terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Artigo (ou coisa que o valha) :: O que é underground??


por Rafa Almeida

Todo mundo que em algum momento da vida frequentou ou se envolveu com a cena underground, qualquer que seja a vertente, já ouviu a pergunta que dá nome ao presente artigo. Pergunta aparentemente simples, mas que quando precisamos responder traz à mente tantas questões, que nos vem todo tipo de resposta. Menos a que gostaríamos de dar...

Seria bastante simples falarmos de underground como o universo das bandas e selos independentes, os shows pra meia duzia de interessados, fanzines e por aí vai. Mas assim estaríamos falando apenas do underground como conhecemos. Ou ao menos a minha geração conheceu, lá pelos anos 1990. A rede de contatos e troca de materiais via correspondência, afinidades que surgiam de gostos tão específicos (mas tão específicos!), que tínhamos a sensação de que nós e a pessoa com quem trocávamos carta éramos os únicos que conheciam determinada banda ou estilo!

É muito comum esquecermos que o cenário descrito acima remete apenas à uma vertente do underground. Ou, ao “underground roqueiro”. E de alguma forma, isso dá pistas do porquê de tanta gente com ideias conservadoras terem “surgido” no meio de uns tempos pra cá. Mas aí já é outra história... Voltando: tratar underground como um emaranhado de cenários culturais alternativos que podem ou não se cruzar em algum momento seria o mais correto. Porém, isso torna achar uma definição para “underground” uma tarefa bastante árdua.

O que não é consumido pelo mainstream (show business, universo pop, cultura de massa...), que não é difundido pelos grandes veículos de comunicação ou simplesmente dialoga com um público específico demais para ser levado em conta pelo mercado é underground, correto? Sim. Mas depois que a humanidade desaprendeu a viver sem internet e as redes sociais tomaram conta da vida de todos (ou quase todos), ficou meio difícil estabelecer um limite entre o que é underground e o que é mainstream.

Considerando que toda a produção artística que não esteja sob os holofotes da grande mídia possa ser classificada como “underground”, não é muito difícil identificar certas diferenças entre underground e mainstream. Tipo: “seu amigo poeta no Facebook x poeta homenageado na FLIP”, “a banda de seus colegas de faculdade x atração do palco mundo do Rock in Rio” ou “o grafiteiro do bairro x o cara que expõe na galeria de Nova York”. A lista é grande: “cena clubber x dance music” (ao menos nos 90's), “sertanejo universitário x sertanejo de raiz”, “Punk de subúrbio x banda Punk que assinou com gravadora” e por aí vai... Fato é que com o advento da internet toda essa discussão ficou muito mais complicada

Se por um lado o mundo virtual trouxe consigo uma gama de possibilidades quando o assunto era distribuir ou apresentar sua obra ao público, o artista sem recursos ainda levaria um certo tempo pra sacar que sem investimento nada aconteceria. Sua música, poesia ou sua HQ poderia chegar a qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo com um apertar de botão. Mas isso não queria dizer que um número substancial de pessoas se interessaria por sua obra. De alguma forma, se falava pra mais gente, sim. Mas daí a essa exposição ser o bastante pra levar alguém ao mainstream, era outra história.

Ainda sobre a grande rede (é, sou velho...). É estranho pensar que mais facilidade na comunicação e na difusão de determinada produção cultural não fez com que certos cenários crescessem, mas sim com que se isolassem. Vejamos: quanto mais as redes sociais se popularizavam, mais as pessoas se isolavam. Ou se fechavam em suas bolhas. E esse movimento não se limitou ao ambiente político. Cada vez mais os eventos underground ficavam mais restritos a seus nichos, ou ao círculo de amigos dos artistas que deles participavam (ok... há exceções).

Ao mesmo tempo que se via o abismo entre os dois mundos diminuir (com a comunicação facilitada), era como se underground e mainstream de alguma forma se afastassem. Estranho, ? Surgiram artistas/cenas intermediários. Algo como uma galera com um mínimo de estrutura e investimento suficientes para lhes dar destaque em sua cena, mas não o suficiente para fazer dessa galera mainstream. E alguns aspectos comuns aos dois universos contribuíam pra isso.

B.Negão cantou certa vez no Planet Hemp que: ”Underground ou mainstream, a maioria age igual pra mim. Caminhos diferentes que levam pra um mesmo fim”. O trecho é certeiro! Apesar da diferença de estrutura, investimento e popularidade, há aspectos que se referem a ambos os universos. Concorrência, puxadas de tapete, egos inflados e toda sorte de exemplos do que de pior habita o ser humano são facilmente identificados em qualquer cenário, independente do valor do cachê (e olha que às vezes nem há cachê!).

Ainda assim, há quem defenda que todo artista underground sonha em ser mainstream. Nunca fez muito sentido pra este que vos escreve. Afinal de contas, de poetas a bandas Punks, passando por artistas plásticos, há cenas e movimentos culturais que sempre fizeram questão de se manter longe dos holofotes. Seja por convicção filosófica, necessidade artística, opção de mercado (até isso é possível, e faz todo sentido!) ou por vaidade, pura e simplesmente.

Underground tem a ver com posicionamento político? No entender deste que, atabalhoadamente vos escreve, tem sim! Mas calma! Não me refiro a militância partidária, nem nada do tipo. Isso pode haver, ou não. Mas entendo que cenários que existem à parte da cultura de massa e são, na maioria das vezes, mal vistos e incompreendidos pelo ”mundo lá fora” deveriam adotar uma postura libertária, a favor da diversidade (de todas as formas). Ou, no mínimo, combater toda e qualquer forma de discriminação (aliás, como toda arte deveria fazer). Me parece que seria o mínimo, mas enfim..

