quinta-feira, 30 de março de 2017

Palco Salvatori :: Van Torres e Rafael A. em ensaio aberto logo mais


por: Latitude Zero Prod.

Novo espaço para a música em São Gonçalo! O Palco Salvatori está localizado bem no Centro da cidade e oferece programação musical ao público durante a semana! Logo mais é a vez de Van Torres (foto), acompanhada do músico Rafael A., fazerem ensaio aberto a partir das 18h, com entrada franca! Rock acústico no final de tarde pra relaxar depois do trabalho, ou fazer o aquecimento, pra quem vai curtir a noite de quinta! Rola a partir das 18h. O Palco Salvatori fica na Rua Salvatori, 15, loja 6, Centro, São Gonçalo/RJ. Maiores informações no link.

foto: Carlos Brunno  

quarta-feira, 29 de março de 2017

Metallica Pub :: Podreiras lança CD em abril


por: Rafael A.

Mês que vem tem banda lançando CD no Metallica Pub! Em noite de Punk Rock e som extremo, a casa recebe o Grindcore dos caras da Podreiras (foto) que lançam o CD “25 Anos de História”! Completando o time, a também gonçalense Canella Seca leva seu Punk Rock/HC ao Porto Novo, assim como a galera da Insulto! Já sabe, né? Quer tomar uma cerveja por um preço bacana e curtir um som 0800? Então, 08/04 é dia de bater ponto no Metallica Pub! O evento tem o apoio do FMZ.


Serviço:
08 de abril :: sábado :: 19h
Metallica Pub Apresenta
Shows: PODREIRAS - INSULTO - CANELLA SECA
Local: Metallica Pub
End.: Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ
ENTRADA FRANCA / Informaçoes / Apoio: Feira Moderna Zine

foto: Raquel Medeiros

segunda-feira, 27 de março de 2017

Metallica Pub :: Sábado tem som em São Gonçalo!


por: Rafael A.

Neste sábado tem som no Metallica Pub! O clássico espaço roqueiro do bairro Porto Novo abre suas portas, como sempre, dando espaço para a galera fazer um som e apresentar novidades do cenário roqueiro local! Neste final de semana, quem comanda os trabalhos é a galera da banda Bullet Fire! Os caras prometem repertório de Classic Rock e Hard Rock! Pinta lá que a entrada é franca, ok? O Metallica Pub fica na Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ. Mais sobre o Metallica Pub no Facebook.

foto: Latitude Zero Prod.

domingo, 26 de março de 2017

Entrevista :: Xharles


por: Rafael A.

Já de volta com as entrevistas aqui em nosso FMZ, desde o começo do ano, é bacana trocar uma ideia com os amigos, certo? Sendo assim, fomos bater um papo com Xharles (o Xarles Xavier aí da foto, com nova grafia e tudo!), compositor gonçalense que durante anos figurou aqui neste espaço. Fosse participando como convidado em nossos eventos, ajudando a produzir (Rock na Garagem e Sarau Feira Moderna, por exemplo, não teriam saído do papel sem sua contribuição) ou no período em que fez parte de nossa Latitude Zero Prod. Dos tempos de banda Incrível Mart, passando pela carreira solo como Xarles Xavier, Projeto Mosquitos (ao lado deste que vos escreve) e por aí vai! Enfim, vamos saber como andam as coisas com esse velho amigo?


FMZ: Pra começar, uma que geralmente aparece mais pro final das entrevistas: o que você tem ouvido? Tem um monte de coisas acontecendo na música, tendências, vertentes que surgem, novos nomes... O que tem chamado sua atenção?

Xharles: É verdade, apesar de muita gente ter aquele pensamento de que não tem nada novo surgindo, de que a música tanto no Brasil quanto no mundo passa por um mau momento, na realidade é que se você procurar, e nem dá tanto trabalho assim, até pelas ferramentas disponíveis hoje com a internet e tal, você acha muita coisa legal que ta rolando por aí. Eu tenho ouvido muita coisa nova, la de fora tem o Royal Blood, Fleet Foxes, Alabama Shakes... Daqui eu destacaria o pessoal do O Terno, Far From Alaska, Céu, Negro Leo, Ava Rocha, Mahmundi, Boogarins, Tulipa Ruiz, Maglore, Daniel Rabujah, Cícero e por ai vai. Tem muito mais gente, se for falar todos faltaria espaço! Tem muita gente boa fazendo som de qualidade por aí. E de tudo quanto é tipo de som. Na minha lista tentei colocar gente de diferentes estilos, justamente pra mostrar a riqueza e a diversidade que existe.


FMZ: E das coisas mais novas, o que acaba virando influência? O que, de alguma forma, você sente que acaba sendo incorporado a seu som, suas composições?

Xharles: Na verdade, a gente nem sempre percebe o que acaba nos influenciando. Eu sinto que o quê de certa forma eu acabo absorvendo, e vendo algum reflexo no meu som, são coisas que assim como eu, tem uma referência de sons mais antigos. Uma galera que meio que bebe numas fontes de coisas que eu também ouvi, coisas de Folk , Pós-Punk, New Wave, Synthpop... Muita coisa dos anos 80 que ta meio que sendo sempre revisitado pelas novas gerações. E outros sons mais alternativos e tal, coisas como Empire of The Sun, The War on Drugs, Teegan and Sara, The XX. Aqui no Brasil tem o Jaloo, Alice Caymmi , Dani Black, Rubel...


FMZ: Duas em uma: Já te vi classificando sua música como Folk Rock. O que mais faz parte da sua música? E você consegue ver uma galera fazendo um som parecido com o seu? Consegue perceber um cenário do qual faz parte?

