considerar de uma forma geral, pontos positivos e negativos e o que na sua posição pode ser mudado?

Marcelo: Cara, eu não simplificaria tanto a questão a esse ponto: Beatdown = agressivo = negativo e Straight Edge = filosófico = positivo. Muito provavelmente há pessoas e bandas mergulhadas nessa vertente Beatdown que possuem uma consciência crítica que guia suas práticas cotidianas. Assim como nem todos os envolvidos no SxE estão nessa por uma escolha intelectual. Há muito de emocional (irracional?) nas nossas escolhas. E muitas vezes o pensamento sectário, que aparece com certa frequência no Straight Edge pode ser tão negativo quanto a postura proto-fascista tão comum ao Beatdown, já não une, e se não une, enfraquece. Não sei se tenho grandes expectativas em relação ao Hardcore. Talvez eu esteja me entregando a certo pessimismo em relação a cena. O Hardcore é apenas um microcosmo, um reflexo em menor escala do mundo real, com suas centenas de contradições. Sem dúvida eu adoraria ver uma cena Hardcore livre do Machismo, Homofobia e Especismo, mais crítica e verdadeiramente solidária. Mas estes são tempos duros para os sonhos. Apesar de tudo, tento acreditar no melhor. É como diz uma letra do Las Calles: "O novo dia traz novas chances".


FMZ_ONLINE: Não foi minha ideia simplificar. Mas que olhando a grosso modo, e levando em conta que as próprias bandas fazem questão de transparecer essa visão negativa, isso é fato. Em uma conversa informal com um amigo ele citou, como muitos que deixaram a cena já o fez, toda o lado negativo que existe na cena Punk/Hardcore. Dizendo inclusive não ter esperança e por isso não pensa em se envolver mais. Assim fiz a seguinte colocação: “Eu gosto, eu vivo, eu faço parte. Não gosto da posição de 'idiota da objetividade' fazendo todas as críticas possíveis com medo de assumir uma posição.” Agora voltando às perguntas em si, para que possamos começar a finalizar esse bate papo, me diga o que você vê pro futuro da banda. (?)

Marcelo: Para o futuro só posso esperar alcançar o máximo de pessoas com nossa música, mantendo a integridade e o respeito próprio. Porém, mais do que esperar coisas boas para a banda, espero que a cena Hardcore do estado do Rio de Janeiro cresça em número e qualidade. O momento atual tem me mostrado boas bandas surgindo e fazendo um trabalho íntegro. Isso é animador. Que continue assim e se amplie o círculo virtuoso do Hardcore como uma ferramenta contracultural. E que os discursos proto-fascistas e sectários percam logo a vitalidade e morram.


FMZ_ONLINE: Bom, como sempre fazem nas entrevistas por aí, eu iria sugerir nesse bate papo que fechássemos com uma mensagem pra galera. Mas acredito que já o fizemos. Então, nos deixe algumas boas indicações. Uma banda fora do circuito Punk/Hardcore com bons conceitos, um bom livro de cabeceira e um documentário indispensável.

Marcelo: Acho que as únicas mensagens que cabem a mim deixar aqui, são justamente aquelas que me trouxeram ao Hardcore: Seja crítico. Vá além da aparência das coisas. Estude! Se informe! Seja ético. Quanto às dicas, posso recomendar:

Livros:
"Dias de guerra, noites de amor" - Crimethink
"Por uma outra globalização" - Milton Santos
"Admirável mundo novo" - Aldous Huxley

Documentários/filmes:
"Terráqueos"
"Comida S/A"
"1984"

Jornais/revistas:
Le Monde Diplomatique Brasil (link)

Bandas:
New Model Army (link)
Billy Bragg (link)

por: Gilson Fox

Conheça a banda Las Calles no link.

E confira o clipe da música “Batalha Após Batalha”:

Sebastian Bach de volta ao Brasil em setembro


O ex Skid Row Sebastian Bach (foto) volta a pisar em terras brasileiras no segundo semestre. Além de participar do Rock in Rio, o cara ainda terá uma apresentação em São Paulo, marcada para o dia 22/09, no Carioca Club! Sebastian Bach volta ao país para divulgar seus mais recentes lançamentos: o álbum "Kicking & Screaming" e o duplo ao vivo "ABachalypse". No repertório, sucessos do Skid Row como "Slave to the Grind", "Piece of Me", "18 and Life", "Monkey Business", "I Remember You", "Youth Gone Wild" e canções de sua carreira solo! Mais sobre o cara no link.

Rafael A.

foto: Juliana Lorencini

Obscene Capital no Rock na Garagem deste sábado!


Revelação do cenário Hardcore carioca, a banda Obscene Capital está de volta ao Metallica Pub! Após comemorar quatro anos com show na Lapa o HC Old School da Obscene Capital volta ao Rock na Garagem neste sábado! De quebra tem: Inércia, Kopos Sujus e Join the Dance, discotecagem com especial Bad Brains, DJ Wesley Snayps e stand Latitude Zero Distro.! O Metallica Pub fica na Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ. Entrada franca, barulho rolando a partir das 17h e mais sobre a banda no link.

Latitude Zero Prod.


Serviço:
Rock na Garagem – Edição #26
Shows: Kopos SujusJoin the DanceObscene CapitalInércia + stand Latitude Zero Distro. + DJ Wesley Snayps & Rafael A. (esp. Bad Brains)
Local: Metallica Pub
End.: Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ
ENTRADA FRANCA / Apoio: Feira Moderna Zine / infos

foto: Rafael A. / Latitude Zero Prod.

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