Ok! Toda produção artística que está fora da grande mídia é underground. Com isso concordamos, certo? E a internet cagou tudo (no melhor dos sentidos) quando deu ferramentes para que "qualquer um" espalhasse sua arte, ou mesmo que qualquer cultura fosse difundida sem precisar das “vozes oficiais” para tal. Acho que concordamos com isso também, ? Só que, por exemplo, as ferramentas de impulsionamento (chama assim mesmo?) nas redes sociais (entre outros fatores) serviram pra nos lembrar que a grana ainda dita quem aparece mais ou não. E isso dificulta qualquer forma de exposição minimamente democrática, não é mesmo?

Daria pra ficar aqui eternamente listando aspectos que aproximam e afastam o underground do mainstream. Mas como a ideia aqui é tentar uma definição abrangente o bastante pra caber o máximo de cenários, manifestações, movimentos e vertentes artísticas que se possa classificar como underground, melhor não mergulhar tão fundo! Creio que tudo que soa de difícil assimilação, restrito (infelizmente) a pequenos nichos ou que sobrevive longe dos grandes circuitos pode ser chamado de underground! É assim na música, no cinema, teatro, poesia, artes plásticas, literatura e até com grupos políticos!

Sabe o poeta recitando num sarau na praça, o músico se apresentando na barca ou no metrô? Ou aquele show de Rock com um monte de banda se revezando no palco (e você não entendendo nada), o fanzineiro tentando te passar seu zine por uns trocados na porta do bar, a instalação em lugares inusitados (que você não viu anunciada no jornal), o escritor vendendo livros no boca a boca e por aí vai? Tudo isso (e mais um monte de coisas que a gente nem sabe que acontece por aí) é o tal do underground.



foto: poeta Carlos Brunno, de Valença/RJ, em edição do Sarau Feira Moderna (por: FMZ

sábado, 9 de novembro de 2019

Ao Vivo :: Mais um nome pro meu caderninho do BRock 80!


Festival 80
08/11/2019
Praça do Rádio Amador (Niterói/RJ)

por: Rafa Almeida

O Festival 80 é o primeiro de uma série de eventos que comemora o aniversário de Niterói. Até domingo diversas atrações se revezam no palco montado na Praça do Rádio Amador, na Praia de São Francisco. E foi debaixo de uma chuvinha chata que este fã de BRock 80 que vos escreve saiu de casa pra riscar mais um nome na lista de bandas do Rock Nacional da década de oitenta assistidas!

Vai saber o motivo de nunca ter conferido um show do Biquini Cavadão (foto), sendo que sempre achei a banda muito legal... E nem me dei conta de que o show que os caras tem apresentado é baseado no tributo deles ao Herbert Vianna, dos Paralamas! Pontualmente as 22:20h, conforme anunciado, Bruno Gouveia e seus companheiros de banda subiram ao palco! E confirmaram o que já era de se imaginar: que são uma senhora banda ao vivo!

Assim como em outras músicas regravadas pela banda, a obra do líder dos Paralamas do Sucesso recebeu um tratamento e tanto! Da homenagem ao trio carioca “Vital e Sua Moto”, ainda no comecinho da apresentação, mereceu destaque. E claro que os sucessos dos 80 e 90 estavam lá! “Janaína”, “Tédio” e outras apareceram ao longo do show, e botaram o povo pra cantar junto!

Sobre o local do show? Tá bem bacana! Com brinquedos pra criançada, enfim. Só é desagradável essa mania de enfileirar food trucks em tudo que é lugar... Tudo muito caro, completamente fora da realidade. Mas de volta ao que interessa! Até domingo ainda passam pela Praça do Rádio Amador Uns e Outros, Blitz, João Penca e outros. E tem mais shows legais programados até o final de novembro por conta do aniversário da cidade, ok?! Até!


foto: Rafa Almeida

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Ble Galeria :: Espaço recebe a banda Naviloca


por Rafa Almeida

Tem som e artes plásticas no feriado do dia 15 (sexta-feira) na galeria Ble, em Botafogo! O espaço da Zona Sul carioca recebe DJ, expositores e o show da banda Naviloca (foto) a partir das 21h. O som experimental com direito a beatbox e arranjos acústicos da banda carioca dividem a noite com os DJ's Amanda Sarmento e Rodrigo Cadê, a artista plástica Raquel Batista e os manifestos artísticos de AmiChavy. A Ble Galeria e Arte fica na Rua Dezenove de Fevereiro, 184, Botafogo, Rio de Janeiro/RJ. Maiores informações no link.

Conheça a banda Naviloca

foto: divulgação

domingo, 3 de novembro de 2019

Mova-se! :: Escola Bike Anjo comemora 9 anos!


por Rafa Almeida

O Escola Bike Anjo (EBA) completa nove anos de atividades em novembro! Projeto muito bacana que tem como objetivo ensinar a galera a pedalar e difundir a cultura da bicicleta, o EBA acontece em diversas cidades brasileiras. Os eventos comemorativos do nono aniversário do Escola Bike Anjo acontecem entre os dias 15 e 24/11. Em Niterói o “ËBÃO” está marcado para o dia 24! Saiba mais sobre o evento e como participar no link.

foto: EBA Niterói

sábado, 2 de novembro de 2019

SANPV :: Eus


por Rafa Almeida

Sou Eu, que me escondo e me mostro. Sou Eu, por inteiro e em partes. Sou eu imerso em pensamentos, ofegante, transpirando, sem pressa e em paz. Sou Eu, despedaçado. Sou Eu, despido e coberto. Exposto e protegido. Sou Eu contando trocados, pedindo atenção sem querer incomodar. Ansioso, contando as horas, com passo apressado querendo falar. Sou Eu na esquina, fazendo hora, sou eu no bar querendo conversar.