Xharles: Assim que a banda parou la em 2010 e eu comecei a tocar só com violão nos shows, senti a necessidade, meio que, de me redescobrir como músico e intérprete. Sentia que, agora sozinho, não dava mais pra tocar as músicas da mesma maneira que tocava com a banda. Eu queria encontrar a melhor maneira de interpretar essas canções, nesse formato acústico. Procurei privilegiar as harmonias, mas sem perder a visceralidade. Então, acabei me aproximando de uma sonoridade mais simples, do Folk. Mas ainda com uma pegada Rock. Mas mesmo antes na banda, e depois sozinho, já existiam outras referências no meu som: Música brasileira, Bossa Nova, Pós-Punk, New Wave, Synthpop, Rock Alternativo...

Eu passei boa parte da infância, e início da adolescência, ouvindo rádio e o que predominava era a música Pop e o Rock, e isso fez parte da minha formação. Coisas como Michael Jackson, Prince , Phill Colins, Madona e as bandas do Rock Brasil dos anos 80, entre outros! Só depois, já com uns 14 anos, comecei a pegar CDs e fitas k7 com uns amigos, com o que tava rolando nos anos 90. Nirvana e toda cena de Seattle, as bandas alternativas, as novas bandas nacionais, como Pato Fu, Nação Zumbi... Então essas coisas abriram minha mente de certa firma. Foi aí que descobri que queria fazer musica. Eu sempre procurei colocar outros tipos de elementos no meu som, justamente pra tentar sintetizar esse emaranhado de referências, que ao longo do tempo serviram pra construir minha própria identidade. Eu gosto de sempre estar experimentando, tentando fazer algo que me tire da minha zona de conforto.

Tem uma galera nova no Brasil fazendo um som fortemente influenciado pelo Folk e, em parte me identifico. Mas não sei dizer se fazemos parte de uma mesma cena, até porque eu procuro usar outros elementos no meu som, que fogem um pouco dessa estética. Eu gosto de, de certa forma, me associar a quem também procura experimentar e não fica preso à um único formato. Isso acabou se refletindo nas minhas apresentações. Quando eu acabei dividindo o palco e tocando com artistas de diversos estilos! De Punk, Metal, a MPB, Progressivo, Alternativo, etc... Nesse contexto, eu vejo mais como parte de um cenário formado por artistas e bandas que se diferem na sonoridade, mas que de certa forma se frequentam! Seja por tocarem juntos nos eventos, ou por trocarem sons pela própria web. O que, nos dois casos, pode acabar gerando novas parcerias e coisas do tipo, com um apoiando a acompanhando o trabalho do outro. Nesse sentido, eu me vejo num cenário com gente como A Batida Que O Seu Coração Pulou, o Café República, Jefferson Volve, Homobono, o Gilber T, a Old kitchen... e mais um monte de gente com quem dividi o palco ao longo desse tempo que venho tocando sozinho.

Mesmo não tendo tocado com alguns desses que citei acima, sinto que estamos num mesmo cenário. Seja por estarmos sempre trocando algum tipo de informação, nos apoiando, frequentando os shows uns dos outros e, em outros casos, até trabalhando juntos, como o Gilber T, por exemplo, que está dando uma moral e ajudando na produção do meu primeiro single.

FMZ: Mudando de assunto: você está em estúdio. Tem gravado materiais com galeras diferentes... Em que pé estão essas novidades? Como pretende lançar esses materiais novos? Serão singles, um EP, vão rolar vídeos, enfim?

Xharles: Eu comecei a gravar no fim do ano passado, como você mesmo disse, com uma galera diferente. A princípio, eu planejei lançar quatro singles, um em cada estação do ano, mas não deve dar pra rolar assim. O mais provável é que rolem dois ou três apenas. De, ao menos, um vai rolar vídeo sim. Espero que até o fim do primeiro semestre, ou início do segundo já esteja pintando por aí, e ai sim pro fim do ano pretendo começar a pensar num EP.


FMZ: Ainda sobre lançamentos, essas coisas. Mesmo com todas as facilidades da tecnologia, ainda me parece dificílimo lançar um artista, ou uma música, com um material de qualidade, profissional mesmo. Gravação, filmagens... Claro, é bem menos complicado que em décadas anteriores, mas, está tudo tao acessível assim? Só não aparece quem não quer?

Xharles: Hoje, com certeza, é mais fácil produzir. Tanto áudio, quanto vídeo, com uma qualidade bacana, do que era ha dez, quinze anos atrás. Tem gente que consegue um resultado incrível gravando em casa mesmo. Não sei dizer se fica profissional pros padrões comercias e tal. Mas, com certeza, muitas vezes fica bem próximo e com um custo bem menor. Agora, se a pessoa não tiver condição de fazer dessa forma e for fazer da maneira tradicional, procurando um estúdio bacana pra conseguir uma gravação de áudio e vídeo, ainda assim da pra conseguir um preço legal, bem mais acessível do que era em outros tempos.

Principalmente, se a pessoa se cerca de amigos desse meio que trabalham com produção e músicos que tão dispostos a contribuir, as coisas ficam mais fáceis. Se não tem grana, camaradagem nesse meio é a alma do negócio. Agora, não sei dizer se isso significa que só não acontece quem não quer.. Isso de 'acontecer' envolve outros fatores que não apenas conseguir um áudio e vídeo bacana. Hoje em dia isso ja é quase um pré requisito pra se colocar em cena. Mas se vai acontecer, é outra história que eu não sei o que determina. Tem a ver com contratos, modismos, jabás, sorte e, principalmente, trabalho e investimento.


FMZ: Sem sair muito do tema...Produzimos coisas juntos, tocamos juntos em alguns lugares, passamos por uma penca de espaços e eventos. Sabe o que penso hoje, a respeito do bom e velho “falta espaço”, “falta isso” ou “falta aquilo” que se ouve muito no underground. Mas, nesse ponto de sua carreira, como percebe essa coisa de canais de divulgação, espaços (ao menos aqui pela Região), eventos e por aí vai?

