• Rafa Almeida

Entrevistas | Saulo Andrade (Cena da Música Independente)


Saulo Andrade | foto: divulgação

Niterói é uma cidade fértil quando o assunto é música e arte. Do Rock à MPB, Jazz, Blues, Reggae... Tem de tudo por aqui! E tem poesia, artes plásticas e muito mais! A cidade e suas crias inspiram e expiram arte. Nem sempre (eu diria quase nunca...) o Poder Público daqui dá conta de monitorar e fomentar uma produção artística tão rica, mas isso (por sorte) não faz com que ela deixe de existir.

No Punk Rock, a banda niteroiense Nauzia rompeu as fronteiras do RJ e circulou por Brasil e Argentina com suas músicas, CD e fanzine na bagagem. Na batera, nosso entrevistado de hoje: Saulo Andrade. O músico, assim como sua antiga banda, também rompeu fronteiras físicas e musicais. Após Nauzia e Locomotiva, foi parar na Austrália, tocando música brasileira. Na volta, teve Set-Setters e O Divã Intergaláctico (muito legais, por sinal!) e outros projetos e trabalhos musicais.

Entra em cena o jornalista Saulo. Os tempos já não são de fanzines impressos, então, veio o Cena da Música Independente. Definitivamente, pra alguns de nós do underground, atuar em mais de uma frente é quase uma necessidade, né?!

A proximidade com o universo da política, trabalhando em sindicatos, se somou aos questionamentos e à revolta inerentes a qualquer um que tenha sido “picado pela mosquinha” do Punk Rock (pra isso não tem, nem nunca terá vacina)! Saulo é figura atuante e participativa da vida política e cultural de Niterói. E tem muito pra falar sobre os rumos de nosso cenário cultural no pós-pandemia.

O músico e o jornalista seguem em plena atividade. Tocando, ouvindo, descobrindo, criando e militando. De alguma forma (na verdade, de várias formas), prestando serviços à música de Niterói, do Rio de Janeiro e do Brasil. Fomos trocar uma ideia com Saulo Andrade, músico e editor do blog Cena da Música Independente. Confere aí!

FMZ: Pra começar queria saber como o Cena da Música Independente surgiu. E como é pra você atuar em duas frentes, como jornalista e como músico?

Saulo: Surgiu em 2016, a partir de uma ideia do meu amigo e grande saxofonista Marcelo Cucco. Ele sentia falta de um veículo voltado para músicos de qualidade (conceito subjetivo, né?), que não têm oportunidade de virar notícia na imprensa comercial. Aliei várias paixões minhas - escrever, tocar bateria, ouvir e sentir sons e novas texturas sonoras, para cozinhar esse caldeirão em forma notícia e prestação de serviço à cultura brasileira.

Atuar em duas frentes, como jornalista e músico, é uma parada que amo fazer! Mas, ironicamente, tenho ganhado pouquíssimo dinheiro nestas duas frentes de trabalho.

Aprendi outros ofícios, mais técnicos, para ter mais oportunidades de remuneração como freelancer e poder pagar as minhas contas. De 2015 pra cá, se o Brasil já vinha reduzindo MUITO o campo de oportunidades para se ganhar dinheiro e viver do que se gosta, com Temer e Bolsonaro, a coisa piorou ainda mais. Mano, a gente não tem nem um Ministério da Cultura: uma coisa inaugurada pelo Sarney, lá em 1985 - veja você! A que ponto chegamos. Mas eu insisto, resisto e reexisto assim mesmo. Foda-se.

FMZ: Agora, voltando um pouco no tempo, conte um pouco de sua trajetória na música! Projetos em que tocou, enfim!