Sou Eu, partes distintas de um todo disforme. Sou eu gritando em silêncio. Sou Eu tirando fotos e mandando recados. Sou Eu, escrevendo cartas que não vou mandar. Sou Eu: metade ou por inteiro. Sou muitos. Partes inteiras e incompletas que insistem em se separar e se reencontrar. Mas ainda sou Eu. Sou Eu em linhas tortas, em textos toscos. Sou Eu: o mesmo.

Sou Eu, pela manhã. Sou eu no fim de tarde olhando o Sol. Meu Sol. Sou Eu, esperando. Engolindo a seco e digerindo devagar. Sou eu aprendendo, errando, me desculpando e tentando. Mas ainda sou Eu. No banco do ônibus, no fundo do poço, debaixo de chuva. Sou Eu na barca esperando pra atracar. Porto seguro pra descansar. Sou eu te lendo e me escrevendo. Sou Eu. E, por fim, sou nós.


foto: Rafa Almeida 

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Audio Rebel :: ACruz Sesper Trio em terras cariocas!


por: Rafa Almeida

Logo mais tem som rolando na Zona Sul carioca! A partir das 20h a Audio Rebel recebe os paulistas do ACruz Sesper Trio e as cariocas Neon Dharmas e Fuck Youth! O Acruz Sesper Trio é um projeto do vocal da clássica banda Garage Fuzz, Alexandre Cruz (voz e guitarra - foto), acompanhado de Fernando Denti (baixo) e Giuliano Belloni (batera). Completam a noite o Pós Punk da Neon Dharmas e o Garage Punk das criaturinhas horrendas da Fuck Youth! A Audio Rebel fica na Rua Visconde Silva, 55, Botafogo, Rio de Janeiro/RJ. Maiores informações no link.

Conheça as bandas: Acruz Sesper Trio :: Neon Dharmas :: FuckYouth

foto: divulgação

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Artigo (ou quase...) :: Biblioteca Para Todos!

por: Rafa Almeida

Este artigo (ou mini artigo, como queiram...) de alguma forma tem a ver com a última publicação aqui no blog do FMZ, sobre o programa RoncaRonca de Mauricio Valladares (leia aqui). Em tempos de sombras e combate a tudo que remeta à arte, cultura e informação, toda e qualquer forma de nos aproximarmos e trocarmos coisas que nos façam bem é válida! Sendo assim vale falar aqui neste fanzine sobre a Biblioteca Para Todos, no bairro da Boa Viagem, aqui em Niterói.

Opa! Não se trata de nenhum projeto bancado ou apoiado pela Prefeitura da Cidade, pelo governo do Estado (muito menos...rsrs), ou iniciativa privada. Ela é exatamente como na foto aí em cima (ou ao lado, enfim). Uma caixa presa a um poste com os dizeres “Biblioteca Para Todos” e “Preserve”. E até onde pude compreender (me lembro de alguém me explicando no Instagram), funciona assim: qualquer um pode deixar seus livros novos ou usados por lá. Bem como pegar algum que esteja por lá e levar pra casa. Neste caso é de bom tom devolver para que outros possam ler também, creio eu!

Obviamente, não faço a menor ideia de como a Biblioteca Para Todos foi colocada lá. Muito menos por quem. Acho que ela já mudou de endereço (ou de poste) mais de uma vez. Mas sempre ali pela Boa Viagem, entre a UFF e a descida pra praia. Seja como for, hoje cedo deixei uma humilde contribuição lá. E lhes digo: a sensação de, em tempos tao estranhos, trocar livros ou disponibilizar leituras pra quem não pode comprar ou pra quem simplesmente gosta de ler, é ótima. É como se, com um gesto simples, encontrássemos (mais) uma forma de resistir às sombras que insistem em pairar sobre nossas cabeças no Brasil de 2019.

Aliás, ao passar pela Biblioteca Para Todos, me veio à cabeça outra questão. Há uns meses tinha uma boa quantidade de livros para doar. Pesquisei bibliotecas populares, públicas, mantidas pela prefeitura ou coisa parecida. E a dificuldade para se ter um e-mail respondido, ou ouvir ao telefone um simples “sim, podemos receber os livros que você tem para doar” é desanimadora. E eis que uma boa alma instala um recipiente de metal num poste, cola um papelão escrito “Biblioteca Para Todos” e salva o meu dia!

Imagino que deva haver outras iniciativas como essa por aí. Aqui por Niterói rola também a Feira Grátis da Gratidão (conheça), evento onde é possível trocar ou doar não apenas livros, mas absolutamente tudo! Se tem algo do tipo na sua cidade, contribua, troque, interaja, preserve. É importante. E pode salvar o dia de alguém! Ao menos o meu foi salvo hoje!

foto: Rafa Almeida

domingo, 7 de julho de 2019

Artigo :: Sobre diversas formas de (re)existir


por: Rafa Almeida

Há tempos sem atualizar isso daqui, né? Pois bem, entre idas e vindas deste fanzine na web, uma das questões que mais atormenta este que vos escreve é: como fazer com que o FMZ ainda soe relevante? Longe de uma solução pra nossa versão online, achar um formato pra internet que minha incompetência tecnológica consiga dar conta ainda é um dilema e tanto.