Xharles: Pois é, a gente já passou por muito perrengue. Com e sem banda! Eu percebo que hoje em dia, cada vez mais, as coisas são virtuais. Tá tudo nas redes sociais, 'lives', YouTube, plataformas de compartilhamento de música, financiamento coletivo e etc.... Por um lado isso é incrível, te abre muitas portas e possibilita coisas que sequer imaginávamos um tempo atrás! Mas não da pra ficar só nessa parte virtual, tem que sair a campo, ir nos shows dos amigos e de quem não conhece, fazer conexões, tocar o máximo possível em qualquer lugar. O corpo a corpo, o olho no olho são insubstituíveis.

FMZ: Tudo isso mudou muito com o tempo. Consegue apontar o que de mais relevante mudou, dos tempos de Incrível Mart pra cá pra um artista independente?

Xharles: Muita coisa mudou , fora essa coisa da internet, que citei, tem todo contexto que mudou bastante, ao menos na minha visão. Quando a banda começou, no fim dos 90 , existia uma cena independente onde diferentes tipos de banda tocavam juntas, no mesmo evento, ao menos aqui na região era assim. Lembro de tocarmos na mesma noite com bandas de HC, Metal, Alternativo e por ai vai!

E rolavam bastante shows nesse período, em diversos locais. As vezes, na mesma noite, e todos tinham uma galera. Um não atrapalhava o outro, mas o Rock não tava muito presente na mídia. Algumas bandas surgidas no inicio dos anos 90 dividiam o espaço com as remanescentes dos 80. A cena independente estava, meio que, isolada. Haviam alguns zines e programas alternativos, em algumas rádios. Geralmente nos horários mais tardes. Depois, em meados de dois mil, as coisas ficaram mais segmentadas. Algumas bandas se fecharam mais e só tocavam, na maioria das vezes, com outras do mesmo estilo. Fosse Punk, HC, New Metal e etc..

Até esse momento ainda tinha bastante gente frequentando os shows independentes. O Rock passava por um momento bom na mídia. Novas bandas surgiam a todo momento, rolavam rádios, revistas como a Bizz, Rock Brigade, Rock Press, ,jornais como o Jornal do Rock e Internacional Magazine... MTV tava rolando, nomes como Pitty despontaram junto com uma galera nova da cena do HC Melódico, Emo, Metalcore... parecia que se desenhava um futuro promissor onde o Rock seria novamente como nos anos 80, o estilo musical que predominaria nacionalmente, o que acabou não se consolidando. Uma banda ou outra chegou ao mainstream. Mas mesmo essas, hoje em dia, não tem mais muita evidência. As rádios, a maioria, acabaram. Aqui no Rio principalmente. Jornais, revistas e zines também. Ficou só virtualmente e olhe lá. A MTV, praticamente, parou de tocar música e o Rock meio que, novamente, saiu da mídia de massa, e hoje as bandas consolidadas são as mesmas remanescentes dos anos 80, algumas dos 90 e as que sobraram desse último momento que o Rock esteve com força no mainstream. Nomes como Pitty, Fresno, CPM 22 , NxZero e tal...

A cena independente, é claro, resiste. Com muita gente nova e muita gente boa. Mas, mais uma vez, parece que existe um abismo entre essas bandas novas e aquelas já consolidadas. Fica difícil romper essa barreira e conseguir criar um público, fazer um nome, se profissionalizar e viver de música. A maioria delas acaba tendo que tocar e manter outras fontes de renda paralelas..


FMZ: E hoje, aqui pela área, como lhe parecem as coisas?

Xharles: Por aqui, na minha opinião, as coisas não mudaram muito nos últimos anos. Vi alguns espaços fecharem as portas, outros novos surgirem e alguns que se mantem ativos por um longo tempo, mesmo com tantas dificuldades. Afinal, musica, ainda mais independente, nunca deu muito retorno financeiro. E assim como os músicos, os produtores e donos de estabelecimentos que optam por esse caminho, o da música autoral, faz isso mais porque gosta do que propriamente por dinheiro. E acaba, meio que, representando uma especie de resistência cultural.

Em vejo muita gente daqui da região tentando movimentar as coisas, se mobilizar. Em alguns momentos sinto que a quantidade de eventos diminuiu, em contrapartida vejo bandas na ativa, já de longa data que continuam tocando e uma galera nova muito boa chegando também. Gente como o Guilherme Gak, Ian Veras, o Cromarik, Pessoas Como Nós, Abacaxi Lunar, e mais um monte de gente nova que tem feito shows por aí. Alguns já com material bem gravado, levando uma galera nos seus shows e tudo mais. Infelizmente, como disse, os espaços pra música autoral e independente por aqui são poucos. E nem sempre se tem uma estrutura bacana, mas sempre foi assim e acho que enquanto esse tipo de som não for algo que dê muito lucro, dificilmente vai se ter um investimento por parte dos donos dos espaços, que mude esse contexto. Então acaba tendo a necessidade, muitas vezes, dos próprios artistas se mobilizarem e fazer com que as coisas aconteçam da melhor maneira possível, pra conseguir mostrar seu trabalho.


FMZ: Sobre a Incrível Mart: vê alguma possibilidade da banda se reunir algum dia? Se vê tocando com banda ainda?

Xharles: Mantenho contato com todos da banda, e agente sempre conversa sobre essa possibilidade de voltar a fazer um som juntos! Todos tem essa vontade. Ultimamente, principalmente, temos falado muito nisso e estamos tentando marcar uma reunião. Esse ano a banda completaria 18 anos, já que começamos em 1999 e, até por isso, pensamos em fazer alguma coisa. Agora, se será algo apenas comemorativo, em razão do aniversário, quem sabe um show com alguns sons antigos, ou se poderia vir a a tornar algo mais contínuo, talvez produzindo material novo, não sabemos. Eu acho a primeira hipótese mais provável. Até porque é mais complicado hoje em dia pra todos da banda conseguir conciliar suas coisas pessoais, trabalho, família, etc... Pra se ter uma periodicidade com a banda, ensaios, shows e tudo mais fica meio complicado.