Saulo: Comecei a tocar batera em 1992, influenciado pela música “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana. Estudei com o Luizinho, inesquecível professor de bateria do Conservatório de Música de Niterói, que me ensinou a ler partituras e a tocar Rock, Bossa Nova, Valsa, Samba... Atualmente, é um senhor muito simpático, de uns 80 e poucos anos... Foi uma grande escola pra mim! Em 1995, ingressei na minha primeira banda de Rock, a Nauzia. Vivi intensamente o Punk Rock, em turnês locais (Rio, Niterói e São Gonçalo); além de cidades como Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Santa Maria e Buenos Aires, na Argentina. Em 2003, montei outro projeto, mais voltado para o Blues, o Rockabilly e o Rock BR: a banda Locomotiva (que mudou de nome depois, para Cérebro Valvulado) - que tocou em muitas casas bacanas da zona sul do Rio e de Niterói, nos tempos áureos do underground niteroiense (bons tempos aqueles, né?). Era uma época muito legal! No auge da banda Locomotiva, quando estávamos prestes a tocar no festival Humaitá Pra Peixe (lembra?), resolvi meter o pé do Brasil.

Morei na Austrália, entre 2007 e 2009. Lá, mergulhei de cabeça na música brasileira, no Jazz e na Word Music. Em 2008, ingressei como batera de uma banda chamada Yemanjá. A vocalista, australiana, casada com um brasileiro, guitarrista e backing vocal, tinha uma voz maravilhosa e um português impecável: Anita, o nome dela. Tocávamos João Gilberto, Beth Carvalho, Novos Baianos, Chico Buarque, Elis Regina, Milton Nascimento (aliás, o baixista do Milton, o Beto Lopes, tocou comigo nesta banda também!). Além da Yemanjá, toquei percussão em algumas gigs de latin jazz e salsa, com amigos queridos colombianos que fiz por lá! Foi um tempo da minha vida muito rico, de muito aprendizado. Eu tinha sérias dúvidas se valia ou não a pena sair do Brasil naquela época. Não me arrependo (aliás, se eu soubesse que a gente ficaria nesta merda de hoje, nem voltaria).

De volta ao Brasil (mais especificamente para Niterói, minha cidade natal), voltei a tocar com banda em 2010, quando assumi as baquetas do Set-Setters - Punk Rock, New Wave e Surf Music. Idealizada pelo saudoso amigo Rafael Lage, que tocava guitarra e fazia os backing vocals; além dele, tocavam naquela banda a Martha F, vocalista; o Rômulo, que tocou comigo na Locomotiva, no baixo; e o Bruno Boca, que tocou comigo no Nauzia, na guitarra. Fizemos shows bem legais, entre o Rio e Niterói.

Depois que o Set-Setters acabou, em 2012, entrei para O Divã Intergaláctico - MPB e Rock and Roll psicodélico -, banda do Gabriel Calderón e da Thaís Gallart, principais compositores. Éramos sete: Gabriel, violão e voz; Thaís, teclado e voz; Dudu, percussão e voz; Igor Bilheri, guitarra solo; Astronauta, sax; e Rômulo (Set-Setters e Locomotiva), no baixo, que saiu e deu lugar para o grande Mario Travassos, que faleceu em 2018. Com eles, fiz dois shows: em 2012, no festival Hey Joe, no Teatro Municipal de Niterói, e em 2013, numa galeria de arte do Humaitá, no Rio... Gravamos um disco, o "Psicossomatico ou do que as aves são capazes", pelo selo Astronauta Discos, do meu amigo jornalista e produtor fonográfico, Leonardo Rivera, e alguns clipes, aqui encurtador.com.br/jmyBL.

Saí do Divã em 2013, porque estava trabalhando muito como assessor de imprensa; mas rolou um revival com o Nauzia, em 2014, com outra formação: Ned, na guitarra e voz; Cid, na guitarra e backing; e Rafael, no baixo e backing. Tocamos no Sallon, em Botafogo, que fechou nestes últimos anos dessa crise escrota (aliás, como tem casa de show fechando no Rio e em Niterói, né?).