Sempre atrasado com relação à novas mídias e tecnologias, meu contato com o mundo dos podcasts se deu não tem muito tempo. E foi nesse mundinho maluco de apps e plataformas cheio de coisas bacanas que (muitas vezes) remetem a um tipo de rádio que há muito não se faz que dei de cara com um dos responsáveis por minha mente musicalmente perturbada: o RoncaRonca!

Isso mesmo! O “programinha” de Maurício Valladares (foto) ainda resiste! E o termo correto é esse mesmo: resistir. Conheci o RoncaRonca na virada da década de noventa para os anos dois mil (possivelmente um pouco antes disso). Na época, apesar de modismos pra tudo quanto era lado (inclusive no mainstream do Rock), ainda havia alguma chance de encontrar música alternativa no rádio. E foi na finada Imprensa FM que descobri, entre outros, programas como EP Vanguarda e RoncaRonca.

O primeiro com uma cara mais de “underground carioca”. Rock Alternativo, Hardcore, nessa onda. Aliás, o especial que virou demo ao vivo da banda carioca Formigas Desdentadas, numa das edições do EP Vanguarda, ainda consta nos arquivos deste que vos escreve. Devidamente gravado em fita k7! Já a atração comandada pelo DJ e fotógrafo Maurício Valladares era (e ainda é!) um verdadeiro caos! Tinha (e tem!) de tudo! Rock Clássico, Jazz, Reggae, Soul, experimentalismos e toda sorte de sons!

Desses tempos, ficaram alguns bons registros na minha coleção de k7's (a parte da qual não consegui me desfazer): um ainda desconhecido Rogério Skylab, os incríveis Black Alien & Speed e Paralamas tocando ao vivo nos estúdios da rádio e o Dado, da Legião, mostrando raridades da banda entre outros momentos bacanas. Tudo gravado ali, na hora e com o ouvido grudado num duplo deck da Gradiente. Era esperar o programa entrar no ar com o dedo no rec e torcer pra rolar intervalo na hora de trocar o lado da fita!

Ouvi muita coisa pela primeira vez no RoncaRonca: Afrika Bambaataa, os citados Black Alien & Speed (ainda juntos), o Surf Rock da Man Or Astro Man, a carioca Bia Grabois e mais um monte de gente boa de todas as épocas e vertentes possíveis e imagináveis! A salada musical do mais alto nível oferecida por Maurício Valladares foi uma das responsáveis por este fanzineiro (em tese, quase aposentado) ter se livrado de boa parte dos preconceitos musicais que ainda carregava até a virada do século.

Por muito tempo reticente quando o assunto era música brasileira, não resisti a Bezerra e Paulinho da Viola surgindo (quase que) estrategicamente entre Hendrix e Led Zeppelin, ou entre um Peter Tosh e algum clássico Progressivo! Afinal, era tudo música! E ter acesso a tudo aquilo pelo dial só tornou a coisa mais marcante, dada minha paixão por rádio!

O RoncaRonca surgiu na clássica rádio niteroiense Fluminense FM, teve outros nomes e rolou em outras rádios até chegar na Imprensa FM. Passou rapidamente pela Rádio Cidade (se bem me lembro) e se mudou pra Oi FM antes de desaparecer do dial carioca. Até onde entendi a Oi FM continua ativa em outras praças, com o “programinha” de Maurício Valladares no ar.

A saber: A Imprensa FM era uma rádio antiga, do tipo que alugava horários. Na programação rolava desde o programa de Hip Hop da Cufa (a Central Única das Favelas) até atrações dedicadas a pontos de Macumba e tudo o mais que se possa imaginar sendo transmitido via rádio! A Imprensa saiu do ar no começo dos anos dois mil.

De volta ao “Ronquinha”. Descobrir algo tão relevante pra minha formação musical em meio a apps, plataformas, podcasts e modernidades afins é motivo de grande alegria! Como insisto aqui desde os últimos artigos e notas, em tempos sombrios, quando arte e cultura se transformam em inimigos, toda forma de resistência é válida!

E de alguma forma o dilema de nosso FMZ posto no primeiro parágrafo se desfaz quando percebemos que a relevância se dá, muitas vezes, pela longevidade. No caso do RoncaRonca, há muito mais que apenas os anos de existência. É a força e a magia do rádio transportadas para a web. E, independente da plataforma usada para levar o programa até o público, o encantamento de ouvir a salada musical de Maurício Valladares grudado nos falantes do meu antigo duplo deck se deu novamente nos fones do celular. Vida longa ao RoncaRonca e a todas as formas de (re)existência!

Conheça o RoncaRonca.

foto: O Globo

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Filmes & Docs. :: Mar de Elas

Mar de Elas
(Do Coletivo Mar de Elas, Brasil, 2018)

por: Rafa Almeida*

Curta produzido pelas integrantes do Coletivo Mar de Elas. São dez minutos de imagens e sons que te capturam e te mantém de olhos e ouvidos grudados no que Mar de Elas tem pra te mostrar. A força de mulheres negras que resistem, e existem. Seus corpos, sua fé, música e rituais. Tudo em Mar de Elas é político, é resistência. Assim como os filmes dos quais temos falado aqui recentemente, um curta absolutamente necessário nos tempos em que vivemos.



* Rafa Almeida não é, nem de longe, 'entendedor' de cinema, mas gosta de aproveitar promoções e exibições gratuitas pra pôr sua medíocre 'bagagem cinematográfica' em dia.

domingo, 14 de abril de 2019

Test Drive de Buteco :: Bar e Lanches Tropical da Luz


por Rafa Almeida

Test Drive de Buteco atravessando as fronteiras do RJ! Em recente ida deste que vos escreve a São Paulo, rolou uma passagem rápida por bares do Centro da cidade. E num deles, me foi servida essa belezura aí da foto! O bife de fígado do Tropical da Luz faz valer uma visita ao boteco próximo à Estacão da Luz. Ah, sim! O cafezinho que veio de brinde após a refeição caiu super bem também!