Eu gosto da ideia de tocar com banda, estar entre amigos , fazer um som. Poder dividir isso com outras pessoas que acreditam no som que vocês fazem juntos, e depois vão olhar pra trás com orgulho daquilo que fizeram. Isso tudo é bem legal. Mas ao mesmo tempo, dá bastante trabalho. E hoje em dia acaba sendo mais complicado administrar essa logística do tempo e disponibilidade de cada um. Ainda mais sendo algo que, a princípio, não teria um retorno financeiro.


FMZ: Durante uma época você deu as caras em tudo quanto foi evento, sarau, dividiu o palco com poetas e bandas de tudo quanto era estilo. Ainda se sente com o mesmo pique?

Xharles: Verdade, entre 2013 e 2016 eu rodei bastante por aí! E depois dei uma parada. Pode parecer desculpa esfarrapada, mas nem é propriamente uma questão de pique, é mais uma questão de escolha mesmo. Eu sempre tive essa vontade de sair tocando por aí! Ir aonde fosse possível. Se dependesse de mim rodava o mundo com minha viola. Queria ter essa experiência de viver quase como um músico de rua, tocar pelas praças e onde mais fosse possível, compartilhar minha música em diferentes locais, com o maior número de pessoas e ambientes diversos. Toquei em moto clubes, teatros, praças, bares, entre músicos de diversas vertentes e poetas. E isso foi uma experiencia incrível, muito rica , que levarei pra toda vida. Foi muito importante.

Eu estava num momento aonde precisava sair da coisa virtual e levar o meu som pra fora de casa e da Internet. E valeu muito a pena a experiência. Mas é algo que também foi cansativo. Passei muito tempo fora de casa. A coisa tava muito frenética e isso também tinha um custo já que na maioria dos casos, além de não receber nada pra tocar, ainda tinha as despesas de consumação e transporte. Então agora, não por falta de pique, mas por opção mesmo, resolvi levar as coisas com mais calma. E também poder focar em outras coisas, como gravar meu som. Ainda não tenho nenhuma gravação oficial do meu trabalho solo, com uma qualidade bacana e tal, e agora to querendo conseguir fazer isso


FMZ: Esse material novo que está gravando, pretende apresentar ele ao vivo?

Xharles: Pretendo sim, algumas eu já toco faz tempo nos shows. O repertório dos shows sempre varia muito, mas eu devo tocar essas que to gravando sim. Provavelmente mudando algumas coisas do arranjo, até pra adaptar pro formato acústico, já que no show ainda é só voz e violão. Mas isso de mudar os arranjos já é algo bem frequente no meu trabalho .


FMZ: Qual o último melhor disco que você ouviu? Favor comentar.

Xharles: O “Black Star”, do David Bowie é um disco denso, forte, com uma sonoridade bem experimental em alguns momentos! Me soa meio Jazz até, e por ter sido gravado quando ele se tratava de um câncer e lançado pouco antes da morte dele, o disco acaba tendo um certo tom de despedida em alguns momentos. , Eu achei um trabalho incrível! E de nacional, eu colocaria o mais recente da Elza Soares: o “A Mulher do Fim do Mundo”, um disco bem experimental, que flerta com diversos estilos, do Samba ao Rock, com arranjos muito bem feitos e letras contundentes, que tratam muitas vezes de temas delicados como a violência doméstica sofrida pelas mulheres . Um excelente disco!

Ah! E nos dois casos fica meio evidente a experimentação musical, com timbres e sonoridade eletrônica contrastando com guitarra e outros instrumentos convencionais! Nada muito novo, mas em ambos os casos feito com extremo bom gosto!


FMZ: Dylan, Billy Corgan, Chico, Tom York... Esses caras ainda tem lugar especial em sua playlist?

Xharles: Com certeza! E sempre terão! Esses e mais alguns outros nomes que você não citou fizeram parte da formação da minha identidade musical. São a minha linha de frente, por assim dizer! Apesar de estar sempre procurando conhecer e escutar coisas novas acho que não fico uma semana sem ouvir algum som de um desses nomes!


FMZ: Tudo que tem acontecido no país ultimamente, de alguma forma, afeta sua produção artística? Acha que a classe artística deve se envolver, se posicionar? Como percebe isso nas redes sociais, por exemplo?

Xharles: Acredito que de alguma forma todos somos afetados. Mas não sei dizer se tem uma interferência direta na minha produção. Sinto esse clima de tensão e descontentamento que, independente da opção partidária, parece meio que geral no país nos últimos tempos. Não sei se de alguma forma isso se reflete na minha música, talvez não. Talvez seja um incômodo que sinto na minha vida pessoal, que de certa forma não expresse nas minhas letras, talvez pela forma como construo minhas canções. Sei la, penso que trate de temas mais introspetivos e pessoais e acabo não falando dessas coisas mais gerais, que acontecem e afetam a mim e todos ao meu redor. Ou, se falo, é por metáforas, de forma pouco direta, tão subjetivas que se eu não explicar, com certeza, passaria desapercebido da maior parte das pessoas.

Nesse contexto eu acho importante a classe artística se envolver e se posicionar, sim. Não só a classe artística, como todo povo em geral. Acho importante que hoje tenhamos essa liberdade e esse direito de poder nos manifestarmos, protestar e lutar pelas causas que lhe são justas, mesmo que ainda existam barreiras e setores que tentem minar e coibir essa liberdade.

Eu não diria que um artista, ou seja la quem for, tenha a obrigação de levantar bandeiras ou se posicionar de forma direta, como uma espécie de liderança, pelo simples fato de ser uma pessoa "pública" ou coisa do gênero. Que exista essa cobrança por ele ser o que chamam de "exemplo ", formador de opinião, ou coisa do tipo; Acho que as pessoas deveriam pensar por conta própria e lutar pelo que acreditam, independente do que eles e a mídia dizem acho que as pessoas deveriam procurar se informar mais. Estudar pra não acabarem sendo manipuladas e servindo de massa de manobra pra esses mesmo bando que há séculos controla o país.

