• Rafa Almeida

1 Disco por Dia | Legião Urbana - O Descobrimento do Brasil


Legião Urbana - O Descobrimento do Brasil

DIA 16: Legião Urbana - "O Descobrimento do Brasil" (1993)

Como já falei mais de uma vez do Bad Religion (a favorita, dentre as favoritas) por aqui, hora de falar de mais uma "dentre as favoritas"! É legal que cada disco da Legião Urbana segue uma lógica, conta uma história. Ou várias histórias.

Renato Russo dizia que tinha a discografia de uma banda imaginaria anotada num caderno. Tudo organizado, pensado e fazendo sentido. Coisa de banda progressiva?! Faz sentido. Inclusive na obra da Legião! Mas a ideia aqui é falar deste capítulo da história, em especial. Já que, como disse, em cada disco do maior nome do Rock nacional cabe uma história, ou várias.

Eu tinha 11 anos de idade quando "O Descobrimento do Brasil" foi lançado. Só um ano depois começaria a me interessar e descobrir (ou identificar) as bandas e os sons que, ao longo da infância, foram se amontoando e formando minha memória musical.

Demoraria mais uns bons anos pra entender que tinha muito mais ali que o flerte da banda com climas progressivos (que aparecera mais no antecessor "V"), o Folk, o Rock Alternativo americano da época (tem muito de Sonic Youth aí, fala sério..) e até o Punk Rock, que acompanhou a banda ao longo de toda sua obra.

Em "O Descobrimento do Brasil" tem a luta de Renato Russo contra a dependência química, a causa LGBT e a geração da década passada já diante de questões da vida adulta num "nosso Estado que não é nação".

A Legião foi uma das poucas bandas que, de fato, conseguiu cantar e narrar cada passo de sua geração e do mundo em volta dela!

A delicadeza dos arranjos, instrumentos diferentes do usual pra uma banda de Rock e a beleza das letras fazem todo sentido quando lembramos das entrevistas do Renato. O desejo de ter na discografia um disco que conseguisse soar belo e simples o bastante para que até crianças pudessem entender!

Triste? Nunca achei "O Descobrimento do Brasil" um disco triste. Triste, na verdade, é termos na história do Rock nacional uma obra da categoria de "Perfeição", e uma parcela do público não conseguir entender o que estava sendo dito ali.

Triste é ter uma obra riquíssima como a deixada por Renato Russo, com uma quantidade de referências (musicais, literárias e artísticas) e tanto material pra se mergulhar e refletir e, ao final, perceber que uma boa parte da geração cantada pela banda não entendeu que "a ignorância é vizinha da maldade"...

Bom, seja lá o que tenha acontecido com essa gente, ainda é pouco pra apagar o brilho e diminuir a importância da Legião Urbana no Rock brasileiro.

Acabei falando pouco de música, né? Nem tanto. Como disse, cada álbum da Legião tem tantas histórias e tanto pra falar, que sempre que falamos da banda, estamos falando de música, de política, resistência, do cidadão comum perante a sociedade, de medos, amores, enfim.

Falar de Legião Urbana é falar, invariavelmente, sobre um pedacinho de nossas vidas (não importa quantos você tenha..rs).


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Publicado originalmente em 16/07/2020.


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