domingo, 12 de julho de 2020

#1discopordia :: Plebe Rude - Nunca Fomos Tão Brasileiros

por: Rafa Almeida

DIA 12: Plebe Rude - "Nunca Fomos Tão Brasileiros" (1987)

Na semana em que a fascistada descobriu "os antifas", nada mais legal que começar o dia com a banda responsável por essa bolacha linda aí da foto se posicionando como "artista antifascista", em sua página no Facebook! Nada mais óbvio, dado o conteúdo de suas letras, correto?

Pro lado de cá, nossa bolha, a esquerda ou seja lá o que for, sim! Mas pro lado de lá, não sei não... Eu consigo imaginar uma meia dúzia de "fãs" (com quem tive o desprazer de conviver) que se decepcionaram e soltaram o bom e velho: "tão misturando Rock com política... múúú... mito... e blá blá blá..."!

Bom, já que o tico e o teco dessa gente entram em polvorosa, vale repetir a banda do meu #1discopordia de ontem! "Nunca Fomos Tão Brasileiros", de 1987, é o trabalho que sucedeu "O Concreto Já Rachou" (1985), absurdo trabalho de estreia dos brasilienses!

Assim como em sua estreia, a Plebe Rude continua esbanjando categoria e letras que poderiam perfeitamente terem sido escritas no Brasil de 2020. De quebra, confirmam que são, sim, mestres em condensar o universo do Punk Rock e do Pós-Punk em versão tupiniquim (ok, a Legião Urbana também era boa nisso)!

O disco reúne sons que caberiam perfeitamente no trabalho de estreia. E canções do início da banda, como "Consuma" e "Censura". Porém, não dá pra não destacar as absurdas "Bravo Mundo Novo", a faixa título, a linda balada "A Ida" e a arrasadora "Códigos"! Que troço tão assustadoramente lindo!

Sabe a ideia de que pra tocar Punk Rock não precisa saber tocar lá isso tudo (tese esta que The Clash e Dead Kennedys provam ser uma grande bobagem)?

Então... a Plebe Rude também parece não concordar: tudo nas canções da Plebe soa muito bem feito! Arranjos, harmonias, execução (principalmente!), melodias e por aí vai!

Não é à toa o show que a guitarra de Phellipe Seabra dá da primeira à última faixa! E não que seus companheiros de banda fiquem muito longe! De jeito nenhum!

Mesmo não tendo causado o mesmo alvoroço que o primeiro trabalho da banda, "Nunca Fomos Tão Brasileiros" é, sim, um discaço e tanto!

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