Nas redes sociais eu sinto que, atualmente, ta tudo muito polarizado e todo mundo muito a flor da pele. Passamos por um momento difícil, sombrio, onde ainda surgem vozes pedindo coisas absurdas como a volta da ditadura militar. Principalmente escondidos sob o anonimato que muitas vezes a internet oferece. Vejo muito radicalismo, gente que ataca um artista “x” e diz que era fã, mas jogou seus discos fora por causa de sua posição política, que exclui alguém por discordar de sua opinião. É claro que ninguém é obrigado a conviver, ainda que num ambiente virtual, com alguém que defende valores que você abomina. É compreensível você excluir um nazista de sua rede de amigos. Agora excluir alguém porque votou no candidato adversário do seu, ou porque discordou de você numa postagem numa rede social me soa uma atitude um tanto extremista e desnecessária. Eu acho possível e necessário que exista um diálogo. Enquanto a população se divide entre coxas e mortadelas e se ataca, e não se entende como o responsáveis por isso, os "chefes do restaurante", que fizeram esses quitutes estão juntos, sem nenhuma cerimônia cozinhando e garfando toda a população.


FMZ: É isso. Valeu por mais essa entrevista! Se não me engano é a terceira..rsrsrs Recado final?

Xharles: Verdade! Se não me engano, a primeira foi ainda na época do Incrível Mart, quando tínhamos acabado de lançar o CD "Projeto Secreto e O Grande Circo Místico". A segunda assim que comecei a tocar sozinho. Ou seja, sempre em momentos cruciais da minha caminhada com a música. E agora, mais uma vez num desses momentos, quando estou prestes a lançar meu primeiro single e vídeo oficiais, do meu projeto solo. Queria agradecer por mais uma vez abrir espaço pra eu falar de minha música, e por sempre apoiar e ajudar na divulgação do meu trabalho. E agradecer também a todas as pessoas que de alguma forma acompanham e torcem por mim, e que gostam do meu som! Então é isso! Até uma próxima! A gente se vê por aí.

Confira o novo single de Xharles (lançamento Kbça Discos):

Links, novidades e muito mais sobre Xharles em sua página no Facebook.

foto: Latitude Zero Prod.

Sangue Azul Na Praça Vermelha :: Domingo

por: Rafael A.

Domingo gelado, de chuva fina. Frio incomum pra época do ano. Mas há quem goste. O frio era desnecessário, mas lhe faziam falta uns domingos como aqueles, vez ou outra. Manhã cinzenta que lembra Radiohead, Siouxsie & The Banshees e umas bandas meio obscuras dos 90's. Fica tudo meio que preto e branco. E, claro, não seria tao legal não fossem as ruas vazias e silenciosas de pano de fundo pra música que sai dos fones de ouvido. O sábado tedioso já passara; rápido, veloz e quase imperceptível. O silêncio de depois do almoço empurra pra rua.

Era reconfortante vagar pelas ruas do bairro naquele horário. Ninguém parecia querer ir pra rua com o tempo daquele jeito. Alheio à pizza, ao chopp do começo da noite, à festa e ao tédio da contagem regressiva pra outra semana começar, foi pra rua. E teve o conforto de que precisava. O povo da Califórnia não parecia encaixar com a paisagem vazia, morta. Melhor voltar pros ingleses! Em determinado ponto do caminhar sem destino,.os passos cansados de nada perdiam um pouco do sentido. Melhor procurar um bar. Melhor ir pra longe.

Tentando forçar resoluções pra semana, pro mês, pra vida, achou melhor esperar. Lembrou que não se deve tomar decisão alguma antes da primeira cerveja chegar, do brinde solitário na garrafa e do primeiro gole. No final das contas, esse tipo de resolução quase sempre sofre alterações com o acumular de garrafas na mesa. E quase sempre se abandona o planejamento, por fugir demais da ideia original. Era carnaval, ou o final dele. Aquele final de semana depois da quarta-feira de cinzas. Quando ainda tem gente tentando salvar o feriado, forçar um pouco mais do êxtase coletivo, ou forjar uma recordação pro decorrer do ano.

Nem havia percebido o quanto havia andado. Estava longe de casa e seu time jogava na TV. Boa desculpa pra permanecer em sua mesa. Terminada a partida, era hora de voltar a seus pensamentos, observar o bêbado de lugar cativo no bar, a aposentada, a solteira, os ativistas aos berros entre brindes, e os foliões atrasados que preferiam se manter bêbados, se agarrando ao último fio de felicidade. Uma felicidade que só voltaria daqui a um ano. Mais uma saideira! Nem que fosse pra esquecer que, no fundo, fazia o mesmo que os bêbado que passavam. Só o fio de felicidade (ou seria de paz?) que, no seu caso, tinha um prazo mais curto (afinal de contas, em uma semana, outro domingo chegaria).

Fim da transmissão na TV, voltava a programação de domingo. Preferiu voltar pro seu Radiohead. Mas não sem antes perceber que a mesa do pessoal politizado, ao seu lado, já havia sido tomada por acusações, dedos apontados e teorias das mais diversas e, por vezes, estapafúrdias. Até tinha um lado pra abraçar na discussão, mas não ali, não depois de tantas cervejas já terem passado por sua mesa. Um pouco de notícias? O rádio ainda repercutia o pacote de medidas covardes do governo que tomara o poder a força, meses atrás. Em meio à folia e analises parciais dos comentaristas, era como se boa parte das pessoas passando por ali não se importasse. Mas quem poderia saber, né?

O “Kid A” ainda parecia a opção mais razoável pra acompanhar a saideira. A terceira ou quarta, algo em torno disso. A morbidez da paisagem da tarde já desaparecera há tempos. A noite de domingo era a última chance pra alguns. E apenas mais uma noite de domingo pra ele. Lembrou da falta de perspectiva de um país entregue ao inimigo. Pensou na covardia de uns, na cara de pau de outros, em sua própria ignorância e impotência diante da realidade que passava trocando as pernas a sua frente.