Como disse, foi uma passagem rápida pela capital paulista. De qualquer forma, deu pra sacar que, quando o assunto é pé sujo, não há tantas diferenças assim entre Rio e SP. Ok, até tem. Os preços, por exemplo. Tudo lá é bem caro! E é difícil ver feijão preto por lá. Só o carioquinha, cujo nome, até onde eu saiba, não faz o menor sentido (perdoem minha ignorância).

Seja como for, fica a dica: bom bife de fígado feito na chapa, pimenta bacana e um cafezinho! Ficou faltando rodar por uma penca de lugares, ali mesmo pelo Centro de São Paulo. Ainda ansioso pela culinária para todos os gostos e bolsos de lá! Mas, na pressa, não deu pra vasculhar muita coisa. Sendo assim, voltaremos!

Até!

Serviço:
Bar e Lanches Tropical da Luz
Rua Washingtom Luis, 314, Santa Ifigênia, São Paulo/SP


foto: Rafa Almeida

domingo, 7 de abril de 2019

Pedaleiras :: Hoje é dia de estreia na web

por: Rafa Almeida

Estreia hoje às 15h, na Rádio Pedal Sonoro, o programa Pedaleiras, sob o comando de Yasmim Silva (ou, Paçoca Psicodélica), responsável, entre outros projetos, pela Gig Nervosa! O programa surge com o intuito de dar visibilidade à participação feminina no cenário underground. Bem como incentivar sua entrada no mundo das pedaladas! E as garotas podem (e devem!) participar! Basta se ligar na Rádio Pedal Sonoro logo mais e fazer contato com a produção do Pedaleiras!

Ouça a Rádio Pedal Sonoro.

Saiba mais sobre a estreia do Pedaleiras.

Arte: Rato Branco

sábado, 6 de abril de 2019

Escritório :: Noite de improviso na Tiradentes!


por: Rafa Almeida

Logo mais tem som rolando no, diga-se de passagem agradabilíssimo e aconchegante, Escritório! Ali pertinho da Praça Tiradentes, no Centro do Rio, o espaço recebe artistas para uma noite de improvisos livres. Nomes como Lê Almeida (foto), Phill Fernandes, Fernanda Pacheco, Raiza Falcão e Vicente Barroso entre outros se dividem em turmas e se apresentam em quatro blocos. Projeções a cargo de Enzo Mastrangelo, Gabriel Massan e do coletivo NETUNA LAB, além de exibição do curta Lucifer Rising. Informações na página do evento no Facebook.

foto: divulgação

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Filmes & Docs. :: Excelentíssimos

Excelentíssimos
(De Douglas Duarte, Brasil, 2018)

por: Rafa Almeida*

Como mencionei no Instagram ao sair do Cine Arte UFF, após assistir Excelentíssimos: ao longo de duas hora e meia de filme, se tem contato com o que há de mais podre na política brasileira. Personagens conhecidos do cenário político desfilam hipocrisia nos bastidores do Congresso Nacional no decorrer do processo que culminou com a interrupção do mandato da ex-presidenta Dilma Rousseff. Apesar de já conhecermos a história, e já imaginarmos muito do que aparece no filme de Douglas Duarte, o documentário figura na prateleira de filmes necessários, para o Brasil de hoje. Mas, atenção! Tem que ter estômago!



* Rafa Almeida não é, nem de longe, 'entendedor' de cinema, mas gosta de aproveitar promoções e exibições gratuitas pra pôr sua medíocre 'bagagem cinematográfica' em dia.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Frogslake :: Banda lança novo clipe


por: Rafa Almeida

Novidade fresquinha dos gonçalenses da banda Frogslake! A banda acaba de lançar seu novo vídeo clipe! Com direção de William Samuray, o vídeo da música “Escape” saiu do forno nesta semana. A música, que fará parte do álbum “Take Me Out”, ainda sem data de lançamento, foi gravada por André Leal e Kleber Mariano, mixada por Billy Maia (Dinamite Records) em Nova York e masterizada por Chris Hanzsek no Hanzsek Audio, em Seattle. Confira o clipe de “Escape” aqui.


Mais sobre a banda no Facebook.

foto: Renata Araújo

quarta-feira, 3 de abril de 2019

The Lautreamonts :: Dupla faz show em Niterói no próximo dia 13


por: Rafa Almeida

No próximo dia 13, sábado, rola som na Babel 08! A partir das 17h o espaço recebe o duo The Lautreamonts (foto), DJ's e outras atrações com entrada franca! Formado por Martha F. e Hudson, a dupla The Lautreamonts bebe da fonte de Siouxie and Banshees e outros nomes do pós-punk. E divulgam seu primeiro EP “Who Are You Wearing?”! Completam o time de atraçoes os DJ's Marcelle Morgan e Victor Lance, e os poemas eletrônicos do Salgueirinho e os bazares Keka, Rehab to Closet e Ludmila. Maiores informações na página do evento no Facebook.

foto: divulgação

Conheça as atrações: The Lautreamonts :: Salgueirinho

terça-feira, 2 de abril de 2019

Smoke Lounge :: Espaço recebe mostra de Maurício Porão

por: Rafa Almeida

Está em cartaz e vai até o dia 12 de abril no Centro Cultural Smoke Lounge, na Zona Norte do Rio, a exposição Colcha de Retalhos, do fotógrafo Maurício Porão. O próprio fala sobre a mostra: “Fotografia consumida em (pouca) luz, paredes descascadas, torneadas em peles às vezes sensíveis e outras nem tanto, até embrutecidas...” O Smoke Lounge promove apresentações artísticas diariamente além de abrigar um pub, tabacaria, estúdio musical e de tatuagem, e dois palcos. Maiores informações sobre a mostra e o espaço no Facebook.