Daí pra frente, fui tocando com vários músicos diferentes... Cheguei a voltar a ensaiar com a Locomotiva, só pra matar a saudade dos meus amigos.

Em 2019, fiz algumas gigs, aqui em Niterói, com a queridíssima amiga e potente cantora Tacy de Campos.

Também no ano passado, formei um novo projeto de Blues, a DeltAzul, com o guitarrista e vocalista Marcio Gomory e o Lucas Manhães, que sola divinamente na guitarra. Fizemos dois shows em Niterói e um, na zona norte do Rio...

Eu estava com novos projetos musicais engatilhados para 2020. A ideia era manter o ritmo de shows que vinha fazendo em bares de Niterói, tirar um troco aqui e ali. Eu estava também planejando reunir dois grandes instrumentistas para formar um trio instrumental de Jazz e MPB. Mas veio pandemia e fodeu tudo... Atualmente, tenho gravado remotamente com alguns amigos e feito drum covers, no estúdio Toca da Cotia, do Igor Bilheri (está tudo no meu canal do youtube, aqui: encurtador.com.br/gJP36). Pretendo reencontrar meus amigos músicos nos estúdios da vida em 2021, pra voltar a fazer um som.

FMZ: E como o jornalismo entrou na história?

Saulo: Comecei a estudar Jornalismo em 2002 e me formei em 2005. Trabalhei em sindicatos de trabalhadores, o que foi fundamental para a minha formação e visão de mundo. Trabalhei em assessoria e redação de jornal. Viajei o Brasil pra fazer matéria especializada em turismo, de Juazeiro do Norte ao Pantanal... Conheci de perto a vida indígena e sertaneja do Brasil profundo... Foi uma experiência intensa e muito rica pra mim. Como jornalista musical, tive a oportunidade de conhecer de perto o Jello Biafra, um dos meus maiores ídolos no Punk Rock.

Jornalismo pra mim é prestação de serviço. Hoje, mais do que nunca, é enfrentamento e resistência ao obscurantismo das fake news. Aliás: FORA BOLSONARO!! (Aqui pode falar isso, né?).

N.E.: Não só pode, como deve!


Set-Setters | foto: divulgação

FMZ: No final do ano passado você fez o show de despedida do Nauzia. Queria que você falasse um pouco do Nauzia, pra galera que não pegou o inicio da banda e porque a decisão de encerrar as atividades?

Saulo: Boa parte da minha história com o Nauzia eu relatei numa das respostas acima...Tenho uma relação contraditória como o Punk Rock, como estilo de música. Em 2003, saí da banda porque quis expandir meus horizontes como baterista; experimentar outros ritmos... Ao mesmo tempo, como militante antifascista, sinto-me plenamente realizado quando toco alguns sons punks.

Musicalmente, algumas músicas são desafiadoras para quem toca bateria. Bateras de bandas como Dead Kennedy`s e Rasta Knast, por exemplo, são muito bons de serem estudados. Algumas músicas do Kennedy`s têm pitadas de Jazz, Groove e são até swingadas. As da Rasta Knast são, muitas vezes, um Hardcore com uma técnica de toque duplo no bumbo (sem pedal duplo) muito desafiadora. A maioria das bandas Punk`s não usam pedal duplo, que geralmente é mais utilizado pelos bateras de crossover. Gosto muito do da técnica do Boka, do Ratos de Porão. Ele é, ao mesmo tempo, veloz e técnico: faz umas viradas bem criativas.

O último show "oficial" do Nauzia foi em dezembro de 2019, com a banda paulistana Gritando HC, no Convés, em Niterói. Foi uma noite incrível! Não temos compromisso nenhum como banda mais. A ideia foi fechar um ciclo mesmo; dar lugar às novas gerações... Mas também nada impede que a gente se reúna novamente para tirar um som e fazer outra gig, após a vacina. Eu falo que não vou mais tocar no Nauzia, mas acabo indo...