Afinal de contas, basta baixar a cabeça e tomar pra si as rotinas de um futuro que não se escolheu. Basta confiar no cara da TV, no Estado, no salário que o patrão paga ou seja lá no que for, e seguir em frente. Basta se entregar ao processo, e acreditar. Seguir viagem. Impotente, impassível e adaptado à rotina da realidade que lhe cabe. Mas pra ele (e, quem sabe, pros foliões combalidos na calçada), ao menos ali, naquela mesa, nos seus fones, na paisagem moribunda daquela tarde, naquela realidade inventada e friamente calculada, era ele quem mandava.

sábado, 25 de março de 2017

Metallica Pub :: Noite de Stoner e Rock'n'Roll em SG!

por: Rafael A.

Este fanzine insiste: o espaço underground mais clássico em atividade na Região! Aliás, hoje é sábado! E, pra nossa sorte, logo mais tem barulho da melhor qualidade no bairro Porto Novo! O Metallica Pub recebe o Stoner Rock da banda Hungry Jacklz (foto) e o Rock'n'Roll da Mãe Joana a partir das 20h! Só chegar, ok? A entrada é franca e a cerveja sai a preços justos! Lembrando que o Metallica Pub fica na Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ. Informações na página do MP no Facebook.

foto: Divulgação

sexta-feira, 24 de março de 2017

Xarles :: Compositor gonçalense com novidade no Youtube!


por: Latitude Zero Prod.

O compositor Xarles (foto), de São Gonçalo/RJ, está com material novo circulando por aí! Foi lançada ontem, via Kbeça Discos, a nova versão de “Ilha das Flores”! Originalmente lançada no primeiro EP do Projeto Mosquitos, que contava com Xarles e, o editor aqui do FMZ, Rafael A., a música reaparece com nova roupagem, e participação do mesmo na guitarra. A produção ficou a cargo de Felipe Kbeça! E, fiquem ligados que, em breve tem entrevista de Xarles, aqui no FMZ, ok? Segue a nova versão de “Ïlha das Flores”:


foto: Latitude Zero Prod.

domingo, 19 de março de 2017

Chuck Berry :: 1926-2017


por: Rafael A.

Vale nota atrasada? Acho que sim... É só pra lembrar que, desde ontem, o nosso Rock'n'Roll e a música ficaram um pouquinho mais tristes. Sabe quando você ouve essas notícias, assim de sopetão, no rádio e pensa “cara, não vai sobrar ninguém..”? Bom, entre os fãs do jovenzinho aí da foto estão (além de você e eu) só, Beatles e Stones. Ou seja, nem precisa se dar o trabalho de escrever muito. Só pra constar neste fanzine, e render as devidas (e merecidas) homenagens, ok? Morreu ontem, aos 90 anos, Charles Edward Anderson Berry, o Chuck Berry.




Foto: Divulgação 

sábado, 18 de março de 2017

Metallica Pub :: Café Tormenta de volta a SG logo mais!

por: Rafael A.

Hoje é dia de bater ponto em nosso bom e velho Metallica Pub! Os cariocas da (ótima) banda Café Tormenta (foto) atravessam a ponte e retornam ao espaço do bairro Porto Novo pra um super show, a partir das 20:30h! Com influências que vão do Stoner Rock ao som psicodélico, a banda formada em 2010 promete um senhor show, sábado no Metallica Pub! Como sempre, a entrada é franca. E a casa ainda promete a maior promoção de cervejas do ano! Já viu, né? Nada de ficar em casa! O Metallica Pub fica na Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ. Informações no Facebook do Metallica Pub.

foto: Mixter Mixtermixter

sexta-feira, 17 de março de 2017

Artigo :: Desde Aquele Dia


por: Rafael A.

Já se vão mais de trinta anos desde que 'os darks de branco' (assim chamou alguém da imprensa, na época) deram as caras no cenário do BRock 80. Vindos de uma terra distante, estavam 'longe demais das capitais' (assim se chama seu primeiro álbum, lançado em 1986) pra não causar espanto. Ou, ao menos, soarem meio perdidos em meio a tantos nomes de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

No final das contas, só o Rock Gaúcho seria capaz de apresentar ao Brasil uma banda como essa. Garotos da Rua, De Falla, Os Replicantes (coisa mais linda!), TNT... e Engenheiros do Hawaii! Esse era o time do pau de sebo (chamavam assim na época, depois virou coletânea... rs) Rock Grande do Sul (1985)! Assim a banda de Humberto Gessinger (foto) aparecia para o Brasil.

No segundo álbum, assim como no álbum de estreia, vieram hits! Mas não foi só isso. “A Revolta dos Dândis” (lançado em 1987) trazia também o que viria a se tornar a formação clássica dos Engenheiros do Hawaii. Gessinger (deixando a guitarra e indo pro baixo e voz), Licks (espetacular guitarrista) e Maltz (batera idem). GLM, assim ficou conhecida. Anos mais tarde, a sigla viraria nome de disco, inclusive.

Foi por essa época aí, que este que vos escreve teve o primeiro contato com a obra de Humberto Gessinger. Primeiro num CD coletânea do tipo “as melhores de..”, depois no citado “GLM” (1992), depois de ouvir e ser devidamente esbofeteado por “Ninguém = Ninguém”! A audição na Transamérica FM me valeria não só mais uma banda pra desvendar, descobrir, esmiuçar, mas apresentava ao, então, pré adolescente aqui Kafka, Orwell e mais um monte de gente!