foto: Maurício Porão

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Filmes & Docs. :: O Silêncio dos Outros

O Silêncio dos Outros
(De Almudena Carracedo e Robert Bahar, Espanha/FRA/EUA/Canadá, 2018)

por: Rafa Almeida*

Vítimas e parentes de vítimas do franquismo em busca de respostas, justiça e um mínimo de respeito para com a memória dos que desapareceram durante o anos de ditadura de Francisco Franco, na Espanha. Histórias que se cruzam e são registradas pelos cineastas Almudena Carracedo e Robert Bahar. De dar nó na garganta. De encher de raiva. Porém, assim como o brasileiro Pastor Claudio (saiba mais aqui), extremamente necessário em tempos sombrios como os que vivemos.


* Rafa Almeida não é, nem de longe, 'entendedor' de cinema, mas gosta de aproveitar promoções e exibições gratuitas pra pôr sua medíocre 'bagagem cinematográfica' em dia.


domingo, 31 de março de 2019

Test Drive de Buteco :: Por que o Test Drive?


por Rafa Almeida

O motivo principal pra existir este cantinho aqui no FMZ é o mais óbvio possível: a gente gosta de bar, de cerveja e de tira-gosto! Ah, sim: o fato de boa parte da história deste fanzine, tanto impresso quanto virtual, ter se desenrolado por entre bares dos mais diversos tipos e nos mais diferentes lugares, também tem a ver com a coluna (é, somos bebuns incorrigíveis). Mas tem mais!

Os botecos, do jeito que o Test Drive gosta, estão desaparecendo. Ao menos nas regiões centrais, com o passar do tempo, cada birosca vai dando lugar a farmácias, casas de bolo, lojas de bijuterias e por aí vai. Quando não são substituídos pelos tais “barzinhos” (que de botequim tem muito pouco). Mas calma, eles ainda existem!

Seja no Rio ou em qualquer outro lugar, o boteco é ponto de encontro, refúgio, oásis e muito mais. É parte indissociável de nossa cultura, principalmente musical. E não estou me referindo só ao samba e demais ritmos populares, não! Sendo assim, se faz necessário deixar registrado que estes lugares existiram. E que por muito tempo habitaram cada cantinho de nossas cidades (e fazem parte de nossas vidas).

É bem verdade que alguns desses lugares, de tão antigos e historicamente relevantes, acabam se modernizando e, mesmo mantendo algumas características como mobiliário ou cardápio (em alguns casos, até funcionário antigo vira atração) acabam virando ponto turístico. Porém, ao tal processo acaba implicando em preços altos e um certo requinte que não interessa ao nosso Test Drive.

Há de se mencionar que estamos falando de espaços predominantemente adminitrados e frequentados por homens (numa faixa de idade mais avançada, por assim dizer) . Em boa parte dos casos, sequer se encontra endereços virtuais desses lugares. Ainda estão no século passado. Sim, estamos falando de ambientes muito conservadores, lugares onde o machismo e diversos formas de preconceitos ainda são a regra. Não é exclusividade dos botequins, ok. E é uma pena que isso ainda não tenha mudado. Mas, em sua maioria, esses lugares são assim.

Antes de encerrar, é de fundamental importância ressaltar alguns aspectos que fazem com que esse ou aquele bar se encaixe na ideia do Test Drive de Buteco. Garçom que enche seu copo não é bem visto por aqui, não é legal. Muito menos os que fazem isso toda hora (sabemos que a culpa não é deles). Fazer uso do termo “boteco raiz” é inaceitável (geralmente serve pra lugares que tentam emular o conceito de botequim... e passam longe). Qualquer coisa com “gourmet” também não serve pra gente aqui!

Não menos importante: Copo americano ganha ponto. Palito é clássico, mas garfo e faca ajudam em certos procedimentos. Jiló é vida. Ah, importante! Farofa pronta não rola! O mesmo vale pro alho frito! E tem que ter pimenta de verdade (molho de pimenta não ofende, até serve, mas não é pimenta)!

A tendência é que esses lugares desapareçam. Geralmente são pequenos negócios de família que passam de uma geração pra outra. Até que um filho ou herdeiro muda, repensa, refaz ou simplesmente se desfaz. E apesar de uma certa tosquice no ar, pouco tato no atendimento e conceitos de higiene não muito confiáveis, são lugares através dos quais conseguimos lembrar de épocas, fases e momentos de nossas vidas. Sendo assim, continuaremos à procura dos botecos que ainda restam por aí!

Confira por onde o Test Drive de Buteco já passou.

foto: Extinto Bar AlêDavi, em São Gonçalo/RJ, por Rafa Almeida

sábado, 30 de março de 2019

Mova-se! :: Amanhã é dia de EBA em Niterói!


por: Rafa Almeida

Já falamos desse projeto aqui no FMZ! O Bike Anjo acontece em diversas cidades do Brasil e do mundo, e tem como objetivo ensinar a galera a pedalar! Bem como incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte e hábito saudável! Uma vez por mês rola a versão niteroiense do evento, o Escola Bike Anjo (EBA), no Teatro Popular. E amanhã é dia! É gratuito, para todas as idades e a partir das 15h! Maiores informações na página do evento no Facebook.