Banda Yemanjá | foto: reprodução


"Há uma longa estrada pela frente. Em âmbito nacional, precisamos retomar o Ministério da Cultura, que deveria fazer uma política constante de editais e de estímulo ao setor musical." (Saulo Andrade - Cena da Música Independente)

FMZ: Acha que em algum momento, as bandas do underground conseguem melhores condições para se manterem em atividade ou, quem sabe um dia, até viverem exclusivamente de sua música?

Saulo: Há uma longa estrada pela frente. Em âmbito nacional, precisamos retomar o Ministério da Cultura, que deveria fazer uma política constante de editais e de estímulo ao setor musical. A gestão do Gilberto Gil, no governo Lula, foi a melhor. A gente tinha as lonas culturais, que além de democratizar o acesso das periferias aos grandes shows, abria espaço a novos artistas da música autoral e independente. Vi um show do Ira! na lona cultural de Realengo, em 2003.

Na cidade de Niterói, houve avanços importantes, na atual gestão. Mas acho que os músicos da cidade precisam de mais políticas de incentivo. A Cultura, por exemplo, podia fazer um grande senso de músicos e artistas de um modo geral, atuantes na cidade, para atualizar, constantemente, um cadastro, a ser divulgado no site e nas redes sociais da Prefeitura, no sentido de estimular o intercâmbio entre os artistas daqui.

Olhar com lupa os imóveis abandonados há anos, que não sirvam para moradia, mas poderiam perfeitamente se transformar em equipamentos culturais multiuso, com espaço para a música (shows e estúdios populares), o teatro, os saraus de poesia, as performances, as vernissages... Desapropriá-los para estes fins. Na Marquês do Paraná, por exemplo, há muitos imóveis que poderiam ser adquiridos ou desapropriados pelo município e transformados em espaços com este perfil... Isto movimentaria o centro da cidade, que há muito tempo é deserto e deprimente, a partir das 18h...

A gente precisa investir em cultura, também como incentivo ao turismo: fazer uma política constante de instalação de pequenos palcos itinerantes, espalhados em todas as praias e praças de Niterói. Ocupar tudo com música e teatro, aproveitando a movimentação dos artistas e o cadastro constantemente atualizado pela Prefeitura. O orçamento para remunerar os artistas é o desafio; mas se a Prefeitura enxugar a quantidade enorme de sub-secretarias e cargos comissionados, dá pra fazer muita coisa. Isto não exclui a contribuição voluntária e consciente do público: o famoso "vamos passar o chapeuzinho".

Outro gargalo é a Niterói Discos, que há muito tempo não grava os músicos da cidade. Ela poderia ter uma curadoria constante, selecionar bandas e disponibilizar o trabalho delas nas plataformas digitais.

Não precisamos de editais para tudo isso: uma gestão que acompanhe mais de perto o que vem sendo produzido na música e na cultura da cidade já ajudaria bastante. E, claro, os editais poderiam continuar, mas de forma complementar.

Mas em comparação com o estado do Rio e o Brasil, Niterói está anos luz à frente... Somos uma cidade, um estado e um país que respiram cultura e diversidade cultural. A gente só precisa de incentivo para profissionalizar o trabalho dos artistas. A iniciativa privada só investe em quem já dá lucro. Creio que é papel do Estado ser indutor das oportunidades para quem atua na cultura de forma independente, igualando as oportunidades para todos.

FMZ: Em quais projetos está tocando atualmente? Ou, em quais projetos vinha tocando até vir a quarentena?

Saulo: Atualmente tenho feito drum covers na Toca da Cotia Estúdio, em Icaraí, Niterói (tomando todos os cuidados sanitários). Estou oficialmente sem banda, mas tenho planos de retomar algo, após a pandemia. Já estou em contato com uma galera neste sentido.