Ah sim! As citações! Niemeyer, Ferreira Gullar, Pink Floyd, Sartre.. Uau!! O baixista e vocal Humberto não viria a se tornar escritor, anos depois, à toa. O texto do cara é incrível! Tão incrível quanto as viagens de álbuns como “O Papa é Pop” (1990) e “Várias Variáveis” (1991), favoritos deste que vos escreve junto com o disco azul (o GLM que falei aí em cima). Discos com começo meio e fim. Citações, músicas que reaparecem, volta pra cá, sai de lá e completa lá na frente! Coisa de fã de Rock Progressivo, claro!

A formação GLM se desfez (mas não sem antes deixar o sensacional “Filmes de Guerra, Cançoes de Amor”, de 93). Veio o (lindo) “Simples de Coração” (1995), o projeto Humberto Gessinger Trio (1996) e outros álbuns dos Engenheiros do Hawaii com formações que mudavam, mas, enfim... O cara, ele, Humberto Gessinger, sempre esteve ali, lembrando a gente que, de alguma forma, a obra dos Eng Haw continuava viva, se transformando. Ah, claro: “Minuano” (1997), “Surfando Karmas e DNA” (2002) e “Dançando no Campo Minado” (2003) são discos que valem a pena serem ouvidos, hein?

Anos mais tarde, em épocas de redes sociais, blogs e perfis, reencontro o Sr.Humberto Gessinger, já devidamente de posse de uma carreira de escritor e um trabalho solo e tanto! Ao lado de Duka Leindecker, da ótima (e também gaúcha) banda Cidadão Quem, Humberto se lança no formato power duo (assim ele chamou) Pouca Vogal. Lindo de se ouvir! E a obra seguiu em frente com “Insular” (2013) e “Louco Pra Ficar Legal” (2016), agora sim, lançados como álbuns solo de Humberto Gessinger. Mais belas canções...

Hoje, com o advento das mídias digitais, plataformas e tudo o mais, fica fácil perceber que o eterno líder dos Engenheiros do Hawaii, além de letrista de primeira e escritor, é também um senhor multi instrumentista! Uma série de twitcams (ainda se faz isso hoje em dia?) revisitou todos os álbuns de sua antiga banda, há um tempo. Mais que isso, serviu pra deixar muita gente de boca aberta, com Gessinger tocando tudo quanto era instrumento!

E mesmo as canções da época de Eng Haw, quando reaparecem em sua carreira solo, surgem com nova roupagem. 'Variações de um mesmo tema', formas e mais formas de contar uma 'história repetida'. E se a história é boa...

Este que vos escreve teve o prazer de assistir a shows dos Engenheiros do Hawaii e Humberto Gessinger solo! Mas a formação GLM, não deu tempo. Me atrasei, ou... vai saber, talvez nem tivesse idade pra ir a um show se tivesse conhecido a banda antes. Mas ainda sou capaz de me surpreender quando conheço alguém dez anos mais jovem, que descobriu os Engenheiros do Hawaii nos últimos trabalhos da banda. Ou conheceu primeiro o Humberto escritor, ou através do Pouca Vogal, enfim...

Logo mais, tem capítulo novo dessa história, que começou lá nos anos 1980, sendo escrito. Humberto Gessinger e sua banda (um trio, dessa vez) celebram os trinta anos de “A Revolta Dos Dândis”! Trinta anos de “Infinita Highway”, de “Os Guardas da Fronteira”, “Terra de Gigantes” e “Desde Aquele Dia”, que batizou a turnê que estreia hoje aqui no Rio de Janeiro!

E a turnê não vem só. O gaúcho traz na bagagem um novo compacto! Isso, um vinil! Contendo três músicas e batizado de Desde Aquela Noite, o novo trabalho de Gessinger traz três canções compostas em parceria com outros artistas, que ainda não haviam sido lançadas pelo músico. A saber: “Alexandria” (com Tiago Iorc), “O que Você Faz a Noite” (com , do Barão Vermelho) e “Olhos Abertos” (com o Capital Inicial). Tanto disco novo, quanto turnê, podem ser considerados uma celebração. Uma celebração à longevidade de um artista, de uma obra...
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Uma longevidade da qual só quem deixou a cartilha de lado poderia desfrutar. O segredo, talvez, tenha sido ignorar as regrinhas, o jeito certo, a hora certa de lançar um disco, o formato que uma canção deve ter pra fazer sucesso... Como o próprio Humberto disse, certa vez numa entrevista, ele nunca foi a bola da vez. Olha... sorte nossa, Sr.Humberto Gessinger! Melhor alguém “vindo de outros tempos, mas sempre no horário” que uma “eternidade da semana”.


Serviço:
17 de março :: quinta-feira :: 22h
Humberto Gessinger
Local: Vivo Rio
End. Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo, Rio de Janeiro/RJ
Ingressos: R$100 a R$150 / Classificação: 18 anos. / Informações

foto: Divulgação

quinta-feira, 16 de março de 2017

Test Drive de Buteco :: Café e Bar Sassarue


por: Rafael A. 

E olha que ainda tem bar com cervejas a preços razoáveis pras bandas da Zona Sul carioca, hein?! Este Test Drive rolou por acaso. Na volta da primeira corrida deste que vos escreve (não confundir o editor com um atleta, ou coisa parecida, ok?), procurando um lugar pra uma cerveja solitária, afim de celebrar a ocasião. E o Café e Bar Sassarue estava lá! Bem no comecinho da Voluntários da Pátria. Cervejas ali em torno dos R$8 e tira gostos um pouco mais carinhos, por assim dizer. O da foto saiu por R$7....Vale pelo preço das cervejas, ok?

Serviço:
Café e Bar Sassarue :: Rua Voluntários da Pátria, 1, Botafogo, Rio de Janeiro/RJ


foto: Rafael A.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Dia de Luta :: Ato contra Reforma da Previdência no Rio

por: Rafael A.