Mais sobre o Bike Anjo Niterói.

foto: Bike Anjo Niterói/Facebook

sexta-feira, 29 de março de 2019

Filmes & Docs. :: Pastor Claudio

Pastor Cláudio
(De Beth Formaggini, Brasil, 2017)

por: Rafa Almeida*

Em tempos de sobras, o filme Pastor Cláudio se faz necessário. E muito! Hoje pastor evangélico, Cláudio Guerra descreve as atrocidades que cometeu enquanto agenda do Estado durante a ditadura militar brasileira. Ouvir seu relato, e tentar reconstituir em nosso imaginário cenas tão cruéis e aterradoras embrulha o estômago. Mas é preciso. Durante a entrevista ao psicólogo e ativista de Direitos Humanos Eduardo Passos, Pastor Cláudio se enrola, deixa transparecer frieza, egoísmo e desfaçatez. Aspectos típicos de quem foi capaz das barbaridades por ele cometidas. Filme necessário. Assista.



* Rafa Almeida não é, nem de longe, 'entendedor' de cinema, mas gosta de aproveitar promoções e exibições gratuitas pra pôr sua medíocre 'bagagem cinematográfica' em dia.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Musica Livre :: Logo mais tem som no Teatro da UFF!


por: Rafa Almeida

O Projeto Música Livre toma conta do Teatro da UFF logo mais! No palco, Ana Frango Elétrico (foto) e Barcamudi se apresentam a partir das 20h, com ingressos entre R$15 e R$30. A poeta, cantora, compositora e artista visual Ana Fainguelernt apresenta seu primeiro álbum "Mormaço Queima". Gabriela Autran, Gil Navarro, João Barreira, Leon Navarro, Matheus Ribeiro e Pedro Chabudé formam a Barcamundi! E os niteroienses mostram os sons de seu recém-lançado "Disco Adulto". Informações na página do evento no Facebook, ok?

Conheça as bandas: Ana Frango Elétrico :: Barcamundi
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foto: divulgação

quarta-feira, 27 de março de 2019

Filmes & Docs. :: Cafarnaum

Cafarnaum
(De Nadine Labaki, Líbano/FRA/EUA, 2018)

por: Rafa Almeida*

Há tantas questões relevantes no mundo de hoje sendo tratadas aqui, que chega a ser difícil não deixar a trama em si em segundo plano. Imigrantes ilegais, miséria, abuso infantil, violência doméstica, o papel do Estado na vida do indivíduo e por aí vai. Cafarnaum te mantém de olhos e ouvidos atentos do primeiro ao último minuto. Há caos e pobreza por todo lado, nas imagens e no som espetacular! Até no silêncio dá pra ouvir as ruas do Líbano te guiando por uma viagem onde, como disse, a história (ou a forma como ela é contada) talvez não seja a coisa mais importante.



* Rafa Almeida não é, nem de longe, 'entendedor' de cinema, mas gosta de aproveitar promoções e exibições gratuitas pra pôr sua medíocre 'bagagem cinematográfica' em dia

terça-feira, 26 de março de 2019

Slam Praça Preta :: Edição de março rola nesta quinta!


por: Rafa Almeida

Última quinta-feira do mês chegando e, junto com ela, a edição de março do Slam Praça Preta! A competição de poesia falada promovida na Praça JK, no Centro de Niterói, acontece a partir das 19h com Mic aberto e premiação para os vencedores! Como mandm os costumes, jurados escolhidos na hora dentre o público presente e três minutos pra cada poeta declamar sua poesia, que pode ser improvisada ou não. Lembrando que temáticas racistas, machistas, LGBTfóbicas ou fascistas acarretam em desclassificação! Maiores informações na página do evento no Facebook.

Mais sobre o Slam Praça Preta.

foto: Slam Praça Preta/Facebook

segunda-feira, 25 de março de 2019

Gig Nervosa :: Edição em Niterói mês que vem!


por: Rafa Almeida

A Gig Nervosa chega à sua segunda edição e, desta vez, o som rola do lado de cá da poça! O evento atravessa a Baía de Guanabara e toma conta do Caverna, nas proximidades da Praça da Cantareira! A Gig Nervosa tem como objetivo promover o protagonismo feminino no cenário underground do RJ. E fazendo um som nesta segunda edição tem Judy A. (foto), Errática, Ogiva do Caos e Tuíra. A entrada é franca com contribuição voluntária. Maiores informações na página do evento no Facebook.

Conheça as bandas: Judy A. :: Errática :: Ogiva do Caos :: Tuíra

Mais sobre a Gig Nervosa.

foto: divulgação

domingo, 17 de março de 2019

Test Drive de Buteco :: JMV 53


por: Rafa Almeida

Da Praça Mauá até a Pedra do Sal dá pra encontrar bares que ainda guardam algumas características dos antigos botequins, do jeito que o Test Drive de Buteco gosta. E já que a ideia aqui é fugir dos tais “barzinhos”, e falar de boteco, voltamos aos arredores da Praça Mauá pra dar um confere em mais uma birosca!

O JMV 53 tem tira-gosto exposto no balcão, bancada extensa com aqueles bancos fixos e outros detalhes que nos remetem aos bares de antigamente. As cervejas tem preços que não fogem muito à média na cidade. Petiscos, idem.. Este que vos escreve foi de Frango à Passarinho (foto). Muito bom, por sinal! Recomendado. Até!


Serviço:
JMV 53 Bar e Lanchonete
End.: Rua Sacadura Cabral, 53, Saúde, Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21)22232618


foto: Rafa Almeida

quarta-feira, 13 de março de 2019

Girl Power :: Março de som e ação social no RJ!


por: Rafa Almeida

De 08 a 30 de março acontece no Duck Walk Pub, na Praça da Bandeira, o Girl Power & O Poder das Minas! O evento tem como objetivo, além de dar voz a novos nomes do cenário carioca, promover atividades como rodas de conversa e arrecadação de donativos para instituições de apoio à mulher.