FMZ: Com a pandemia as atividades online acabaram sendo a única opção da classe artística. No universo das bandas independentes, acha que as plataformas de streaming e lives dão conta de proporcionar algum retorno que seja pras bandas e artistas?

Saulo: Muito pouco. Quem consegue grandes patrocínios da iniciativa privada são os artistas já consagrados. Como disse anteriormente, precisamos de uma política de Estado, principalmente do governo federal, de incentivo aos artistas independentes (não apenas os músicos). Infelizmente, a maioria do povo acreditou em kit gay e mamadeira de piroca, optando por marginalizar toda a classe artística, em 2018. Mas creio que este cenário está começando a mudar, nestas eleições municipais e com a derrota de Trump.

FMZ: Desde antes das eleições a coisa já não vinha bem. Veio a pandemia e temos uma crise que em breve deve bater à nossa porta. Há pautas que terão de ser colocadas em discussão, como um auxílio permanente para os trabalhadores da cultura, por exemplo. Acha que a classe artística está organizada politicamente para encarar o que está por vir?

Saulo: O povo brasileiro, de uma forma geral, vive na informalidade e precisa de uma renda básica permanente de pelo menos R$ 2000. Seria possível, se o governo federal não destinasse cerca de 2 trilhões de reais para salvar os bancos. Quando os políticos pararem de fazer rachadinha, de enfiar dinheiro no cu e de ajudar quem já tem dinheiro, e começarem a fazer programas de incentivo fiscal e transferência de renda a quem realmente trabalha e desenvolve a indústria e a cultura brasileira, as coisas podem começar a melhorar...

Quanto à organização dos trabalhadores da cultura, aqui em Niterói participo de uma câmara setorial de música, que vem atuando ativamente. Fizemos uma série de reivindicações, que constam em ata, e são direcionadas à Secretaria das Culturas. Há um canal aberto de diálogo bem importante acontecendo. Espero que seja mantido nas próximas gestões, a partir de 2021. Mas se entrar um governo de direita, é capaz de haver um boicote a este tipo de iniciativa da sociedade civil organizada. Não tenho conhecimento de outras iniciativas similares, em outras cidades brasileiras...

Mesmo sem dinheiro ou incentivo, procuro também fazer a minha parte, no blog Cena da Música Independente.



Nauzia | foto: reprodução


FMZ: Como você imagina o cenário independente quando vier o tal do "novo normal" (ou seja lá o que for que venha depois dessa tentativa de volta à normalidade)?

Saulo: Muito difícil. As coisas vão demorar a serem retomadas, da forma que a gente estava acostumado. Tem muita gente sem trabalho e este cenário vai continuar assim por um tempo. Há variáveis, mas no geral, enquanto a prioridade for a erradicação do coronavírus, as atividades culturais demorarão a ser devidamente retomadas a contento. Para isto, precisamos de gestão eficiente em Cultura, como disse anteriormente.

FMZ: Pra encerrar, muito obrigado pelo papo! Sucesso com o Cena da Música Independente e no trabalho como músico! E como sempre temos feito por aqui, pergunto: o que esperar do mundo pós-pandemia?

Saulo: Muito obrigado!! Espero um mundo sem retrocessos, com mais progresso, educação, acesso à intelectualidade e às belezas da diversidade cultural para todos. Essa conscientização coletiva é um gradual, mas está começando. Como diria o B Negão, "o processo é lento". Sigamos!



Conheça o Cena da Música Independente:

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Conheça o trabalho de Saulo Andrade:

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Mais de Saulo Andrade:

João Bosco – “Querido Diário” (drum cover):


B.B King & Eric Clapton – “Marry You” (drum cover):


Joy Division – “Love Will Tear Us Apart” (drum cover):


The Jam“Going Underground” (drum cover):



Conheça a banda O Divã Intergaláctico.

Conheça a banda DeltAzul.

Conheça a cantora Tacy de Campos.

Conheça a Astronauta Discos.

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