Logo mais, no Centro do Rio, acontece ato contra a Reforma da Previdência! A manifestação, que acontece em todo o país, tem atos programados a partir das 7h, se estendendo por todo o dia, em todo o Brasil. Em capitais como Cuiabá/MT, Vitória/ES, Brasília/DF, São Paulo/SP e outras, conforme no flyer, haverão protestos contra o que poderá ser um dos piores e mais covardes legados da era Temer. No Rio de Janeiro, o ato está marcado para a Candelária, no Centro do Rio, a partir das 16h. A Igreja da Candelária fica na Praça Pio X, s/n, Centro, Rio de Janeiro/RJ. Compareça!


Arte: Frente Brasil Popular

domingo, 12 de março de 2017

Agenda :: Dia de Grunge no República Pub!


Tem evento com apoio do FMZ, logo mais, no República Pub, em São Gonçalo! Bandas e fãs do som dos anos 1990 batem ponto no espaço localizado no bairro do Paraíso, a partir das 16h.! A Smoking Rats lança seu CD e comanda a festa ao lado de Frogslake (foto) e outras! De olho no serviço, logo a seguir. E nos vemos logo mais!

Serviço:

12 de março :: domingo :: 15h

Grunge Forever - 4º edição

Shows:
FROGSLAKE
DOIS-PONTOS
PUMKINHEAD
IN FLUVIUS
SMOKING RATS

Local: República Pub & Barber Shop
End.: Rua Comandante Ari Parreiras, 1865, Loja 01, Paraíso, São Gonçalo/RJ
ENTRADA FRANCA / Informações

foto: Renata Araújo

quinta-feira, 9 de março de 2017

Test Drive de Buteco :: Bar Peixe Frito

por: Rafael A.

Quando falamos aqui do Bar Oswaldo Cruz na Lapa, na semana passada, disse que a coluna voltaria a esse cantinho do bairro mais boêmio do Rio, lembram? Sendo assim, aqui vai mais uma dica de botequim pra tomar umas e atacar uns tira gostos! O Bar Peixe Frito fica ali na Rua do Rezende, pertinho de outros bares com nomes similares. Mas os preços aqui são mais convidativos. Nem precisa dizer que a especialidade da casa são os frutos do mar, né? Destaque absoluto pra porção de sardinhas fritas (foto)! Uma maravilha que sai por R$36 e desce muitíssimo bem com as cervejas, que tem preços girando ali pelos R$8. E acreditem se quiser, ainda tem mais bares ali pela área! Como já disse aqui: vale a pena uma visitinha a esse cantinho pouco badalado da Lapa, ok?!

Serviço:
Bar Peixe Frito :: Rua do Rezende, 166, loja B, Lapa, Rio de Janeiro/RJ / Informações

quarta-feira, 8 de março de 2017

8 de Março :: Manifestação no Centro do Rio


por: Rafael A.

Tem manifestação pelo 8 de Março no Centro do Rio! Com concentração agora às 16h e saída às 18h, da Igreja da Candelária, o evento acontece como parte da Greve Internacional de Mulheres (8M), promovida hoje ao redor do mundo para marcar o Dia Internacional da Mulher. O lema do braço carioca da greve é: “NEM UMA A MENOS! CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E TRABALHISTA!” Informações e links (muito úteis) para saber mais sobre a paralisação mundial de mulheres, na página do evento, no Facebook.

Arte: 8M Rio

terça-feira, 7 de março de 2017

Metallica Pub :: Noite de pancadaria em São Gonçalo!


por: Rafael A.

Sábado tem barulheira da melhor qualidade no bairro do Porto Novo, em São Gonçalo! O espaço underground mais clássico da cidade recebe quatro shows a partir das 20h e, como sempre, a entrada é franca! Fazendo um som, os cariocas da banda Kröstah (foto) dividem a noite com a gonçalense Sem Nada! As bandas Ritchie Militchero e Atestado de Óbito completam o time! O Metallica Pub fica na Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ. Prestigie! Mais sobre o Metallica Pub aqui.

foto: Feira Moderna Zine

segunda-feira, 6 de março de 2017

Trilhas & Afins :: Costão de Itacoatiara


por: Rafael A.

Inaugurando nossa coluna de trilhas, cachoeiras, passeios e afins! E começando com um passeio que, dizem, nove entre dez niteroienses já fizeram ao menos uma vez: a subida do Costão de Itacoatiara. Trilha relativamente fácil. Um trecho de trilha, propriamente dita e, ao final do mesmo (onde também se pode acessar a Trilha do Bananal), a subida pela pedra. Esta segunda parte talvez seja o único momento realmente cansativo, pra quem não é acostumado. Chegando lá em cima, a recompensa é uma vista incrível das praias da Região Oceânica de Niterói, Pedra do Elefante e praias de Maricá. Vale Muito a pena, hein?

Serviço:
Costão de Itacoatiara (Parque Estadual da Serra da Tiririca) :: Rua das Rosas, 4, Itacoatiara, Niterói/RJ / Informações

foto: Rafael A.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Test Drive de Buteco :: Café, Bar e Restaurante Oswaldo Cruz

por: Rafael A.

Quer tomar uma cerveja a um preço justo, em plena Lapa carioca? Então, a esquina das ruas André Cavalcanti e Rua do Rezende é o lugar certo pra você dar um tempo numa ida ao bairro mais boêmio da Cidade Maravilhosa! Cervejas de 600ml com preços girando em torno dos R$6,50, por aí (pra quem conhece os preços da Lapa, sabe que é quase um foco de resistência). E bem nessa simpática esquina fica o Café, Bar e Restaurante Oswaldo Cruz. Como todo boteco deve ser, com opções de tira gostos devidamente expostas no balcão! Apesar de devidamente encantado pelo fígado de lá, o carro chefe é mesmo a Batata Calabresa (foto). Boa, bonita e barata, além de combinar muitíssimo bem com a pimenta da casa. Vale a visita! E, olha... Algo me diz que a coluna voltará a dar as caras nesse cantinho pouco badalado da Lapa, hein?

Serviço:
Café, Bar e Restaurante Oswaldo Cruz :: Rua do Rezende, 129, Lapa, Rio de Janeiro/RJ


foto: Rafael A.

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