Fazendo um som, tem Laura Zennet, Melyra (foto), Blastfemme, Venuz e a DJ Priscila Dau, entre outras atrações! O evento também estará arrecadado lenços e cabelos para a Cabelinhos do Bem, que atende mulheres em tratamento de câncer. E itens básicos de higiene pessoal para o Elas Existem, que presta assistência às mulheres encarceradas.

O valor do couvert será revertido para o Mapa do Acolhimento, projeto que presta apoio a mulheres vítimas de violência. Também rola flash tattoo day, exposição de artes e venda de camisas. Programação completa e maiores informações na página do evento no Facebook.

Conheça as instituições beneficiadas pelo Girl Power:

foto: divulgação

domingo, 10 de março de 2019

Mova-se! :: Vai viajar pra correr?


por: Rafa Almeida

Há quem diga que a melhor forma de se conhecer uma cidade é correndo! E venhamos e convenhamos, quantos novos lugares na sua cidade ou nos arredores você descobriu depois que começou a correr? Como os artigos aqui na Mova-se! se baseiam nas experiências deste pretenso corredor amador que vos escreve, dá pra dizer que a afirmação procede!

É claro que, pra facilitar a vida de quem vai sair de sua cidade pra correr uma prova, já existem agencias de viagens que oferecem pacotes destinados exclusivamente a corredores. Hospedagem, inscrição, retirada de kit e tudo o mais inerente à uma prova. Mas a ideia aqui é falar destes, mas também de outros aspectos relacionados à ida a outras cidades pra correr. Principalmente se a grana é curta e não dá pra desfrutar de certas regalias...

Talvez o mais importante, até pra se evitar problemas de última hora, seja ter muito bem planejado todos os seus passos durante a viagem! E com o máximo de antecedência! Ah! Vale dar um confere em tênis, meias, vaselina e demais apetrechos a serem utilizados durante a prova. Horários, trajetos, transporte, tempo gasto entre o local da hospedagem e da entrega de kit e por aí vai.

Deve haver uma forma mais fácil, mas salvar os locais, bem como os itinerários, no Google Mapas pode resolver a vida do corredor em uma cidade estranha. Se este mesmo corredor, assim como eu, depender do trasporte público, a estratégia descrita acima é fundamental! Pouca intimidade com tecnologia? Roteiro detalhado numa folha de papel e pé na estrada!

Como disse anteriormente, tudo aqui é baseado em minhas poucas experiencias no universo da Corrida de Rua. Sendo assim, vou tocar no ponto que mais me complicou a vida mês passado, quando saí de Niterói/RJ para a Meia Maratona Internacional de São Paulo.

As horas chacoalhando no ônibus (que saiu atrasado), bater perna pela cidade no sábado após retirar o kit, me achar no metrô paulistano, uma ou outra cerveja na tarde de sábado, a noite da véspera numa cama que não era a minha (num hostel praticamente submerso em meio a um temporal), enfim... Nada disso pesou tanto durante a prova quanto ter subestimado o trajeto!

É sabido que se deve estudar o trajeto, altimetria, curvas, cotovelos (retornos). Olhar a previsão do tempo também é importante. E foi aí que o estrupício aqui vacilou... A expectativa era de chuva. E pra quem vinha treinando (ou algo próximo disso...rs) no verão do RJ, um domingo de chuva em SP surgiu como cenário perfeito pra um RP (a saber: recorde pessoal)!

O que era pra ser RP, virou suplício lá pelo km 15. Após me livrar do trânsito de pessoas, comum aos primeiros quilômetros de qualquer prova, não me fiz de rogado e forcei a barra contando que o frio de São Paulo me garantiria um bom desempenho. Só não contava com as subidas (uma após a outra), curvas, cotovelos e tudo o mais que se tem direito ao longo de todo o percurso da Meia Internacional de SP!

Deu pra garantir um Sub 2h, por pouco. E, no final das contas, o desempenho foi até bom. Dois minutos acima do meu tempo na Meia Internacional do Rio do ano passado. Levando em conta que a prova carioca é praticamente plana, até que fui bem! Mas terminei completamente destruído! O bastante pra não ter disposição pra praticamente mais nada no meu ultimo dia em São Paulo...

Se você é do time que curte nosso Test Drive de Buteco, cabe um último toque: incursões cervejeiras devem ser planejadas para depois da prova, certo? Uma ou outra, de leve, até pode ser, mas a empolgação e a ansiedade da véspera de uma corrida importante pode transformar uma em duas, duas em três e três em uma caixa! Sendo assim, cuidado.

Viajar pra correr é legal, sim! Mas correr longe de casa também é sinônimo de rotina alterada. Conselhos conhecidos como, no dia da prova fazer tudo exatamente igual ao que se fez em dias de treinos longos e coisas do tipo ajudam a cabeça e o corpo a sentirem menos a viagem. Tomando cuidado, as lembranças da prova e da viagem podem ser das melhores! Vale a pena fazer pequenos sacrifícios e partir pra correr com outras paisagens de fundo. Sendo assim: organize-se! E aproveite a viagem!


A quem interessar possa: treinos, tentativas, erros, acertos e desastres (comuns a todo corredor) em meu Instagram.

Dicas, links, artigos e outros em nosso grupo Corrida e Caminhada Niterói/RJ


foto: Meia Maratona Internacional de São Paulo 2019/Yescom

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